Publicação oficial de Saint Seiya (Os Cavaleiros do Zodíaco)
Shūeisha Visual Remix: Saint Seiya: Hades, Capítulo do Santuário
No dia 9 de novembro de 2002, 13 anos e meio após o fim da série de TV, as preces dos fãs da turma de Seiya conjuraram um milagre, e a famigerada Saga de Hades finalmente chegou aos televisores dos domicílios japoneses. E, embora a transposição tenha ocorrido em pleno processo de transição da manufatura em celuloide, popularizada pela Disney na década de 1930, para a digitalização dos meios de produção, a Tōei Animation conseguiu a façanha de confeccionar 13 OVAs (animações produzidas originalmente para o mercado de vídeo) com uma qualidade relativamente próxima da dos 114 episódios do seriado televisivo. Esse resultado foi propiciado por uma confluência muito particular de fatores, como a manutenção da dupla Shingo Araki & Michi Himeno no character design, a escalação de um plantel de diretores formidáveis capitaneado por um já legendário Shigeyasu Yamauchi e um orçamento que permitiu a contratação de uma força-tarefa de animadores talentosos e experientes.
Apesar do falecimento do produtor Yoshifumi Hatano, o principal benfeitor da série clássica, e da preterição dos roteiristas Takao Koyama e Yoshiyuki Suga — à frente do enredo de 109 capítulos da produção anterior — em favor de novos profissionais, o conúbio dos personagens formosos com a música excelsa do maestro Seiji Yokoyama e a competente direção de núcleo de Shigeyasu Yamauchi foi o bastante para reviver o fascínio da década de 80 na nova animação, que encampava o prólogo da conflagração dos cavaleiros de Atena com as hostes de Hades, o Imperador do Submundo.

Editado por Noritaka Yamaji, Haruhiko Suzuki e pelos demais membros da equipe da Think Port durante os trabalhos na Tōei Animation, o databook foi lançado no dia 18 de agosto de 2003 e presenteou os aficionados de Saint Seiya com informações absolutamente inestimáveis. Dividido em 2 tomos —visual e analítico —, o livro traz a identidade visual da nova série, sinopses ilustradas dos 13 capítulos e 3 pôsteres em sua primeira seção.
O tomo analítico, o verdadeiro tesouro da publicação, contempla os fãs com um guia ilustrado do Santuário, um bate-papo entre os novos dubladores dos cavaleiros de ouro (Ryōtarō Okiayu, Takeshi Kusao, Nobutoshi Canna e Takumi Yamazaki), uma coluna especial com o depoimento do senhor Tōru Furuya, o célebre dublador de Seiya de Pégaso, e uma matéria sensacional sobre os bastidores da tortuosa jornada até a materialização do anime da Saga de Hades.
Encantando os entusiastas das aventuras dos cavaleiros, o tomo analítico também fornece uma recapitulação dos últimos lançamentos da trilha sonora, a apresentação da recém-inaugurada série Cloth Myth, a lista com os dados da difusão dos OVAs no canal satelital, a filmografia e a mesa-redonda do estafe, a reunião descontraída e reveladora do diretor Shigeyasu Yamauchi com 4 dos diretores de episódios arregimentados pela produção, o veterano da série de TV Masahiro Hosoda e os excelentes novos membros, Noriyo Sasaki, Tatsuya Nagamine e Naozumi (Naoyuki) Itō.
Seguindo a tradição consagrada na trilogia Jump Gold Selection, publicada entre 1988 e 1989, o livro premia os compradores com as novas fichas delineadas por Shingo Araki e Michi Himeno para os personagens que dão as caras no anime, obras de arte que independem de outro veículo para mesmerizar os admiradores da obra.
Para fechar este capítulo memorável da gloriosa história de Saint Seiya, a publicação franqueia os segredos da confecção da sonhada animação da Saga de Hades por intermédio dos depoimentos do mestre Masami Kurumada, o autor da obra, e de outros 19 membros do estafe: Michiko Yokote, mestre Shingo Araki, mestra Michi Himeno, Kyōko Chino, Hiroya Iijima, Eisaku Inoue, Michinori Chiba, Ken Ōtsuka, Shingo Ishikawa, Jun’ichi Hayama, Kunio Tsujita, Yoshihide Moriyama, Yasuhiro Kawase, Shinzō Yuki, Yukiko Iijima, Atsushi Katsumata, Kimitaka Kawasaki, Yasuno Satō e Yasuyuki Konno.
P.S.: graças aos recentes avanços da tecnologia da inteligência artificial e a despeito da minha inveterada inépcia artística, foi possível adicionar cores ao tomo analítico, originalmente publicado em preto e branco a fim de reduzir os custos da produção do livro. Para que as fichas concebidas pelos mestres Araki e Himeno não tenham suas linhas maculadas pela colorização digital, a versão colorida foi adicionada como um bônus.
Trailer Oficial de Saint Seiya: Hades — A Saga das 12 Casas (2002)
Nota à Edição Brasileira do Shūeisha Visual Remix
Mesmo tendo traduzido este livro há alguns anos, só agora consegui me desvencilhar da atonia que me impedia de revisar os trabalhos e compartilhá-lo. Como os leitores assíduos certamente notaram, o ritmo de publicações do site diminuiu muito nos últimos 3 anos. No dia 5 de dezembro de 2023, poucos dias após regressar da minha última viagem ao Japão, meu pai — meu cavaleiro de carne e osso, o homem mais próximo de Deus para mim — recebeu o diagnóstico de um tumor metastático, um câncer inoperável e terminal.
Por amor à família, ele resolveu “sofrer o indescritível e enfrentar um inimigo invencível” a fim de prolongar seu tempo conosco. Apesar do prognóstico de 8 meses de sobrevida, ele lutou bravamente por 27 meses, falecendo em março deste ano e levando consigo meu coração.
Para combater o desalento e a afasia que me acometeram após a partida do meu herói, resolvi enfim postar este databook, símbolo de uma época auspiciosa na trajetória da série. Aos poucos “companheiros de armas” da comunidade virtual de Saint Seiya com quem partilhei essa tribulação: muito obrigado pelo apoio e carinho.

集英社ビジュアルリミックス 聖闘士星矢 冥王ハーデス十二宮編
FACE DO DIA
FACE DO CREPÚSCULO
FACE DA NOITE
Recordação das Batalhas
Os homens que vieram do abissal reino da morte foram cavaleiros dourados no passado. Enquanto derramam lágrimas de sangue, companheiros que deveriam estar ombro a ombro para proteger a paz trocam golpes
Uma introdução completa a todos os episódios sísmicos de Hades: A Saga do Santuário!
Episódio 1: O Início de uma Nova Guerra Santa
Selado por Atena na guerra santa de 243 anos atrás, o Imperador do Submundo, Hades, voltou à vida na companhia das 108 estrelas malignas. Ao fim da luta contra Posseidon, o Imperador do Oceano, o Santuário havia retornado a um efêmero período de sossego, mas, com a violação dos túmulos dos cavaleiros, foi alertado da nova crise que se avizinhava.
Um homem misterioso aparece na Casa de Áries, onde Mu monta guarda. Ele ordena que o Cavaleiro de Áries volte com a cabeça de Atena no prazo de 12 horas. Conhecendo sua verdadeira identidade, Mu não é capaz de se opor a esse homem, conquanto também não consiga tirar a vida de Atena.

Diante do angustiado Mu, surgem duas sombras: Máscara-da-Morte de Câncer e Afrodite de Peixes, que no passado protegeram o sagrado refúgio como cavaleiros de ouro. Recebendo vidas temporárias do soberano do mundo dos mortos, Hades, que rege a morte, os dois haviam regressado ao Santuário para tirar a vida de Atena!
Incapaz de se insurgir contra as ordens do homem sob o manto, Mu fica sujeito aos ataques dos dois antigos companheiros, que haviam se tornado espectros. Nessa hora, o Meteoro de Pégaso explode. Pressentindo a calamidade no Santuário, Seiya viera socorrer Mu. No entanto, o cavaleiro de ouro dispara uma ofensiva contra Pégaso!

Episódio 2: O Trio da Lamentação
Antigos cavaleiros de prata surgem nos Cinco Picos Antigos após a partida do Mestre-Ancião. Eles são Algol de Perseu, Capela de Auriga e Dante de Cérbero. Os três também renasceram como espectros graças ao poder de Hades.

Combatendo para proteger Shunrei, Shiryu os derrota e parte no encalço do velho mestre. Enquanto isso, na Casa de Áries, Máscara-da-Morte e Afrodite são despachados novamente para o mundo dos mortos por Mu.
Porém, os dois não eram os únicos cavaleiros de ouro que haviam voltado à vida. Um trio de cavaleiros dourados se interpõe no caminho do guardião da primeira Casa: Shura de Capricórnio, Camus de Aquário e Saga de Gêmeos.

O grupo de Saga investe contra Mu, mas ele percebe que, no fundo de seus corações, Gêmeos e os demais derramam lágrimas de sangue. Nesse momento, Mu tem seus movimentos cerceados pelo homem com o manto. Olhando de soslaio para o indefeso Mu, o trio é instado pelo homem sob o manto e inicia sua marcha pelas 12 Casas para cortar a cabeça de Atena.
Quando o golpe de misericórdia estava prestes a ser desfechado em Mu, aparece o Mestre-Ancião dos Cinco Picos Antigos. Reconhecendo sua figura, o homem se desvencilha do manto e revela sua identidade.
Prévia do OVA 3
Episódio 3: As Sombras Rastejantes
Um dos 3 próceres do submundo, Radamante de Wyvern, a Estrela Celeste da Ferocidade, apela diretamente a Pandora por uma invasão ao Santuário. Mas ela alega que seria preferível que Hades pudesse vencer Atena sem perder um só combatente de suas hostes e recusa seu pedido. Porém, incapaz de confiar nos cavaleiros ressurrectos, Radamante despacha seus subordinados ao Santuário em segredo.

No encalço do grupo de Saga, Mu se depara com Aldebarã paralisado na Casa de Touro, e Níobe de Deep, a Estrela Terrestre da Escuridão, se revela. Mu fica em choque com o fato de não apenas os finados cavaleiros de ouro mas também os legítimos espectros terem se infiltrado no refúgio.
Inferindo que Níobe já havia sido aniquilado por Aldebarã, o Cavaleiro de Áries elude o ataque do espectro e se apressa em direção à morada seguinte, a Casa de Gêmeos.

Entrementes, na mansão Kido, Shun se desvencilha de Tatsumi e ruma para o Santuário. Então, ele tem seu caminho bloqueado pelos antigos cavaleiros de prata Dios de Mosca, Algeti de Héracles e Sirius de Cão Maior.
Envergando sua armadura, Shun abate os três oponentes com a Corrente Nebulosa.
Prévia do OVA 4
Episódio 4: A Expiação do Semideus
Alcançando a terceira casa do zodíaco, o grupo de Saga vê surgir à sua frente o Cavaleiro de Ouro de Gêmeos. No entanto, Saga percebe que Canon está manipulando a armadura à distância e lança uma ofensiva diretamente contra o irmão. Ao romper a ilusão urdida por Canon, Saga e seus companheiros rumam para a casa seguinte.

