DIREÇÃO DE ANIMAÇÃO
Como vocês devem imaginar, já que sou da geração que assistia à série televisiva de “Seiya” em frenesi, fiquei totalmente extasiado ao conseguir ingressar na produção. Não admira que, mesmo na hora de botar a mão na massa, eu chegava ao ponto de me questionar se isto era mesmo o trabalho. (Risos.)
E a pressão também era proporcional. Na hora de animar “Seiya”, a parte que me preocupava tremendamente eram as silhuetas como um todo. Eu tinha de ir transmitindo essas nuances ao estafe, mas sofri por haver partes que eram complicadas de transmitir em detalhes.
Além disso, nas sequências das quais me encarreguei, tem uma cena em que o Radamante bebe uísque sentado numa cadeira, mas, como grandes asas se projetavam das costas dele, quebrei a cabeça pensando em que diabo eu deveria fazer. (Risos.)
Desta vez, ter conseguido trabalhar com o senhor Shingo Araki, um animador idolatrado pela nossa geração, se converteu numa boa experiência. Se houver outra oportunidade, quero participar.
