“Como vou ajustando o volume em tempo real, até hoje fico nervoso no local de trabalho.”
GRAVAÇÃO SONORA
No que diz respeito a esta obra, eu ingressei como assistente a partir do episódio 50 e, posteriormente, após uns 10 episódios, passei a me encarregar da gravação sonora. Depois disso, do segundo filme até o final, eu estive à frente. A princípio, quando fiquei sabendo que a continuação seria produzida, pensei vagamente que outro sujeito provavelmente faria o trabalho, mas, sabe-se lá o porquê, acabou sendo definido que eu seria o responsável. (Risos.)
De fato, não é porque se trata de Saint Seiya, mas, se fosse instado a dizer, esta produção possui uma ampla faixa dinâmica. Após atos de calmaria, há cenas de gritaria e tal, e eles vão se alternando… Acho que a atuação dos atores também se tornou o grande fascínio desta produção e, considerando que uns emitem aquelas espécies de sons de murmúrios e outros, sons bem nítidos, eu fico atento para ressaltá-los.
Pois, se deixar no mesmo nível de uma voz baixinha, a voz alta acabará ficando distorcida, entende? Afinal de contas, um som deformado equivale a um desrespeito aos atores. Como o ajuste de volume é uma parte que precisa ser realizada em conformidade com os atos de cada ator e em tempo real, até hoje eu fico nervoso na hora H.
Eles regressaram a esta obra após um período de cerca de 10 anos, mas eu fiquei pasmo com o fato de os cinco intérpretes dos cavaleiros de bronze terem atuado com a mesma tensão daquela época, sabe? Na hora da gravação do primeiro episódio, o senhor Kōji Yada falava: “Celebridades podem até envelhecer, mas atores não envelhecem”, e, novamente, eu senti na própria pele que ele tinha razão. Afinal, o pessoal realmente está dublando com a mesma tensão daqueles tempos.
Portanto, com os atores entregando uma atuação que não nos permite sentir o hiato, como responsável pela mixagem, eu também não posso me dar ao luxo de dizer que é porque voltamos depois de 10 anos. Nesse sentido, foi tremendamente satisfatório… Acho que foi um palco encorajador. Já que o trabalho em equipe do pessoal foi eminente, a atmosfera também foi incrivelmente agradável.
Como praticamente não havia os chamados novatos e todo mundo era veterano, consegui fazer com que as gravações em si avançassem de forma muito fluida. Uma vez que estive envolvido até aqui, quero permanecer sempre assim daqui para frente.