Quando Milo de Escorpião, que acorrera aos aposentos de Atena após sentir um cosmo estranho, descobre que Canon está no salão do Grande Mestre devido ao ataque de Saga, ele ignora os protestos da deusa e dispara a Agulha Escarlate contra o homem.
Sem contra-atacar, Canon apenas recebe as investidas do cavaleiro dourado. Correspondendo aos sentimentos de Canon, Milo continua a desfechar a Agulha Escarlate como uma penitência. Reconhecendo Canon, que suportou todos os golpes, como um cavaleiro dourado, Milo retorna à Casa de Escorpião, a mansão da qual é a sentinela.

No leste da Sibéria, Hyoga divaga sobre a mãe, mas também é surpreendido pela aparição de cavaleiros de prata convertidos em espectros. Trata-se de Misty de Lagarto, Babel de Centauro e Moses de Baleia. Sucumbindo ao cosmo do Cisne, os cavaleiros de prata exibem o semblante desanuviado de quem testemunhou o crescimento dos cavaleiros de bronze com os próprios olhos.
Prévia do OVA 5
Episódio 5: Reencontro Transitório
Saga, Shura e Camus finalmente alcançam a Casa de Câncer; entretanto, a entrada da morada conduzia à colina do Yomotsu! Quando Saga dissipa as ilusões com a Explosão Galáctica, eles avançam, mas ficam cada vez mais impacientes por não conseguirem encontrar a saída.
Percebendo que ninguém além de Shaka de Virgem, o cavaleiro de ouro aclamado como o Homem mais Próximo de Deus, poderia fazer isso a homens de tamanha envergadura, Saga lança uma ofensiva diretamente contra a Casa de Virgem.

Criando uma parede defensiva, Shaka permanece absolutamente incólume no interior da sexta Casa, que foi reduzida a ruínas. Então, ele dispara sua técnica mais possante, a Bênção do Senhor das Trevas, contra o grupo de Saga.
Sentindo que tudo será em vão se as coisas continuarem assim, Sion decide confrontar Dōko, seu antigo companheiro, para sair pessoalmente em busca de Atena.

Nesse ínterim, Ikki surge diante de Shiryu, que havia chegado ao Santuário. Dizendo que Atena os havia considerado desnecessários, Ikki tenta afugentar o amigo do refúgio; porém, ao ver que a determinação do Dragão era inabalável, ele revela o paradeiro de Seiya e vai embora.
Juntando-se a Pégaso, Shiryu parte no encalço de Mu com o objetivo de salvar Atena.
Prévia do OVA 6
Episódio 6: O Velho Guerreiro
O duelo de Sion e Dōko finalmente tem início. Com seu corpo envelhecido, o ancião vai sendo gradualmente encurralado pelo ex-companheiro de armas, que ressuscitou com o poder e o corpo jovem de 18 anos de idade. Shiryu corre para acudir o velho mestre, mas ele ordena que o rapaz regresse aos Cinco Picos Antigos!

No entanto, ao tomar ciência da força da resolução do pupilo, que se aflige com Atena e com os amigos, o velho mestre se resigna a permitir que Shiryu siga no encalço de Mu, enfrentando Sion mano a mano. A armadura de Libra surge para defender o mestre das investidas de Sion.
O antigo Papa escarnece de Dōko, dizendo que ele não é capaz de se valer apropriadamente da armadura com seu corpo decrépito. Porém, à medida que o cosmo dos dias de juventude se eleva do corpo de Dōko, o invólucro carcomido se descama, e um corpo jovem de 18 anos de idade vem à tona!

A verdade é que, há 243 anos, Dōko fora agraciado pela Atena daquela era com o Misopethamenos, a técnica de morte aparente. Para ele, os longos 243 anos não passaram de 243 dias.
Dōko enverga a armadura de Libra, e os dois cavaleiros dourados que sobreviveram à guerra santa anterior colidem com o mesmo cosmo de seu apogeu!
Enquanto isso, Hyoga e Shun também chegam ao Santuário.
Prévia do OVA 7
Episódio 7: O Rebanho de Vestes Negras
Chegando à Casa de Câncer, Mu tem seu caminho bloqueado pelos legítimos espectros do exército de Hades. Após perderem de vista o trio de cavaleiros ressuscitados devido às explosões da ofensiva cósmica de Saga e do contra-ataque de Shaka, eles interrogam Mu sobre seu paradeiro. Quando Gigant de Ciclope, a Estrela Terrestre da Violência, desfere seu ataque, Seiya aparece.

No entanto, os dois acabam tendo seus movimentos restringidos pela psicocinese de alguém. Temido como a borboleta do submundo, o detentor dessas habilidades extrassensoriais não era outro senão Myū de Papillon, a Estrela Terrestre do Mau Agouro. Alegando que Saga e os demais decerto irão ao encontro de Atena, Myū obriga o esquadrão de Gigant a se dirigir à próxima casa, Leão.
Myū de Papillon surge diante de Seiya e Mu. Sua aparência, no entanto, era a de um ser amorfo, inconcebível para um ser humano. Quando Mu o ataca, ele se converte numa espécie de inseto venenoso e regurgita fios, confinando os dois cavaleiros no interior de casulos. Então, ao envolver o próprio corpo num casulo, ele completa sua última evolução.

Ao fazer com que Seiya, que tenta desafiar Myū, siga no rastro de Gigant, Mu se defronta com o espectro. Valendo-se do teletransporte contra as investidas de Papillon, proporcionadas pelas fadas, as borboletas do submundo, o cavaleiro dourado conquista a vitória.
Prévia do OVA 8
Episódio 8: Momento de Hesitação
Seiya, que havia tombado diante da Casa de Leão, desperta graças a Shiryu, Hyoga e Shun, que estavam à sua procura. Mesmo avistando três espectros mortos e despojados de suas sobrepelizes no meio do caminho, os 4 se apressam em direção à quinta casa zodiacal.
Nessa hora, Aiolia de Leão, também conhecido pelo epíteto de “Leão Dourado”, bloqueava a passagem dos espectros que haviam adentrado a quinta morada. Atônito com a detecção de cosmoenergias familiares entre os espectros, ele se força a ignorar sua perplexidade para desfechar seu ataque, mas é aprisionado ao ter os braços agarrados pelos Tentáculos de Verme, de Raimi de Verme, a Estrela Terrestre da Submissão.

Aiolia acaba por conceder passagem à tropa de Gigant, mas sepulta Raimi com seu cosmo esmagador. Os espectros que deixaram a quinta casa chegam à Casa de Virgem. Entretanto, eles são feitos de bobos ao serem engolfados pelo poderoso cosmo de Shaka.
Um desses espectros, Cube de Dullahan, a Estrela Terrestre das Sombras, oblitera a ofensiva de Shaka. Além disso, ele lança um ataque em conjunto com Mills de Elfo, a Estrela Terrestre da Inferioridade, e Ochs de Górgona, a Estrela Terrestre da Corrida.

Desintegrando suas sobrepelizes, o Cavaleiro de Virgem expõe as verdadeiras faces do trio.
Prévia do OVA 9
Episódio 9: O Fim da Dignidade
Permitindo que Saga, Shura e Camus passem, Shaka arrosta todos os espectros remanescentes. Gigant e o resto dos espectros escarnecem do Cavaleiro de Virgem, tachando-o de covarde, mas são aniquilados num piscar de olhos por seu grandioso cosmo.
Com a eliminação dos espectros, Shaka tencionava poder ouvir das bocas de Saga e dos demais suas verdadeiras intenções, mas Saga apenas reafirma que cortarão a cabeça de Atena.
Preparado para morrer se digladiando com os três cavaleiros dourados mais poderosos, Shaka os conduz ao jardim de árvores-do-sal, dando início à batalha final. Então, para medir a força da convicção do grupo de Saga, o Cavaleiro de Virgem desfecha o Tesouro do Céu, a maior das suas técnicas secretas.

Para escapar do ataque, Saga, Shura e Camus não têm alternativa senão utilizar a Exclamação de Atena, a suprema tática marcial das sombras, proibida pela deusa desde a era da mitologia. O primeiro sentido, o segundo sentido… O trio vai sendo despojado de suas faculdades.
Alegando que o opróbrio de terem voltado à vida como cães de Hades perderá seu significado se a supressão dos sentidos continuar, os 3 disparam a Exclamação de Atena resignados a ainda mais infâmia.

Assim, Shaka fenece gradualmente no jardim das árvores-do-sal, o local que ele próprio escolheu para morrer.
Prévia do OVA 10
Episódio 10: O Confronto Dourado
Quando Shaka — que permanecera no jardim a fim de transmitir tudo a Atena — registra algo com o seu sangue nas pétalas das flores das árvores-do-sal, sua alma se extingue por completo, legando a mensagem à deusa.
Com frêmitos de cólera perante o regresso de Saga e dos demais à Casa de Virgem, Aiolia se interpunha em seu caminho. Declarando que vingaria Shaka, ele investe contra o trio. Mu, no entanto, ponderava serenamente sobre o significado por trás da morte do Cavaleiro de Virgem.

Saindo da Casa de Escorpião, Milo também irrompe na Casa de Virgem. Ciente da morte de Shaka, o guarda da oitava casa lança suas ofensivas, revelando sua fúria com o trio de renegados.
Ao perceber que seu grupo não é mais capaz de se defender dos ataques dos cavaleiros de ouro, Saga, Shura e Camus assumem novamente a postura da Exclamação de Atena.
Entretanto, Mu, Aiolia e Milo também assumem a mesma postura. Se 2 Exclamações de Atena, uma técnica que rivaliza até mesmo com o bigue-bangue, colidirem, todo o Santuário virá abaixo no cataclismo. Mesmo assim, a resolução de Saga é inabalável.

Confiando o resto aos cavaleiros de bronze, o grupo de Mu também dispara a Exclamação de Atena.
Prévia do OVA 11
Episódio 11: Santuário Tremulante
As duas Exclamações de Atena colidem. A colossal cosmoenergia gerada pelo choque dos poderes em equilíbrio estagnou no meio da Casa de Virgem. Para conter essa explosão, Seiya e os demais cavaleiros de bronze elevam seus cosmos até o paroxismo. Graças ao cosmo dos cavaleiros de bronze, a imensa cosmoenergia das Exclamações de Atena vai se dissipando no firmamento.

Preparada para cumprir seu destino ao compreender o significado da morte de Shaka, Atena ordena que Mu e seus companheiros levem o trio encabeçado por Saga a seu templo. Então, após devolver ao Cavaleiro de Gêmeos a adaga de ouro com a qual ele tentou assassiná-la no passado, ela o exorta a apunhalá-la.
Saga depreende as verdadeiras intenções da deusa, mas não é mais capaz de lhe causar nenhum mal. Nessa hora, Atena toma a mão de Saga e guia a adaga até a própria garganta.

