“Os Homens que se Tornaram os Cavaleiros Dourados do Novo Século!!”
Os dubladores que concederam um novo sopro de vida aos cavaleiros de ouro em “Hades: A Saga das 12 Casas” se reúnem! Nós tentamos sondar estes homens, que arrostaram uma atuação árdua que deve incorporar uma nova faceta sem macular a imagem da série de TV
“Eu me esforcei para não perder para os veteranos!”
— Houve muitos problemas na hora de atuar na continuação de um grande hit após 13 anos de hiato, não é mesmo?
Okiayu: Na audição, eu tentei fazer cerca de 3 personagens, mas, entre eles, o que eu mais queria interpretar era o Saga. Afinal, desta vez, os cavaleiros dourados seriam retratados de uma forma ainda mais densa que na série de TV, e o Saga era o que mais apareceria. E, também, ao fazer o Saga, o Canon também vem a tiracolo automaticamente. (Risos.) É que, comparativamente, tive mais oportunidades de fazer personagens com poucas aparições. (Risos.) Deste modo, a construção do papel é mais difícil… É por isso que, na verdade, é meu ponto fraco. (Risos.)
Então, como vários seniores incríveis viriam atuar, o desejo de me engajar em participações com todos e de entrar em contato com a atuação deles também foi uma das grandes razões pelas quais eu queria interpretar o Saga e o Canon. No entanto, eu senti um pouco de pressão em virtude de o Saga ser o cavaleiro de ouro mais velho e ter de ocupar uma posição superior à dos personagens interpretados pelos dubladores mais experientes. Eu arrostei a situação com uma mentalidade que dizia: “Eu não vou perder para os veteranos!”
Kusao: Eu pensava bastante no que tencionavam ao escalar novos atores para os 3 cavaleiros de ouro à mercê do destino enquanto o elenco dos 5 cavaleiros de bronze, os protagonistas, não sofria alterações em “Hades: A Saga das 12 Casas”. Se apenas seguirmos os passos dos intérpretes anteriores, acabará virando uma imitação, mas também não há como transformá-los em personagens completamente diferentes só por isso. Essa demarcação foi muito difícil.
Canna: Na verdade, eu não sabia muito sobre “Seiya”, mas eu gostava de Ring ni Kakero, que também é do mestre Masami Kurumada, e era fã do Kenzaki, um personagem que aparece na obra. (Risos.)
Por isso, senti uma nostalgia quando vi os desenhos de “Seiya” pela primeira vez, sabe? Mas, com os 5 cavaleiros de bronze sendo feitos pelo elenco original dos nossos grandes veteranos, para falar a verdade, eu fiquei apreensivo ao ser informado de que os cavaleiros de ouro que interpretaríamos eram personagens que ocupavam uma posição superior à deles. “Mas nós somos inferiores! Não importa como pensemos, devemos ser inferiores!!” — eu refletia. (Risos.) Embora tenha sido extremamente difícil de fazer no início, no decorrer da série, tornou-se um tremendo aprendizado à medida que fui atuando.
Yamazaki: Para o bem ou para o mal, a princípio, quando recebi a ligação da audição, eu também não sabia absolutamente nada sobre “Seiya”. É que, na época em que a série era televisionada, eu já estava na faixa etária que não vê animes. Da mesma forma que o Okiayu, eu também interpretei umas 3 pessoas, mas eu não discernia se eram personagens que já existiam desde antigamente ou personagens que apareciam pela primeira vez. Devido ao fato de não possuir ideias preconcebidas, creio que fui capaz de realizar uma atuação autóctone. Eu também só soube que quem interpretou o Mu na série de TV foi o senhor Kaneto (o falecido Kaneto Shiozawa) após a definição do papel.
Nessa hora, pensei em parar de ver o “Seiya” de antigamente. Como já herdei personagens dublados pelo senhor Kaneto em outras produções, devo ter algumas similaridades com ele. Contudo, eu tinha em mente que seria inadmissível se virasse uma imitação do senhor Kaneto. Mesmo assim, enquanto pensava em “Seiya”, o nome “Kaneto Shiozawa” não saía da minha cabeça. Foi com esse tipo de sentimento que eu compareci à dublagem do episódio 1; no entanto, eu fiquei contente quando o Tōru (Furuya) me disse: “Mesmo não sendo o Kaneto, foi o Mu!”