Seiya e os outros pranteiam a morte de Atena, mas Sion surge diante deles e diz que a verdadeira batalha começa agora.
Enquanto isso, Pandora, que recebera de Zelo um informe sobre o suicídio de Atena, era assolada por uma pontinha de insegurança.
Prévia do OVA 12
Episódio 12: A Armadura de Atena
Sion começa a contar o significado das mortes de Shaka e Atena — e toda a verdade — à turma de Seiya. Recolhendo com as mãos o sangue derramado no templo, o mentor de Mu o atira na estátua de Atena, e o contato com o sangue da deusa passa a fazer com que o monumento tome a forma da armadura de Atena.
O sangue da própria deusa era necessário para que a armadura de Atena voltasse à vida, e apenas Sion, o antigo Grande Mestre, tinha ciência desse fato. Foi por esse motivo que Sion fingiu aceitar a proposta de Hades e marchou para as 12 Casas.

E foi para manter esse fato escondido da vigilância de Hades que Saga, Shura e Camus também miraram o encontro com Atena mesmo que tivessem de usar uma técnica proibida.
Sion faz com que as armaduras de bronze também sejam ressuscitadas pelo sangue de Atena e, como Grande Mestre, ordena que a turma de Seiya invada o castelo de Hades e derrote o deus.

Entrando no castelo antes dos cavaleiros de bronze, Mu, Aiolia e Milo estavam sendo supliciados pelo poder avassalador de Radamante, que interceptara o trio. Nessa hora, os cavaleiros de bronze aparecem envergando suas novas armaduras.
Prévia do OVA 13
Episódio 13: A Manhã da Resolução
Seiya e os cavaleiros de bronze confrontam Radamante, mas Mu e os cavaleiros dourados dizem que o espectro é seu adversário e os fazem ir em auxílio do trio de Saga.
Sabendo que Atena se imiscuiu no submundo através da morte, Pandora abandona o castelo de Hades e se dirige ao mundo dos mortos. Encarregado do resto, Zelo de Sapo, a Estrela Terrestre da Excentricidade, continua a atormentar o grupo de Saga, que é incapaz de se mover.

Então, a turma de Seiya chega. Desferindo a Execução Aurora contra Zelo, que chutava Camus, Hyoga vinga seu preceptor. Os cavaleiros de bronze tentam perseguir Pandora na escadaria que conduz ao reino dos mortos, mas Radamante, que derrotou Mu e os outros dois cavaleiros de ouro, se interpõe em seu caminho.
Os cavaleiros de bronze se mostram impotentes diante do poder opressivo do espectro. Contudo, para responder aos sentimentos ardentes dos cavaleiros de ouro e para entregar a armadura a Atena, que os aguarda no mundo dos mortos, eles não podem se dar ao luxo de perecer nesse lugar.

Elevando sua cosmoenergia ao extremo, Seiya repele as violentas ofensivas de Radamante e ruma para o mundo dos mortos.
O Guia Definitivo das 12 Casas

Casa de Áries
Por ser a primeira casa — a morada que tem Mu de Áries como sentinela —, uma invasão às 12 Casas não tem início a menos que seja atravessada. Não apenas os cavaleiros de ouro ressurrectos mas também os espectros regulares se infiltraram através dela.
Casa de Touro

Checkpoint do Mangá I
Na versão dos quadrinhos, eram apenas tumbas abertas dos cavaleiros de prata, ao passo que, na versão do anime, eles surgem perante os cavaleiros de bronze convertidos em espectros. Também não houve uma defecção deles para o exército de Hades; eles lutaram para confirmar com a própria carne o crescimento dos cavaleiros de bronze.
Casa de Gêmeos
Por ser a casa zodiacal defendida por Saga de Gêmeos, atualmente se encontra sem sentinela. No entanto, Canon, que se tornou seu guarda no lugar do irmão mais velho, projetava o labirinto de Gêmeos ao manipular a armadura homônima.
Casa de Câncer
Atualmente deserta, era a mansão defendida por Máscara-da-Morte de Câncer. O grupo de Saga é submetido pelo cosmo de Shaka a alucinações com os mortos do inferno na colina do Yomotsu e à ilusão na qual é obrigado a correr na palma da mão de Buda.
Casa de Leão

Checkpoint do Mangá II

Casa de Virgem
Protegida por Shaka de Virgem, é a sexta casa. Os legítimos espectros também são aniquilados pelo cosmo de Shaka neste templo. Em virtude das disposições de Atena, as invasões às casas seguintes também cessaram a partir daqui.
O Jardim das Árvores-do-Sal

Estátua de Atena
Situado no cume das 12 Casas, é o monumento dedicado a Atena. Sendo o local no qual dizem que Atena desce a este mundo em intervalos de centenas de anos, a estátua também se converte na armadura da deusa.
Palácio do Pontífice

Relógio de Fogo
Torre de relógio situada num ponto em que pode ser avistada de qualquer local nas 12 Casas. Com cada chama se apagando com a passagem de 1 hora, todas as 12 chamas se extinguem ao cabo de 12 horas. Dōko o acendeu no intuito de estimar a invasão do grupo de Saga, que deve tirar a vida de Atena em 12 horas.
Checkpoint do Mangá III
Na versão dos quadrinhos, até os cavaleiros dourados ficaram reduzidos a cerca de 1 décimo de seus poderes em virtude da existência de uma barreira nas dependências do castelo de Hades. No entanto, na versão do anime, não há a barreira de Hades, e a força de Radamante fica ainda mais em evidência com o juiz liquidando 3 cavaleiros de ouro com suas próprias habilidades de luta.
Castelo de Hades

A TRAJETÓRIA ATÉ HADES: SAGA DAS 12 CASAS
Faremos uma retrospectiva aqui dos embates de cosmo ardente de Seiya e seus amigos, que se sagraram cavaleiros de bronze
Saga da Guerra Galáctica
Os jovens recrutados por Mitsumasa Kido, que teve ciência da crise que ameaçava a Terra, reuniram-se no Japão após se sagrar cavaleiros. Com a armadura de ouro — que figura no topo da hierarquia — como prêmio, um grande torneio de artes marciais entre os cavaleiros teve início; contudo, Ikki de Fênix invade o evento e rouba a armadura dourada.
As lutas de Seiya e dos demais cavaleiros de bronze se expandem em batalhas contra os cavaleiros negros, sob a liderança de Ikki. No entanto, o cosmo da turma de Seiya fez com que Ikki recuperasse o coração de outrora.
Saga dos Cavaleiros de Prata
Arles finalmente despacha os cavaleiros de prata para eliminar a turma de Seiya, que tinha rechaçado uma sucessão de assassinos enviados pelo Santuário. Em meio a essas batalhas, Seiya e os cavaleiros de bronze ficam sabendo que Saori é a verdadeira Atena. Com sua união ainda mais solidificada, os cavaleiros de bronze se livram até dos cavaleiros de prata, que pertencem a uma classe superior.
Por fim, Arles envia até mesmo os cavaleiros de ouro, os cavaleiros mais poderosos, como assassinos.
Santuário: Saga das 12 Casas
Tencionando uma conversa cara a cara com Arles, que converteu até mesmo os cavaleiros dourados em sicários, Atena adentra o Santuário, mas acaba caindo ferida por uma flecha de ouro. Para salvá-la, não há outro modo senão obrigar o Papa em pessoa a extrair a seta. Entretanto, para alcançar o salão do pontífice, é necessário atravessar as 12 Casas, defendidas pelos cavaleiros dourados, os mais poderosos de toda a confraria.
Para resgatar Atena, a turma de Seiya desafiou os cavaleiros de ouro, os cavaleiros supremos, para a luta. Mas também havia cavaleiros dourados que acalentavam suspeitas em relação a Arles: Mu de Áries e Dōko de Libra.
Aprendendo o que é o sétimo sentido, a última das cosmoenergias, ao terem as armaduras — danificadas pelos embates anteriores — reparadas por Mu, Seiya e seus amigos obtêm uma ínfima esperança de sucesso na invasão das 12 Casas.
No duelo com Aldebarã, Seiya desperta para o sétimo sentido. Ikki subjuga Shaka, o Homem mais Próximo de Deus. No embate com Camus, que também pode ser considerado seu mestre, Hyoga domina a Execução Aurora, o frio supremo. Na luta de morte contra Shura, Shiryu é agraciado com Excalibur; no combate com Afrodite, Shun exibe sua técnica suprema.
Chegando ao salão do Grande Mestre após passar por várias batalhas, Seiya esmagou a ambição de Saga — disfarçado de Arles — e resgatou Atena de forma louvável.
Saga de Asgard
Ouvindo as súplicas de Freya, irmã mais nova de Hilda, a representante de Odin na Terra, Atena e os cavaleiros de bronze entram em Asgard, a terra do frio ártico. Em nome de Atena, que contém o colapso das geleiras com seu cosmo grandioso, os cavaleiros de bronze desafiam os guerreiros-deuses para a luta.
Obtendo as safiras de Odin ao derrotar os sete guerreiros-deuses, Seiya enverga a armadura de Odin e extirpa o sortilégio do anel com a espada Balmung.
Saga de Posseidon
Quem manipulava Hilda não era outro senão Posseidon, o Imperador do Oceano. Encarcerada no templo submarino, Atena expõe o próprio corpo às chuvas torrenciais que inundarão a Terra. Para destruir o Suporte Principal, onde a deusa está confinada, é necessário derrubar os enormes pilares que sustentam os 7 mares.
A turma de Seiya desafia as sentinelas dos pilares, os generais, as 7 marinas mais poderosas. No embate com Krishna, Shiryu perde a visão mais uma vez. No duelo contra Isaac, um ex-amigo, Hyoga fere o próprio olho esquerdo.
Levando a melhor na batalha atroz e esmagando as ambições de Canon, a turma de Seiya resgatou Atena e tornou a selar Posseidon.

“OS HOMENS QUE SE TORNARAM OS CAVALEIROS DOURADOS DO NOVO SÉCULO!!”
Os dubladores que concederam um novo sopro de vida aos cavaleiros de ouro em “Hades: A Saga das 12 Casas” se reúnem! Nós tentamos sondar estes homens, que arrostaram uma atuação árdua que deve incorporar uma nova faceta sem macular a imagem da série de TV
“EU ME ESFORCEI PARA NÃO PERDER PARA OS VETERANOS!”
— Houve muitos problemas na hora de atuar na continuação de um grande hit após 13 anos de hiato, não é mesmo?
Okiayu: Na audição, eu tentei fazer cerca de 3 personagens, mas, entre eles, o que eu mais queria interpretar era o Saga. Afinal, desta vez, os cavaleiros dourados seriam retratados de uma forma ainda mais densa que na série de TV, e o Saga era o que mais apareceria. E, também, ao fazer o Saga, o Canon também vem a tiracolo automaticamente. (Risos.) É que, comparativamente, tive mais oportunidades de fazer personagens com poucas aparições. (Risos.) Deste modo, a construção do papel é mais difícil… É por isso que, na verdade, é meu ponto fraco. (Risos.)
Então, como vários seniores incríveis viriam atuar, o desejo de me engajar em participações com todos e de entrar em contato com a atuação deles também foi uma das grandes razões pelas quais eu queria interpretar o Saga e o Canon. No entanto, eu senti um pouco de pressão em virtude de o Saga ser o cavaleiro de ouro mais velho e ter de ocupar uma posição superior à dos personagens interpretados pelos dubladores mais experientes. Eu arrostei a situação com uma mentalidade que dizia: “Eu não vou perder para os veteranos!”
Logo após emprestar sua voz a Saga de Gêmeos, Ryōtarō Okiayu seria alçado ao estrelato com a dublagem do frio Byakuya, um dos personagens mais amados da série
Kusao: Eu pensava bastante no que tencionavam ao escalar novos atores para os 3 cavaleiros de ouro à mercê do destino enquanto o elenco dos 5 cavaleiros de bronze, os protagonistas, não sofria alterações em “Hades: A Saga das 12 Casas”. Se apenas seguirmos os passos dos intérpretes anteriores, acabará virando uma imitação, mas também não há como transformá-los em personagens completamente diferentes só por isso. Essa demarcação foi muito difícil.


Por isso, senti uma nostalgia quando vi os desenhos de “Seiya” pela primeira vez, sabe? Mas, com os 5 cavaleiros de bronze sendo feitos pelo elenco original dos nossos grandes veteranos, para falar a verdade, eu fiquei apreensivo ao ser informado de que os cavaleiros de ouro que interpretaríamos eram personagens que ocupavam uma posição superior à deles. “Mas nós somos inferiores! Não importa como pensemos, devemos ser inferiores!!” — eu refletia. (Risos.) Embora tenha sido extremamente difícil de fazer no início, no decorrer da série, tornou-se um tremendo aprendizado à medida que fui atuando.
Além de ter dado voz ao frio Kabuto, importante vilão de Naruto, por cerca de 15 anos, o senhor Canna é lembrado pela interpretação visceral de Guts, o irascível protagonista de Berserk (1997)
Yamazaki: Para o bem ou para o mal, a princípio, quando recebi a ligação da audição, eu também não sabia absolutamente nada sobre “Seiya”. É que, na época em que a série era televisionada, eu já estava na faixa etária que não vê animes. Da mesma forma que o Okiayu, eu também interpretei umas 3 pessoas, mas eu não discernia se eram personagens que já existiam desde antigamente ou personagens que apareciam pela primeira vez. Devido ao fato de não possuir ideias preconcebidas, creio que fui capaz de realizar uma atuação autóctone. Eu também só soube que quem interpretou o Mu na série de TV foi o senhor Kaneto (o falecido Kaneto Shiozawa) após a definição do papel. Nessa hora, pensei em parar de ver o “Seiya” de antigamente.
O papel do gracioso e plácido Mu de Áries foi magistralmente construído pelo ator Kaneto Shiozawa, já célebre pela dublagem de Rei, mestre do Nanto Suichōken, um dos personagens mais queridos de Hokuto no Ken (1984)Como já herdei personagens dublados pelo senhor Kaneto em outras produções, devo ter algumas similaridades com ele. Contudo, eu tinha em mente que seria inadmissível se virasse uma imitação do senhor Kaneto. Mesmo assim, enquanto pensava em “Seiya”, o nome “Kaneto Shiozawa” não saía da minha cabeça. Foi com esse tipo de sentimento que eu compareci à dublagem do episódio 1; no entanto, eu fiquei contente quando o Tōru (Furuya) me disse: “Mesmo não sendo o Kaneto, foi o Mu!”

Então, na première do episódio 1, ter recebido uma salva de palmas muito calorosa quando fiquei diante de uma multidão de fãs e tentei interpelá-los sobre o meu Mu também se converteu num imenso encorajamento. Nesse momento, o ato de ter balbuciado internamente “Senhor Kaneto, é que eu vou fazer o personagem” foi o instante em que “Seiya” realmente teve início para mim. Essa lembrança me acompanha até agora, quando já terminei de fazer os 13 episódios, sabe?
O TRIO DE SAGA TINHA UM CODINOME!?
— Que espécie de trabalho de construção dos papéis vocês realizaram nos personagens que interpretaram na série de agora?
Kusao: No estúdio de gravação, eu experimentei os sofrimentos da criação. Eu interpretei o Shura de Capricórnio que eu concebi na minha mente, mas o diretor já trazia uma imagem própria e sedimentada do Shura. O trabalho de perscrutar a mente do diretor e ir preenchendo a trincheira entre os Shuras que nós imaginávamos foi complicado.
— Ouvi que, por gostar do Shura desta série, o diretor foi aumentando sua participação gradualmente. Você sentiu isso?
Kusao: Sim. Pois as cenas em que ele é mostrado pouco a pouco foram aumentando. Com o fato de o estafe ter prestado mais atenção no balanceamento entre o Saga, o Shura e o Camus à medida que a série avançava para a metade final, senti que foi aumentando. No entanto, como teria ficado ainda melhor se eu tivesse tido mais tempo para compreender o personagem no início, isso se tornou um peso na consciência, algo mortificante.
Extremamente versátil, o senhor Takeshi Kusao é capaz de interpretar personagens cômicos, a exemplo de Hanamichi Sakuragi (Slam Dunk), com a mesma destreza empregada nas atuações em personagens sisudos, como Trunks e Shura de CapricórnioCanna: Na minha concepção, “força” é cordialidade, o outro lado do amor. Como também se depreende da forma que ele se conecta ao Hyoga, o Camus original é um homem que, mesmo sendo frio, oculta algo ardente no peito, não é?… Contudo, o Camus de agora não mostra esse interior até o último segundo. Como vocês viram, ao dublar, é uma força da natureza, mas acaba se tornando um sujeito desalmado. Foi complicado atuar para ele não ficar assim. Além disso, o senhor Kusao também tocou neste ponto, mas, como a imagem do diretor em relação ao personagem é forte, a abordagem inicial foi problemática. Bem, ainda que eu pense que a existência de enfrentamentos na hora de fazer o drama seja algo salutar…

Canna: É que eu estava à beira de um colapso. Como se continuasse me endividando após já estar no negativo. Eu não sei se consegui interpretar de acordo com a imagem do diretor, mas eu interpretei o Camus à minha maneira. No estúdio de gravação, houve muitas partes nas quais me perguntei se estava tudo bem, mas, ao ver o filme finalizado, como realizaram um acabamento extremamente maneiro, fiquei extasiado.
Apesar da impossível missão de substituir o insubstituível Rokurō Naya no papel de Camus de Aquário, o senhor Nubutoshi Canna realizou um bom trabalho na composição do personagemYamazaki: Os “Docinhos do Inferno” são todos maneiros, ora.
Kusao: Sem essa de “Docinhos do Inferno”!
— O trio composto por Saga, Shura e Camus estava sendo chamado de “Docinhos do Inferno”?
Kusao: Na hora da gravação, o diretor deixou escapar… Parece que, nos brifings entre os membros do estafe, eles os vinham chamando assim. Como interpretávamos aqueles 3 enquanto os estudávamos de corpo e alma, nós nos zangávamos um pouquinho: “Não venha com essa de ‘Docinhos do Inferno’!” e tal.
Todos: (Explosão de gargalhadas.)

— Como se já não fosse difícil aparecer como o Mu o tempo todo, no episódio 1, o senhor Yamazaki atuou também na cena do sonho de Atena, não é verdade?
Yamazaki: Houve cenas em que conversei com vários personagens, mas nunca as considerei difíceis ou problemáticas. Afinal, pude fazer sem restrições específicas, com certo nível de liberdade. No que diz respeito àquela voz, me falaram no estúdio, no dia da gravação. Eu perguntei ao diretor: “Tem certeza que eu sirvo?” e, como ele respondeu: “Aquilo é um sonho que a Saori está tendo. Como ele não declara que é Hades, faça como achar melhor”, fiz bem relaxado.
Além de dublar Mu de Áries, o ator Takumi Yamazaki também deu voz à figura fantasmagórica de Hades que aparece no sonho de Atena
OS PERSONAGENS POPULARES ERAM MESMO OS CAVALEIROS DOURADOS!
— Se houver uma fala ou cena que os marcou, por favor, deixem-me saber.
Okiayu: No que diz respeito ao Saga, foi a parte em que ele confronta o Shaka. Depois, a cena em que ele sai do jardim onde ficam as árvores-do-sal e enfrenta o grupo do Aiolia com a Exclamação de Atena também foi boa. A cena com o Canon que me impressionou foi a parte em que ele recebe a Agulha Escarlate em silêncio. Por fim, a parte em que o Milo lhe diz: “Ele é apenas o cavaleiro de ouro Canon de Gêmeos!” também me comoveu.
Dono de uma voz mais fleumática e menos vilanesca que a do senhor Kazuyuki Sogabe, Ryōtarō Okiayu é perfeito para expressar a determinação estoica de SagaCanna: Para mim, o Shaka foi bacana. Mesmo com todas as técnicas assassinas dos outros personagens tendo nomes ocidentais, só as do Shaka eram em kanji, não é verdade? É que, com a atuação do senhor Mitsuya combinada ao personagem em si, aquelas técnicas secretas soavam muito melodiosas aos meus ouvidos! Com a Bênção do Senhor das Trevas e técnicas afins tendo grudado nos meus ouvidos, por um tempo, quando estava sozinho, eu me arriscava a murmurar os ataques e tal… (Risos.)
Um show à parte do ator Yūji Mitsuya, a pronúncia dos ataques de Shaka mais parece a declamação de um poemaKusao: Que esquisito! (Risos.)
Yamazaki: No meu caso, acho que seria a cena em que o Mu ordena que o Seiya saia do Santuário de imediato. Depois, eu queria ter lutado um pouco mais com o Papillon. Pois fiquei com a sensação de que ele teve metade da cena roubada pelo Seiya, sabe? (Risos.)
Embalada com o sublime cântico da senhora Kazuko Kawashima, a cena em que Mu ataca Seiya é uma das mais emocionantes da sérieKusao: Em termos de cena, a minha preferida é mesmo a luta com o Shaka, que se tornou o ponto alto dos 3. Uma fala marcante foi a que o Shura dirigiu ao Shaka: “Comece sua jornada rumo ao nirvana sem qualquer pesar!” Eu senti que essa fala estava imbuída de vários sentimentos do Shura de agora. Como intuí que também havia esse tipo de intento em termos de direção, por ter ponderado extensivamente em meu interior como eu a diria, ela é especialmente marcante.
— O senhor Tōru Furuya falava que também queria ter tentado dublar o Shiryu. Além dos personagens que vocês dublaram nesta série de agora, havia outros que vocês gostariam de fazer?
Okiayu: Eu também assistia à série de TV de antigamente e, naquela época, eu gostava do Aiolia. Por falar nisso, logo que entrei no escritório, havia um grupo de estudos de iniciantes e, como os homens eram a maioria no horário, o professor trouxe um vídeo do primeiro filme de “Seiya”. Nessa hora, o professor me disse: “Como você tem uma voz fria, tente fazer um inimigo”, e o fato de ter interpretado o Jan de Escudo foi o estalo para eu passar a cogitar que, embora o herói também fosse legal, até mesmo fazer o vilão era “divertido”. Por isso, poder interpretar o Saga na mesma série é como se eu tivesse retornado àquele estado de espírito e me deixa nostálgico, entende?