Então, na première do episódio 1, ter recebido uma salva de palmas muito calorosa quando fiquei diante de uma multidão de fãs e tentei interpelá-los sobre o meu Mu também se converteu num imenso encorajamento. Nesse momento, o ato de ter balbuciado internamente “Senhor Kaneto, é que eu vou fazer o personagem” foi o instante em que “Seiya” realmente teve início para mim. Essa lembrança me acompanha até agora, quando já terminei de fazer os 13 episódios, sabe?
O trio de Saga tinha um nome para o grupo!?
— Que espécie de trabalho de construção dos papéis vocês realizaram nos personagens que interpretaram na série de agora?
Kusao: No estúdio de gravação, eu experimentei os sofrimentos da criação. Eu interpretei o Shura de Capricórnio que eu concebi na minha mente, mas o diretor já trazia uma imagem própria e sedimentada do Shura. O trabalho de perscrutar a mente do diretor e ir preenchendo a trincheira entre os Shuras que nós imaginávamos foi complicado.
— Ouvi que, por gostar do Shura desta série, o diretor foi aumentando sua participação gradualmente. Você sentiu isso?
Kusao: Sim. Pois as cenas em que ele é mostrado pouco a pouco foram aumentando. Com o fato de o estafe ter prestado mais atenção no balanceamento entre o Saga, o Shura e o Camus à medida que a série avançava para a metade final, senti que foi aumentando. No entanto, como teria ficado ainda melhor se eu tivesse tido mais tempo para compreender o personagem no início, isso se tornou um peso na consciência, algo mortificante.
Canna: Na minha concepção, “força” é cordialidade, o outro lado do amor. Como também se depreende da forma que ele se conecta ao Hyoga, o Camus original é um homem que, mesmo sendo frio, oculta algo ardente no peito, não é?… Contudo, o Camus de agora não mostra esse interior até o último segundo. Como vocês viram, ao dublar, é uma força da natureza, mas acaba se tornando um sujeito desalmado. Foi complicado atuar para ele não ficar assim. Além disso, o senhor Kusao também tocou neste ponto, mas, como a imagem do diretor em relação ao personagem é forte, a abordagem inicial foi problemática. Bem, ainda que eu pense que a existência de enfrentamentos na hora de fazer o drama seja algo salutar…
Kusao: Acho que o Canna foi o que mais passou por conflitos internos. Pois ele é uma pessoa que leva muito a sério a paixão e o engajamento devotados ao drama. Ele aparecia no lobby quando não tinha falas, e o vi inúmeras vezes totalmente absorto na leitura do roteiro.
Canna: É que eu estava à beira de um colapso. Como se continuasse me endividando após já estar no negativo. Eu não sei se consegui interpretar de acordo com a imagem do diretor, mas eu interpretei o Camus à minha maneira. No estúdio de gravação, houve muitas partes nas quais me perguntei se estava tudo bem, mas, ao ver o filme finalizado, como realizaram um acabamento extremamente maneiro, fiquei extasiado.
Yamazaki: Os “Docinhos do Inferno” são todos maneiros, ora.
Kusao: Sem essa de “Docinhos do Inferno”!
— O trio composto por Saga, Shura e Camus estava sendo chamado de “Docinhos do Inferno”?
Kusao: Na hora da gravação, o diretor deixou escapar… Parece que, nos brifings entre os membros do estafe, eles os vinham chamando assim. Como interpretávamos aqueles 3 enquanto os estudávamos de corpo e alma, nós nos zangávamos um pouquinho: “Não venha com essa de ‘Docinhos do Inferno’!” e tal.
Todos: (Explosão de gargalhadas.)
— Como se já não fosse difícil aparecer como o Mu o tempo todo, no episódio 1, o senhor Yamazaki atuou também na cena do sonho de Atena, não é verdade?