Kusao: No meu caso, é o Seiya, sabe? De fato, o personagem que mais aparece é realmente o tipo mais satisfatório de fazer. (Risos.) Se fosse um cavaleiro de ouro, talvez o Milo, porque ele possuía sentimentos ardentes em seu âmago. Mas, correndo o risco de ser mal interpretado, eu quero fazer a Saori, sabe? (Risos.) Pois, embora seja uma mulher, interpretar uma pessoa naquela posição parece ser recompensador.
O senhor Takeshi Kusao também presenteou os fãs do gênero shōnen com uma assombrosa interpretação do saiyajin Trunks, um personagem que dispensa apresentaçõesYamazaki: Para ser franco, o meu predileto é o Mu. mas, se o excluísse, acho que seria o Sion. Mas não é só porque sou do signo de Áries. (Risos.)
— No caso de “Seiya” as falas repletas de afetação de época têm um efeito no tensionamento das cenas. mas fazer aquilo não foi difícil?
Kusao: Como as animações em si são conteúdos exagerados por natureza, não tive nenhum desconforto em particular.
Okiayu: Tendo ouvido que o drama é cafona por natureza, mesmo que não me peçam particularmente para deixá-lo brega, a interpretação já fica daquele jeito bem naturalmente.
Todos: (Explosão de gargalhadas.)
Canna: Mas, se o Ryōtarō Okiayu estiver presente, a cena melhora. Nesta produção de agora, em especial, eu senti isso. Quanto às falas, a interpretação que eu tinha é que se tratava de beleza poética, da mesma forma que o kabuki, Shakespeare e coisas do gênero. No entanto, eu estive prestes a morder a língua inúmeras vezes. (Risos.)
Yamazaki: Deixando de lado as falas em si, havia golpes difíceis de pronunciar entre os nomes das técnicas secretas!
APESAR DA TENSÃO, FOI UM PALCO DE TRABALHO MUITO DIVERTIDO!
— E como era a atmosfera no estúdio de gravação?
Kusao: Desta vez, a história foi pesada, não é? É por isso que era severa. Eu sofri terrivelmente para entender como ir me emaranhando na forma de trabalhar dos dubladores mais experientes. O senhor Tōru Furuya, do papel principal, meio que foi me guiando, sabe?
Canna: Também já aconteceu de eu ter a sensação de que fui salvo pelo Tōru quando ele me disse: “O Pó de Diamante de agora foi maneiro, hein”. De fato, também havia um aspecto de severidade, mas minha consciência de que estava sendo banqueteado com iguarias era mais forte, sabe? Afinal, malgrado a mera reunião sob o mesmo teto de um elenco dessa magnitude seja algo incrível, pudemos ficar junto com eles diante dos microfones.

Okiayu: Agora há pouco, eu disse que encarei a situação com o estado de espírito que dizia: “Não vou perder para os veteranos!”, mas a alegria suplantava a severidade para mim também, sabe? Talvez seja porque o senhor Furuya não estava apenas liderando tudo; ele estava criando um ambiente que acalmasse a todos. Tenho a sensação de que os momentos em que ri como louco sobrepujaram as horas de tensão, sabe? (Risos.)

Quando o senhor Yada, que faz o Mestre-Ancião, aparecia, começavam os torneios de trocadilhos bobocas na mesma hora. Numa ocasião em que fui a uma gravação de tarde, quando o senhor Yukitoshi Hori, que faz o Tatsumi, ainda não havia chegado apesar de já estar quase na hora da performance, o senhor Yada de repente solta pérolas como “Ano que vai [Yukutoshi], ano que vem [Kurutoshi]!” e tal.
Extremamente bem-humorado, o senhor Kōji Yada foi a “alma da festa” na dublagem dos 13 primeiros OVAsTodos: (Explosão de gargalhadas.)
— Ouvi dizer que o senhor Yada estava falando que também queria fazer o Dōko rejuvenescido, não é?
Yamazaki: Ele só ficava falando: “O Ken’yū (Horiuchi) vai fazer? Não serei eu!?”
Como o ator Hideyuki Tanaka, o senhor Ken’yū Horiuchi possui uma voz galante, dotada de uma insuperável galhardia natural. Além da esplêndida atuação como o jovem Dōko de Libra, ele escreveria seu nome na história dos animes como intérprete do Hokage Tobirama Senju e do vilão Pain, personagens emblemáticos de Naruto— Desta vez, havia uma cena do Nachi de Lobo, mas quem dublou o Nachi na série de TV foi o senhor Kusao, não foi?
Kusao: Ainda que não tenha aparecido mais que umas 3 vezes. Na verdade, eu também queria que me deixassem fazer o Nachi, mas, considerando que era um grande elenco, como pensei que levaria uma bronca se eu tumultuasse o estúdio ao falar o que não devia, fiquei com medo e não consegui pedir para fazer. (Risos.)
— Se tivessem de nomear a pessoa mais discrepante do personagem que interpretou, quem seria?
Yamazaki: Seria eu?… (Risos.)
O Mu do senhor Takumi Yamazaki nos fez lembrar da figura majestosa do Mu interpretado pelo senhor Kaneto Shiozawa; contudo, com a acurada expressão de sentimentos jamais exibidos até agora, como fúria e confusão, o senhor Yamazaki teve sucesso em mostrar uma nova faceta do personagemKusao: É que o Mu é a pessoa mais incompatível com a realidade. Ele é inteligente e passa a impressão de ser inalcançável. O Yamazaki faz mais o tipo esquentado, não é? Mas eu saquei quando ele dublava de forma impassível, sem mostrar qualquer sinal dessa faceta. Um cara como o senhor (Hirotaka) Suzuoki de fato é frio na vida real e se parece com o Shiryu em alguns aspectos, não é?
— Parece que o senhor Yamauchi deu muitas instruções de atuação por intermédio de representações conceituais, mas como terá sido o trabalho de decodificá-las?
Kusao: Eu não conseguia decifrá-las de jeito nenhum. (Risos.) Afinal, o diretor tinha uma imagem precisa para cada palavra das falas. Por isso, a princípio, eu atuava interpretando a imagem transmitida pelo diretor à minha própria maneira e tenho a sensação de que ele foi se certificando que eu me aproximasse dessa imagem ao fazer correções toda vez que eu testava. Para nós, não conseguir corresponder às expectativas dos diretores de episódios é incrivelmente doloroso. Eles acabarem concluindo que não somos capazes também é igualmente doloroso, mas o que odiamos ainda mais é o fato de essas nuances sutis serem transmitidas aos espectadores quando o filme fica pronto.

— Desta vez, parece que praticamente não houve improvisos no decorrer da série, não é?
Kusao: Não houve. Diria que não houve?…
Yamazaki: É que não era um ambiente em que pudéssemos adicionar cacos.
Canna: Se alguém tentasse inserir um caco, provavelmente teria sido defenestrado. (Risos.)
— A tensão no estúdio estava tão alta assim?
Kusao: Digo que a concentração era necessária?… Tínhamos a sensação de que a atmosfera era densa, sabe?
Canna: Quando a fita não estava tocando, o pessoal ficava tremendamente relaxado. No entanto, quando chegava a hora de realizar a performance, a concentração de todo mundo se elevava subitamente e a atmosfera do lugar mudava totalmente. Se você ficar alerta o tempo todo, vai acabar extenuado, mas, como virávamos a chave de forma eficiente, esse tipo de tensão salutar nascia.
SOU GRATO POR TER PODIDO PARTICIPAR DE “SEIYA”!
— Para terminar, por favor, compartilhem suas impressões sobre a participação nesta produção.
Okiayu: Como pude fazer o papel que eu queria da forma que eu queria fazer, fiquei feliz. Não pode ser apenas autossatisfação, mas eu fiquei tremendamente revigorado.
Kusao: Desta vez, ao tomar conhecimento da repercussão da produção do anime de “Seiya” após 13 anos em diversos lugares, eu tornei a perceber a magnitude do poder que esta obra tem e os sentimentos ardorosos dos fãs. A produção da continuação da versão animada de Saint Seiya se deve à existência dos fãs, que jamais esqueceram a turma de Seiya. Não apenas me sinto extremamente feliz por ter podido participar de uma produção como esta mas também orgulhoso. Sou grato por ter encontrado “Seiya” no meu caminho.
O senhor Takeshi Kusao dublou Nachi de Lobo na série clássica, mas o papel acabou ficando com Kazunari Kojima na dublagem dos OVAsCanna: Poder participar de uma obra de tal grandeza se converteu num imenso aprendizado. Antes, tive bastantes conflitos na construção do papel por fazer um personagem que era de um grande veterano, mas agora elucubro se não consegui construir meu próprio Camus. Entre as pessoas que assistiam à série de TV, talvez também haja espectadores que consigam sentir a discrepância na nossa atuação, mas seria uma bênção se pudessem apreciar até mesmo essa disparidade.
Yamazaki: Como o pessoal disse, creio que ter podido participar de uma produção como esta foi uma sorte extraordinária. Acredito que, em Hades: A Saga das 12 Casas, nós fomos capazes de introduzir novos elementos, sopros de vida que ainda não existiam no “Seiya” anterior. Portanto, se os fãs também pudessem captar isso, nada me faria mais feliz. E, se também quiserem ver o drama que resta daqui para frente, eu ficaria sem palavras.
(Junho de 2003 — zona metropolitana de Tóquio)

Aqui o senhor Tōru Furuya, que interpretou o protagonista, Seiya De Pégaso, nos fez uma retrospectiva da série de agora. Gostaríamos que você captasse o estado de espírito do senhor Furuya ao dublar o Seiya!
FAREI DE SEIYA DE PÉGASO O HERÓI SUPREMO!
Na década de 80, produções de sucesso, a exemplo de Kidō Senshi Gundam, Genma Taisen e Nine, se sucederam. Até então ininterruptos, os papéis principais de animes televisivos acabaram abruptamente junto com o fim da difusão de Futari Daka, em junho de 85. Dragon Ball, meu único trabalho regular, era um personagem coadjuvante. Foi bem na época em que os dubladores oriundos de escolas preparatórias de atores começavam a ser selecionados pouco a pouco para papéis principais. “Logo vai haver uma mudança de gerações… tenho que abrir meu leque de papéis!” — quando eu começava a pensar assim, no outono de 1986, fui convocado para a audiência de Saint Seiya.

Eu, que sempre tive o princípio de comparecer às audições munido com o máximo de documentos que eu pudesse coletar, comprei os quadrinhos, que tinham acabado de sair, e, ao ler todo santo dia, realizei um treinamento mental. Com uma infância desventurada, o Seiya, que possui uma força de vontade indomável e se levanta inúmeras vezes mesmo que caia, tem a mesma imagem do Hiyūma Hoshi, um herói realmente ortodoxo. “Talvez seja minha última chance de fazer um protagonista!” — eu, que queria interpretá-lo de qualquer jeito, coloquei os mesmos jeans apertados do Seiya de Pégaso, vesti uma camiseta de surfe vermelha e revesti meus pulsos com faixas, encarando a audição exatamente como um cosplayer.
Não sei se foi porque essa disposição foi transmitida ao estafe ou porque a imagem da voz combinava, mas, de um jeito ou de outro, eu consegui ganhar o papel do Seiya. Para a promoção do programa, uns dias antes do começo das gravações, houve a filmagem de um vídeo da gincana de programas só com os intérpretes das novas atrações. No ônibus de traslado, quem veio conversar comigo foi o senhor Masayoshi Kawata, produtor da TV Asahi.
Mostrando-me um maço de documentos da produção de Saint Seiya que trazia consigo e dizendo: “Senhor Furuya, Saint Seiya é…”, ele me deu explicações de uma forma bastante apaixonada sobre a obra e os personagens. Nesse material que recebi dele, tinha até cópias de vários capítulos da obra original retirados da Shōnen Jump em publicação. Já havia muito tempo que eu fazia animes, mas foi a primeira vez que me deparei com um produtor de emissora como esse. Apesar de não ser um diretor de gravação sonora, falar diretamente com um dublador dos sentimentos ardentes em relação à obra!… Nesse momento, mesmo sendo presunçoso, eu fiquei determinado: “Por essa pessoa, eu vou fazer a série estourar de qualquer jeito!”

Logo após o início da dublagem, fui convidado à residência do autor, o mestre Masami Kurumada. Mal tive tempo para os cumprimentos, e ele me conduziu à sala de estar de uma casa novinha e me pediu para autografar uma parede branquinha. Eu pensei que tinha escutado errado, mas assinei depois de ser instigado várias e várias vezes. Então, parecendo realmente contente, ele disse: “Eu via bastante Kyojin no Hoshi. Eu estava no clube de judô”.
Quando, sem pensar, eu respondi ao mestre, que tinha uma compleição corpulenta: “Ah, Chūta Ban!”, ele replicou e até fez uma imitação para mim: “Isso mesmo! Ho, Hoshi Yo!” Embora fosse um grande mestre dos autores de mangá populares, ele era bem sociável e inocente como uma criança. Na despedida, a imagem dele ao me dar um forte aperto de mão me comoveu: “Como eu lhe confiei o Seiya, conto com você, Furuya!”

Em meu coração, eu jurei que lançaria mão de toda a sensibilidade e técnica que havia cultivado como ator e que interpretaria o herói supremo, algo que os novatos jamais conseguiriam replicar.
O REENCONTRO COM SEIYA DE PÉGASO EM “HADES: A SAGA DAS 12 CASAS”
Os rumores sobre a Saga de Hades não cessavam, mas eu nem sonhava que atuaria depois de 13 anos. Mesmo que a animação fosse realizada, se pensarmos na idade real do elenco regular e no orçamento da produção… eu estava conformado com a substituição de todos os dubladores. Quanto ao fato de o estafe ter insistido até este ponto no elenco da série anterior, penso que seja porque a equipe possui o coração de um fã que ama o anime, que ama Saint Seiya, o sentimento que realmente ignora o negócio e tenciona fazer algo formidável.
Acima de tudo, eles também querem ver. Na dublagem do episódio 1, ao assistir de antemão a todos os laser discs dos 4 filmes lançados nos cinemas, A Lenda dos Jovens Carmesins e os outros, eu já cheguei à gravação com o Seiya que eu interpretei naquela época fresco na memória. E, é lógico, vestido a caráter como nos tempos da audição. Eu estava confiante, mas fiquei embasbacado com o fato de o lindo visual desenvolvido pelo estafe encarregado dessa parte, liderado pelo diretor Shigeyasu Yamauchi, exalar frescor e, ao mesmo tempo, estar inundado com o mesmo espírito ardente.
Com a adição gradual de cenas, o trailer oficial levou os fãs de todo o mundo à loucuraEu refleti sobre o que deveria fazer por meio do Seiya desta produção. Começando com a legião de fãs que continuou a expressar seus sentimentos chamejantes pela volta de “Seiya”, o que devo fazer para recompensar os sentimentos dos membros do estafe, que devem ter comido o pão que o diabo amassou para que esse retorno virasse realidade? Como intérprete do papel principal, eu captei fortemente os sentimentos em relação a Saint Seiya de um grande número de pessoas nas mais diversas posições e, é claro, darei tudo de mim na atuação.
Além disso, até mesmo assumirei a responsabilidade pelas falas de todos os intérpretes. Na hora da dublagem, eu vou fazer tudo que estiver ao meu alcance. Para não ter arrependimentos, para que se torne uma produção ainda mais perfeita…
No comando do programa Seiya-TV, originalmente transmitido com os OVAs no canal satelital SKY PerfecTV!, o senhor Furuya apresentou aos fãs os bastidores da produção dos 13 episódios por intermédio de entrevistas com os dubladores, visitas à Tōei Animation e reportagens in loco com o diretor Yamauchi e outros membros do estafe. Graças ao programa, é possível compreender a magnitude de sua devoção à obraSempre verificando previamente o mangá, cenário e roteiro várias vezes, confirmava as falas que eu achava suspeitas, ia ao estúdio mesmo que o Seiya não desse as caras, examinava com o diretor até as falas das outras pessoas, me voluntariava para substituir os dubladores que não conseguiam comparecer em virtude de problemas na agenda e tal.
Eu queria transmitir como um protagonista deve ser aos dubladores mais novos com quem eu dividiria o palco e que já estão fazendo os papéis principais em vários trabalhos. Pois, com o próprio protagonista exteriorizando entusiasmo, eu queria que todos os outros atores se incendiassem para valer.
Afinal de contas, agora, poderia mesmo ser meu último protagonista… Nunca senti tamanha felicidade por conseguir atuar num anime como nesta série de agora. Eu não senti nem na época em que costumava fazer 7 trabalhos regulares de anime por semana.
SENTI O SUCESSO NA PREMIÈRE
Teve uma première do episódio 1. “Há quanto tempo!? Estou de volta!! Acabei de retornar!” — eu cumprimentei os fãs que lotavam a casa de show. De imediato, ressoaram do lugar as vozes dizendo: “Bem-vindo de volta!”
Eu nunca vou me esquecer da comoção naquele momento. A respiração das pessoas que assistiam à exibição, os aplausos ensurdecedores quando terminaram de ver, os cintilantes rostos sorridentes dos jovens que esperavam no corredor…
Todos aguardavam ansiosamente pelo retorno. E eles não se contentaram em aceitar a nova produção; eles a reverenciaram. Senti o sucesso só pela exibição prévia. E, também nessa hora, o mestre Kurumada disse aos repórteres da conferência de impressa, com quase 50 veículos: “É por isso que confio totalmente no senhor Furuya!”

TANTO PARA O DIRETOR QUANTO PARA OS ATORES, O IMPORTANTE TALVEZ SEJA O “APEGO”
Bem, trata-se da gravação da dublagem propriamente dita, mas vamos rememorá-la com a leitura do diário de dublagem publicado no meu site. Ao ler do começo ao fim, junto com a atmosfera amigável e harmoniosa, é interessante que os episódios de “apego” do diretor Yamauchi apareçam em cada capítulo.
No teste, o Ryō (nota: Ryō Horikawa, o intérprete de Shun) não soltava muito a voz e estava atuando com murmúrios. Como isso diferia da imagem interior que o diretor tinha do Shun, ele não dava sua aprovação de jeito nenhum. O Ryō mostrava discordância da instrução de soltar mais a voz. Presumindo os sentimentos dele, eu disse: “Não será que está realista demais?”, e o Ryō concordou: “Ah, é isso, não é!?”
Se fosse atuar na vida real, é claro, como se trata de falas de solilóquio, não é necessário soltar a voz. Se fosse um drama em live-action, a atuação do Ryō estaria o.k. Mas, num anime, sobretudo na obra Saint Seiya, uma performance muito realista vai acabar dissonante. O diretor decerto também queria transmitir isso.
Uma vez que compreendeu, eu não esperava menos de um veterano como o Ryō! Na cena seguinte, com o Tatsumi, ele já havia se convertido completamente no Shun de antigamente. Parando para pensar agora, talvez o Ryō quisesse tentar, por meio desta nova série, uma representação real em animes. Como eu tentei com o Amuro no passado… (Do episódio 3)
Apesar da grande fama obtida com a dublagem de Shun de Andrômeda e de Vegeta, o grande bad boy de Dragon Ball Z (1989), o senhor Horikawa atuou em vários filmes produzidos para a TV japonesa. A incursão em outras áreas da atuação provavelmente desencadeou essa pequena dificuldade na hora de soltar a voz na dublagemComo o Shaka é, de um jeito ou de outro, um ser similar a Buda, acho que representá-lo é muito difícil. Se é para representar uma sensação opressiva e transcendental, acho que uma forma de atuação em que se fala com fleuma e serenidade casa bem, mas, quando se quer que ela nos permita sentir que o cosmo interior está em seu paroxismo, a expressão também é delicada.
Apesar das dificuldades, o Mitsuya (nota: Yūji Mitsuya, o intérprete do Shaka) ia tirando habilmente coelhos da cartola de acordo com as exigências do diretor, ao mudar várias e várias vezes o jeito de falar. Os atores devem corresponder precisamente às demandas do diretor a todo momento, mas, como é uma diferença realmente sutil, o que é bom e o que é ruim? Ao chegar a esse ponto, acaba se tornando a preferência do diretor. Na minha opinião, no fim das contas, tenho a impressão de que retornamos ao que o Mitsuya fez no início. Entretanto, isso também ocorre bastante. O importante, tanto para o diretor quanto para o ator, de todas as possibilidades, talvez seja o “apego” que eles perseguem. (Do episódio 5)
A renitência do diretor Yamauchi em jamais aceitar nada menos que a perfeição estimulou os atores, aumentando a densidade das performancesNo estúdio, trocávamos muitas piadas, mas, quando chegava a hora de atuar, tanto o grupo recém-chegado dos cavaleiros de ouro quanto os veteranos dos cavaleiros de bronze queimavam seu cosmo como loucos e tinham um duelo de vida ou morte cruzando as lâminas chamadas de falas.
Sempre que terminávamos um episódio, íamos nos divertir num bar da vizinhança junto com o estafe e trocávamos reflexões e reclamações do dia em questão sem nenhuma reserva. Isso se torna uma lição para a próxima vez.
DORAVANTE, CONTINUAREMOS A QUEIMAR NOSSO COSMO DESESPERADAMENTE
Juntamente com a alegria da volta da série, “Hades: A Saga das 12 Casas” se iniciou enquanto acalentávamos a insegurança de não ter certeza se faria sucesso ou não, mas, no fim das contas, se tornou um grande sucesso como OVAs, e até o Seiya, que apareceu pouco em virtude do fato de os cavaleiros dourados serem os principais, mostrou a que veio com falas galantes. E, com as comoventes cenas de choro, pude mostrar do que o Furuya chorão é feito.
A pungente atuação do senhor Tōru Furuya na cena do pranto de SeiyaEmbora eu não possa falar nada das produções futuras no presente momento, graças ao sólido trabalho de equipe, devemos exibir um Saint Seiya ainda mais sublime. Minha promessa para os fãs que queimam seu cosmo freneticamente continuará de pé daqui para frente!