Yamazaki: Houve cenas em que conversei com vários personagens, mas nunca as considerei difíceis ou problemáticas. Afinal, pude fazer sem restrições específicas, com certo nível de liberdade. No que diz respeito àquela voz, me falaram no estúdio, no dia da gravação. Eu perguntei ao diretor: “Tem certeza que eu sirvo?” e, como ele respondeu: “Aquilo é um sonho que a Saori está tendo. Como ele não declara que é Hades, faça como achar melhor”, fiz bem relaxado.
Os personagens populares eram mesmo os cavaleiros dourados!
— Se houver uma fala ou cena que os marcou, por favor, deixem-me saber.
Okiayu: No que diz respeito ao Saga, foi a parte em que ele confronta o Shaka. Depois, a cena em que ele sai do jardim onde ficam as árvores-do-sal e enfrenta o grupo do Aiolia com a Exclamação de Atena também foi boa. A cena com o Canon que me impressionou foi a parte em que ele recebe a Agulha Escarlate em silêncio. Por fim, a parte em que o Milo lhe diz: “Ele é apenas o cavaleiro de ouro Canon de Gêmeos!” também me comoveu.
Canna: Para mim, o Shaka foi bacana. Mesmo com todas as técnicas assassinas dos outros personagens tendo nomes ocidentais, só as do Shaka eram em kanji, não é verdade? É que, com a atuação do senhor Mitsuya combinada ao personagem em si, aquelas técnicas secretas soavam muito melodiosas aos meus ouvidos! Com a Bênção do Senhor das Trevas e técnicas afins tendo grudado nos meus ouvidos, por um tempo, quando estava sozinho, eu me arriscava a murmurar os ataques e tal… (Risos.)
Kusao: Que esquisito! (Risos.)
Yamazaki: No meu caso, acho que seria a cena em que o Mu ordena que o Seiya saia do Santuário de imediato. Depois, eu queria ter lutado um pouco mais com o Papillon. Pois fiquei com a sensação de que ele teve metade da cena roubada pelo Seiya, sabe? (Risos.)
Kusao: Em termos de cena, a minha preferida é mesmo a luta com o Shaka, que se tornou o ponto alto dos 3. Uma fala marcante foi a que o Shura dirigiu ao Shaka: “Comece sua jornada rumo ao nirvana sem qualquer pesar!” Eu senti que essa fala estava imbuída de vários sentimentos do Shura de agora. Como intuí que também havia esse tipo de intento em termos de direção, por ter ponderado extensivamente em meu interior como eu a diria, ela é especialmente marcante.
— O senhor Tōru Furuya falava que também queria ter tentado dublar o Shiryu. Além dos personagens que vocês dublaram nesta série de agora, havia outros que vocês gostariam de fazer?
Okiayu: Eu também assistia à série de TV de antigamente e, naquela época, eu gostava do Aiolia. Por falar nisso, logo que entrei no escritório, havia um grupo de estudos de iniciantes e, como os homens eram a maioria no horário, o professor trouxe um vídeo do primeiro filme de “Seiya”. Nessa hora, o professor me disse: “Como você tem uma voz fria, tente fazer um inimigo”, e o fato de ter interpretado o Jan de Escudo foi o estalo para eu passar a cogitar que, embora o herói também fosse legal, até mesmo fazer o vilão era “divertido”. Por isso, poder interpretar o Saga na mesma série é como se eu tivesse retornado àquele estado de espírito e me deixa nostálgico, entende?
Canna: Embora eu também goste do Aiolia, o meu preferido, como podem imaginar, é o Shaka. Eu mesmo não sou capaz de fazê-lo, mas a forma como ele confronta o grupo de Saga sobre suas verdadeiras intenções após aniquilar os espectros na Casa de Virgem ou a forma de escolher seu próprio leito de morte e tal… tudo que ele fazia era bacana. A figura do senhor Mitsuya atuando também era outro show à parte, sabe?