A JORNADA ATÉ HADES: A SAGA DAS 12 CASAS
No inverno de 90, após o fim da serialização na revista Shōnen Jump Semanal, o último capítulo de Saint Seiya foi publicado no primeiro número da edição especial da V-Jump, lançado no mesmo ano, fechando as cortinas de uma história que se estendeu por aproximadamente 5 anos. Na época, o fato de apenas o último capítulo ter sido veiculado numa revista diferente suscitou uma miríade de especulações entre os fãs, mas a realidade é simples.
Na verdade, pelo fato de a Saga de Hades ter sido mais ardente do que o previsto, o último capítulo acabou não podendo ser acondicionado no número programado. Por esse motivo, a publicação do último capítulo acabou na V-Jump, uma revista que não apenas seria lançada imediatamente após o fim da serialização na Shōnen Jump mas também tinha a previsão de publicar um one-shot do mestre Masami Kurumada, um trabalho para o qual suas páginas já haviam sido reservadas. Agora o que se tornará objeto de interesse é o conteúdo da história de capítulo único que fora originalmente programada para ser lançada na V-Jump.

Na época em que a publicação de uma obra kurumadiana na V-Jump foi determinada, o fim da serialização de “Seiya” já havia sido decidido, mas o título ainda gozava de grande popularidade entre os fãs. Por isso, esse one-shot seria uma história lateral de “Seiya”; havia a previsão de que uma antiga aventura dos cavaleiros dourados fosse retratada.
No entanto, como ficou claro com bastante antecedência que o clímax da Saga de Hades não caberia no número de encerramento da serialização, não houve nenhuma confecção de roteiro dos quadros ou imagens de criação para essa história extrínseca, que acabou por se tornar uma obra-fantasma.
Além do mais, nas páginas de artigos desse primeiro número da V-Jump, também foi anunciado o projeto Saint Paradise. Visando o grupo de faixa etária inferior que havia se tornado fã ao assistir à série de TV, era um projeto que buscava expandir “Seiya” por meio de SD figures com a cabeça representando metade do corpo, formato que estava na moda naqueles tempos.

A V-Jump se encerrou no terceiro número e, por ter sido renovada como uma revista focada em informações sobre jogos, o desenvolvimento na publicação terminou em pouco tempo; porém, entre o verão de 91 e o outono de 92, alguns artigos foram lançados pela Bandai.

Além disso, o anúncio do planejamento inicial do anime da Saga de Hades também ocorreu no primeiro número da V-Jump. Proposto pelo senhor Yoshifumi Hatano, da Tōei Dōga (nome do estúdio à época), que desempenhou a função de produtor da série de TV, o projeto foi uma tentativa de lançar a Saga de Hades como uma série de animação para vídeo.

No entanto, esses planos acabaram abortados em virtude de problemas como a estagnação do mercado de OVAs no período. Depois desse revés, o senhor Hatano, que nutria uma afeição inigualável por “Seiya”, continuaria a projetar o retorno — tanto no formato de série de TV quanto no de OVAs — toda vez que uma oportunidade se apresentasse, mas, infelizmente, sem conseguir que seu intento se materializasse, ele faleceria em 95.

Quem herdaria esse último desejo do senhor Hatano seria o senhor Kōzō Morishita, da Tōei Animation, o homem que atuou como o primeiro diretor da série de TV e, posteriormente, produziu “Seiya” junto com o finado veterano.

Além de possuir, evidentemente, tanto carinho por “Seiya” quanto o senhor Hatano, como desempenhara a função de produtor de Dragon Ball Z e Doctor Slump: Arale-Chan, o senhor Morishita teve também várias oportunidades de trabalhar com a Shūeisha após o fim de “Seiya”, figurando como o personagem na posição mais apropriada para promover o projeto da animação da Saga de Hades.

É claro, mesmo dentro da Shūeisha, as vozes que clamavam por uma nova animação de “Seiya” não se extinguiram. E, em 2001, aconteceu algo que parecia suportar essas vozes. Trata-se do grande sucesso de Ring ni Kakero 2, que tivera sua serialização iniciada na antologia Super Jump. Entrando de cabeça no retorno de “Seiya”, obra magna do mestre Kurumada que rivaliza com esse título, a Shūeisha, no intuito de relembrar os fãs que no passado foram à loucura com “Seiya” desse magnetismo, lançou o meticuloso manual Saint Seiya Taizen por meio da Homesha, uma subsidiária.

Ainda por cima, como uma série da Gekkan Tokumori, a editora lançou pela mesma companhia 5 volumes da Compilação de Saint Seiya, uma recapitulação dos quadrinhos com foco nos 5 cavaleiros de bronze principais. Com todos os produtos registrando vendas favoráveis, a animação da Saga de Hades passou a ganhar ares de realidade de uma hora para outra.

Por outro lado, o memorando de uma proposta refinada pelo senhor Morishita foi confiado ao iniciante Hiroyuki Sakurada, recém-escolhido como produtor da Tōei Animation a cargo de “Seiya”. Então, em agosto de 2002, a primeira conferência geral — com os interessados se reunindo no mesmo lugar a fim de transformar os planos em realidade — seria levada a cabo na Shūeisha. Os participantes eram a Shūeisha e a Tōei Animation, a emissora SKY PerfecTV!, a agência de venda de DVDs Bandai Visual e a Bandai, que realizariam o lançamento dos produtos derivados, e a consultora Think Port.

Como se depreende desses membros, Já estava definido desde o início o modelo de negócio no qual ocorreriam o lançamento gradual em DVD e a simultânea expansão dos produtos após a presente produção ir ao ar na SKY PerfecTV!.
Já que a composição da série num total de 13 episódios, a representação da luta nas 12 Casas até o colapso do castelo de Hades e conteúdos como o enredamento dos cinco cavaleiros de bronze da turma de Seiya numa trama que, nos quadrinhos, é centrada no embate dos cavaleiros dourados com os espectros foram fixados ainda no estágio do projeto, com os temas discutidos nesta reunião gravitando principalmente em torno de coisas como ajustes de detalhes e a escolha de datas para a divulgação de informações pela publicidade, a ressurreição de “Seiya” se iniciava sem grandes empecilhos.

Assim, a nova série de anime a ser produzida depois de 13 anos teve seu título oficial determinado: Saint Seiya — Hades, o Imperador do Submundo: A Saga das 12 Casas, e a seleção do estafe começou para valer. Logo de saída, a senhora Michiko Yokote, uma roteirista talentosa mas sem experiência em “Seiya”, acabou sendo apontada para a composição da série.
Pela mesma razão que o bastão de produtor fora passado do senhor Morishita ao iniciante Sakurada, poder-se-ia dizer que se trata da manifestação do entusiasmo de uma equipe de produção que quer o “Seiya” dos novos tempos feito por uma nova geração.

A princípio, a senhora Yokote foi roteirizando o mangá fielmente, mas, após ler a minuta do enredo, o mestre Kurumada a aconselhou: “No que tange à Saga de Hades do mangá, existem muitos elementos que fui obrigado a adicionar e, como também houve episódios que não tive escolha senão omitir, não me importo que, ao ler os espaços entre os quadros do mangá, você insira elementos mais característicos do anime”.
É por isso que as falas de Hades: A Saga das 12 Casas, mesmo no que diz respeito a tomadas alheias à turma de Seiya, não são simplesmente citações do mangá, e sim fruto de meticulosa consideração.

Entrementes, o profissional escolhido para a direção foi o senhor Shigeyasu Yamauchi. Participando também da série de TV como diretor de episódios, ele se encarregou de vários capítulos memoráveis. Contudo, o maior motivo da indicação do senhor Yamauchi foi, sem sombra de dúvida, o anseio pelas habilidades de direção que ele mostrou nos filmes de “Seiya” A Grande Batalha dos Deuses e A Lenda dos Jovens Carmesins. Mesmo se tratando de duas histórias completamente originais do anime, por terem sido erigidas sem solapar a cosmovisão do mangá, essas duas produções são excepcionalmente estimadas pelos fãs.

Por isso, concluiu-se que ninguém além do senhor Yamauchi seria capaz de ir emaranhando, sem dificuldades, a turma de Seiya — que praticamente não se envolve no mangá — na história e ainda conseguir um desenvolvimento cheio de altos e baixos.
Além disso, na esteira do senhor Yamauchi, tal como na série de TV, foi decidido que o senhor Shingo Araki e a senhora Michi Himeno, personagens imprescindíveis ao anime de “Seiya”, participariam do character design. Uma força-tarefa ideal foi sendo formada para elevar “Seiya” à condição de obra absolutamente nova enquanto efetuava a manutenção dos bons aspectos da produção passada.
Com a adição gradual de cenas dos demais episódios, o trailer oficial levou os fãs de todo o mundo à loucuraEntão, a dublagem do primeiro episódio de Hades: A Saga das 12 Casas finalmente foi realizada em outubro de 2002. Antes disso, encabeçado pelo diretor Yamauchi, o estafe principal se reuniu diante da tabuleta mortuária do senhor Hatano, o primeiro produtor, que tombou sem conseguir concretizar o grande desejo de uma nova animação, para comunicar que a produção de Hades: A Saga das 12 Casas havia se iniciado sem percalços.
Com a data da gravação coincidindo misteriosamente com o aniversário do senhor Hatano, conta-se que uma oferenda de arroz vermelho com a mensagem “Parabéns pelo retorno de ‘Seiya’!” foi entregue no estúdio pela viúva do finado produtor.