Kusao: No meu caso, é o Seiya, sabe? De fato, o personagem que mais aparece é realmente o tipo mais satisfatório de fazer. (Risos.) Se fosse um cavaleiro de ouro, talvez o Milo, porque ele possuía sentimentos ardentes em seu âmago. Mas, correndo o risco de ser mal interpretado, eu quero fazer a Saori, sabe? (Risos.) Pois, embora seja uma mulher, interpretar uma pessoa naquela posição parece ser recompensador.
Yamazaki: Para ser franco, o meu predileto é o Mu. mas, se o excluísse, acho que seria o Sion. Mas não é só porque sou do signo de Áries. (Risos.)
— No caso de “Seiya” as falas repletas de afetação de época têm um efeito no tensionamento das cenas. mas fazer aquilo não foi difícil?
Kusao: Como as animações em si são conteúdos exagerados por natureza, não tive nenhum desconforto em particular.
Okiayu: Tendo ouvido que o drama é cafona por natureza, mesmo que não me peçam particularmente para deixá-lo brega, a interpretação já fica daquele jeito bem naturalmente.
Todos: (Explosão de gargalhadas.)
Canna: Mas, se o Ryōtarō Okiayu estiver presente, a cena melhora. Nesta produção de agora, em especial, eu senti isso. Quanto às falas, a interpretação que eu tinha é que se tratava de beleza poética, da mesma forma que o kabuki, Shakespeare e coisas do gênero. No entanto, eu estive prestes a morder a língua inúmeras vezes. (Risos.)
Yamazaki: Deixando de lado as falas em si, havia golpes difíceis de pronunciar entre os nomes das técnicas secretas!
Apesar da tensão, foi um palco de trabalho muito divertido!
— E como era a atmosfera no estúdio de gravação?
Kusao: Desta vez, a história foi pesada, não é? É por isso que era severa. Eu sofri terrivelmente para entender como ir me emaranhando na forma de trabalhar dos dubladores mais experientes. O senhor Tōru Furuya, do papel principal, meio que foi me guiando, sabe?
Canna: Também já aconteceu de eu ter a sensação de que fui salvo pelo Tōru quando ele me disse: “O Pó de Diamante de agora foi maneiro, hein”. De fato, também havia um aspecto de severidade, mas minha consciência de que estava sendo banqueteado com iguarias era mais forte, sabe? Afinal, malgrado a mera reunião sob o mesmo teto de um elenco dessa magnitude seja algo incrível, pudemos ficar junto com eles diante dos microfones.
Okiayu: Agora há pouco, eu disse que encarei a situação com o estado de espírito que dizia: “Não vou perder para os veteranos!”, mas a alegria suplantava a severidade para mim também, sabe? Talvez seja porque o senhor Furuya não estava apenas liderando tudo; ele estava criando um ambiente que acalmasse a todos. Tenho a sensação de que os momentos em que ri como louco sobrepujaram as horas de tensão, sabe? (Risos.)
Quando o senhor Yada, que faz o Mestre-Ancião, aparecia, começavam os torneios de trocadilhos bobocas na mesma hora. Numa ocasião em que fui a uma gravação de tarde, quando o senhor Yukitoshi Hori, que faz o Tatsumi, ainda não havia chegado apesar de já estar quase na hora da performance, o senhor Yada de repente solta pérolas como “Ano que vai [Yukutoshi], ano que vem [Kurutoshi]!” e tal.
Todos: (Explosão de gargalhadas.)
— Ouvi dizer que o senhor Yada estava falando que também queria fazer o Dōko rejuvenescido, não é?
Yamazaki: Ele só ficava falando: “O Ken’yū (Horiuchi) vai fazer? Não serei eu!?”
— Desta vez, havia uma cena do Nachi de Lobo, mas quem dublou o Nachi na série de TV foi o senhor Kusao, não foi?
Kusao: Ainda que não tenha aparecido mais que umas 3 vezes. Na verdade, eu também queria que me deixassem fazer o Nachi, mas, considerando que era um grande elenco, como pensei que levaria uma bronca se eu tumultuasse o estúdio ao falar o que não devia, fiquei com medo e não consegui pedir para fazer. (Risos.)
— Se tivessem de nomear a pessoa mais discrepante do personagem que interpretou, quem seria?
Yamazaki: Seria eu?… (Risos.)
Kusao: É que o Mu é a pessoa mais incompatível com a realidade. Ele é inteligente e passa a impressão de ser inalcançável. O Yamazaki faz mais o tipo esquentado, não é? Mas eu saquei quando ele dublava de forma impassível, sem mostrar qualquer sinal dessa faceta. Um cara como o senhor (Hirotaka) Suzuoki de fato é frio na vida real e se parece com o Shiryu em alguns aspectos, não é?
— Parece que o senhor Yamauchi deu muitas instruções de atuação por intermédio de representações conceituais, mas como terá sido o trabalho de decodificá-las?
Kusao: Eu não conseguia decifrá-las de jeito nenhum. (Risos.) Afinal, o diretor tinha uma imagem precisa para cada palavra das falas. Por isso, a princípio, eu atuava interpretando a imagem transmitida pelo diretor à minha própria maneira e tenho a sensação de que ele foi se certificando que eu me aproximasse dessa imagem ao fazer correções toda vez que eu testava. Para nós, não conseguir corresponder às expectativas dos diretores de episódios é incrivelmente doloroso. Eles acabarem concluindo que não somos capazes também é igualmente doloroso, mas o que odiamos ainda mais é o fato de essas nuances sutis serem transmitidas aos espectadores quando o filme fica pronto.
— Desta vez, parece que praticamente não houve improvisos no decorrer da série, não é?
Kusao: Não houve. Diria que não houve?…
Yamazaki: É que não era um ambiente em que pudéssemos adicionar cacos.
Canna: Se alguém tentasse inserir um caco, provavelmente teria sido defenestrado. (Risos.)
— A tensão no estúdio estava tão alta assim?
Kusao: Digo que a concentração era necessária?… Tínhamos a sensação de que a atmosfera era densa, sabe?
Canna: Quando a fita não estava tocando, o pessoal ficava tremendamente relaxado. No entanto, quando chegava a hora de realizar a performance, a concentração de todo mundo se elevava subitamente e a atmosfera do lugar mudava totalmente. Se você ficar alerta o tempo todo, vai acabar extenuado, mas, como virávamos a chave de forma eficiente, esse tipo de tensão salutar nascia.
Sou grato por ter podido participar de “Seiya”!
— Para terminar, por favor, compartilhem suas impressões sobre a participação nesta produção.
Okiayu: Como pude fazer o papel que eu queria da forma que eu queria fazer, fiquei feliz. Não pode ser apenas autossatisfação, mas eu fiquei tremendamente revigorado.
Kusao: Desta vez, ao tomar conhecimento da repercussão da produção do anime de “Seiya” após 13 anos em diversos lugares, eu tornei a perceber a magnitude do poder que esta obra tem e os sentimentos ardorosos dos fãs. A produção da continuação da versão animada de Saint Seiya se deve à existência dos fãs, que jamais esqueceram a turma de Seiya. Não apenas me sinto extremamente feliz por ter podido participar de uma produção como esta mas também orgulhoso. Sou grato por ter encontrado “Seiya” no meu caminho.
Canna: Poder participar de uma obra de tal grandeza se converteu num imenso aprendizado. Antes, tive bastantes conflitos na construção do papel por fazer um personagem que era de um grande veterano, mas agora elucubro se não consegui construir meu próprio Camus. Entre as pessoas que assistiam à série de TV, talvez também haja espectadores que consigam sentir a discrepância na nossa atuação, mas seria uma bênção se pudessem apreciar até mesmo essa disparidade.
Yamazaki: Como o pessoal disse, creio que ter podido participar de uma produção como esta foi uma sorte extraordinária. Acredito que, em Hades: A Saga das 12 Casas, nós fomos capazes de introduzir novos elementos, sopros de vida que ainda não existiam no “Seiya” anterior. Portanto, se os fãs também pudessem captar isso, nada me faria mais feliz. E, se também quiserem ver o drama que resta daqui para frente, eu ficaria sem palavras.
(Junho de 2003 — zona metropolitana de Tóquio)