Enquanto isso, começando pelas notícias especiais veiculadas na Super Jump 19 de 2002, o início de Hades: A Saga das 12 Casas foi oficialmente anunciado aos fãs por toda sorte de revistas lançadas em setembro. Ademais, no número 21 da Super Jump e na Shōnen Jump 40 de 2002, foram realizados o anúncio da première e as inscrições dos espectadores.
Embora esse evento tenha sido planejado com o intuito de fazer até mesmo com que os fãs menos fervorosos — pessoas que foram à loucura na época, mas viram essa paixão se tornar apenas uma memória hoje em dia — se lembrarem dos sentimentos dos velhos tempos, os organizadores ficaram pasmos com o número de inscrições excedendo todas as expectativas.
Os fãs de “Seiya” ainda estavam vivos e fortes, e nem é preciso dizer que o evento, realizado no dia 2 de novembro de 2002, foi um sucesso monumental! Experimentando nostalgia e, ainda assim, emoções novas com a projeção do primeiro episódio de Hades: A Saga das 12 Casas, os aficionados que lotaram o auditório o prestigiaram com uma interminável salva de palmas.
Trata-se de uma digressão, mas dizem que chegaram muitas súplicas de funcionários de empresas envolvidas na produção para que lhes fosse permitido assistir, mesmo que de pé, à projeção. Se pararmos para pensar, a maior parte da geração que ficou em chamas com a obra já se tornou adulta, e não seria nenhum mistério se essa gente ingressasse numa empresa e ficasse em posição de tomar parte de projetos envolvendo “Seiya” no trabalho. O suporte das pessoas da chamada “geração Seiya” no cenário da materialização de Hades: A Saga das 12 Casas provavelmente é uma verdade irrefutável.
Havendo também a aparição, como convidada, da gravure idol Eriko Satō, que deu voz à Shunrei, ocorreu uma avalanche de cobertura, e o evento foi amplamente noticiado nos sete diários esportivos do dia seguinte e em outras publicações. Consequentemente, parece que houve uma legião de fãs que ficou sabendo da transposição de Hades: A Saga das 12 Casas ao ler esses artigos.
Amparada pelo senhor Hirotaka Suzuoki e pelos demais dubladores, a bela Eriko Satō, famosa modelo de revistas masculinas à época, ingressou na dublagem de Saint Seiya como star talent, realizando um ótimo trabalhoAo que tudo indica, as gravure idols têm uma influência surreal. Como se não fosse o bastante, entre os convidados do evento, outro personagem fez um grande estardalhaço: o pro wrestler Yoshihiro Takayama. Originalmente um fã de Ring ni Kakero, o senhor Takayama já tinha estreitado laços de amizade com o mestre Kurumada havia tempos. Portanto, ele fora convidado ao evento na qualidade de amigo do autor e não tinha qualquer intenção de subir ao palco nem nada do tipo. Entretanto, num átimo, a conversa esquentou e, quando nos demos conta, no palco, ele acabou sendo instado pelo mestre Kurumada a atuar em Hades: A Saga das 12 Casas.
Posteriormente, o papel do senhor Takayama foi definido: o cavaleiro de prata Sirius de Cão Maior, que aparece no episódio 3. Sua técnica secreta não tinha nome, mas, na hora da dublagem, foi batizada pelo mestre Kurumada de Great Mountain Smasher.
Oriundo do pro wrestling (luta coreografada), o senhor Takayama protagonizou uma das batalhas mais brutais da história do MMA, travando uma verdadeira guerra contra Don Frye, um dos campeões dos primórdios do UFC, no evento japonês Pride. O embate aconteceu em 23 de junho de 2002 e transformou Yoshihiro Takayama numa celebridade instantânea no Japão. Apreciador de todas as formas de luta e um notório espectador do evento, o mestre Kurumada se tornou um amigo próximo do lutador, convidando-o para dublar Sirius de Cão Maior. Lamentavelmente, o senhor Takayama acabou ficando tetraplégico após sofrer uma lesão medular durante um evento de pro wrestling em 2017Então, no dia 9 de novembro do mesmo ano, a difusão do episódio 1 de Hades: A Saga das 12 Casas pela SKY PerfecTV! finalmente tem início. No período de 1 mês a partir da estreia, o número de residências que assistiram ao primeiro episódio chegou a inacreditáveis 12 mil.
Por se tratar de um resultado soberbo para a primeira produção de anime veiculada pela SKY PerfecTV!, os envolvidos puderam esquecer as agruras da confecção do resto da série e respirar aliviados por um tempinho. Além disso, antes do início da versão original do episódio 1, uma compilação de cerca de 30 minutos do seriado televisivo também foi exibida (incluída como bônus no DVD 1).
Alinhando os eventos retratados na série de TV em ordem cronológica, o compacto consiste num especial em que os personagens originais do anime, a começar com figuras como os cavaleiros de aço e os guerreiros-deuses, aparecem em massa.
Exibido antes do OVA 1 no canal satelital, o resumo foi concebido por Atsushi Katsumata a fim de avivar as memórias dos fãs dos anos 80 e deixar os novos espectadores a par das batalhas que antecederam a conflagração com o Imperador do Submundo
A priori, a presente obra não seria uma continuação do seriado televisivo; ela foi idealizada com o conceito de uma nova série, animada com foco na primeira parte da Saga de Hades dos quadrinhos. Mas, no fim das contas, por não ter havido uma descrição que objetava o cenário da série de TV durante a dramatização, pode-se dizer que, por meio da inserção desse resumo, os fãs que conheceram “Seiya” através do anime da TV também conseguiram adentrar o universo da nova produção sem desconforto.
Em seguida, a marcha inabalável de “Seiya” continuou. No dia 21 de dezembro do mesmo ano, antecedendo o DVD de Hades: A Saga das 12 Casas, chegou às lojas o primeiro volume (Pegasus Box) do produto Saint Seiya DVD-Box, o lançamento — dividido em 5 caixas — dos 114 capítulos da série de TV em DVD, e, apesar de se tratar de um item de valor elevado, o artigo fez um sucesso esmagador, com a primeira tiragem vendendo 25 mil caixas! Sem tempo para perplexidade, o primeiro DVD de Hades: A Saga das 12 Casas, que começou a ser vendido no dia 25 de janeiro de 2003, teve mais de 30 mil unidades despachadas apenas na tiragem inicial, consolidando-se como um sucesso sem precedentes entre as obras de anime recentes.

Por fim, passemos à introdução de algumas histórias secretas de Hades: A Saga das 12 Casas que não foram publicadas nos livretos de explanação dos DVDs. Para começar, o filme de Pegasus Fantasy foi adotado como abertura desta produção, mas, inicialmente, também foi aventado o plano de utilizar a abertura Seitōshi Shinwa (Soldier Dream), trocando as imagens de Posseidon e das marinas por imagens de Hades e dos espectros. Entretanto, infelizmente, esse plano foi descartado. Depois disso, houve muitas reviravoltas até a definição do desenvolvimento da luta do clímax.

No mangá, sem lutar com Radamante, Seiya pula no buraco que leva ao submundo no encalço de Valentine, e os outros quatro também seguem junto com Dōko. Contudo, partindo do pensamento de que não haver uma grande luta no final é realmente pouco catártico, foi decidido que providenciariam um grande inimigo para se interpor no caminho da turma de Seiya. Para esse candidato, também surgiu a ideia de um personagem que fosse o guarda-costas de Radamante, uma figura original do anime; porém, no frigir dos ovos, como é de conhecimento geral, a escolha recaiu no próprio Radamante, o símbolo do lado inimigo desta produção. A série acabou com um desfecho no qual, embora seja impotente contra o juiz, Seiya revida um ataque, e os dois caem no precipício que conduz ao submundo sem que se conheça o resultado do embate. As batalhas que ocorrem no castelo de Hades foram todas retrospectivamente concebidas a partir deste ponto.
Nos quadrinhos, é dito que o trio de cavaleiros dourados não foi rival para Radamante devido à existência de uma barreira em volta de toda a extensão do castelo de Hades, mas, no anime, isso não foi esclarecido. Trata-se de uma providência para enfatizar o gigantesco poder do antagonista a fim de aumentar o impacto do momento em que o golpe de Seiya o atinge.

Desta maneira, tentamos recapitular de forma sucinta a trajetória de 13 anos até a volta de “Seiya”, mas não significa que as batalhas de Pégaso e de seus amigos tenham terminado aqui. Queremos acreditar que o dia em que vamos poder reencontrá-los não está tão distante assim…
O UNIVERSO DAS MÚSICAS DE SAINT SEIYA
Quando o mestre Masami Kurumada fala do anime de Saint Seiya, um quesito que sempre vem à tona é a sublimidade dos desenhos e da música. Nos bloqueios criativos do mestre, as várias melodias da trilha sonora de “Seiya” às vezes o inspiravam… E foi o compositor Seiji Yokoyama quem as criou.
Dado o ecletismo de sua atuação, não é possível apresentar tudo neste texto, mas, participando de animações como Uchū Kaizoku Captain Harlock e Magical Tarurūto-Kun e de produções de tokusatsu como Metalder, o Homem-Máquina, Esquadrão Winspector e Chōriki Sentai Ohranger, ele é um conhecido de longa data das produções da Tōei.
Opulento, o som sinfônico de Yokoyama ora envolve o grupo de Seiya calidamente, ora o traga violentamente ao desespero. Suas músicas esbanjam tanta sensibilidade e estão tão profundamente marcadas na alma que chegam a evocar cenas concretas com apenas uma nota quando o ouvinte é um fã de Seiya e, hoje em dia, são entidades indissociáveis do universo da obra.
Essa miríade de melodias célebres foi organizada em novas formações e transformada em sucessivos lançamentos de CDs. O lançamento do File 7 & 8 da Eternal Edition, coletânea que tenciona compilar toda a trilha sonora, está previsto para o dia 27 de agosto, ao passo que o File 9 & 10 deve chegar às lojas em outubro.
Nesta oportunidade, também não será legal ficar imerso nas memórias de “Seiya” junto com as músicas?
SAINT SEIYA — COMPLETE SONG COLLECTION
LANÇADO EM 21 DE NOVEMBRO DE 2002/PREÇO: R$ 148,00/3 DISCOS/TOTAL DE 48 MÚSICAS
Sem mencionar os temas sonoros e músicas de fundo da série de TV e da série de filmes, compila até mesmo o lado B das canções lançadas em single e as melodias compostas para o álbum-imagem A Saga de Hades, figurando como uma coletânea realmente perfeita de vocais.
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LANÇADO EM 29 DE MARÇO DE 2003/PREÇO: R$ 125,00/2 DISCOS/TOTAL DE 34 MÚSICAS
Tem a composição centrada nas melodias inseridas nos volumes I e III da Coletânea da Trilha Sonora, lançada na época da difusão sob o título “Coleção de Músicas”.
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ETERNAL EDITION SAINT SEIYA FILE N.º 3 & 4
LANÇADO EM 1º DE MAIO DE 2003/PREÇO: R$ 125,00/2 DISCOS/TOTAL DE 34 MÚSICAS
Possui uma configuração centrada nas melodias da “Coleção de Músicas II”, mas, enquanto o disco do passado continha apenas 4 músicas do primeiro filme, o File N.º 3 traz uma profusão dessas melodias.
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ETERNAL EDITION SAINT SEIYA FILE N.º 5 & 6
LANÇADO EM 25 DE JUNHO DE 2003/PREÇO: R$ 125,00/2 DISCOS/TOTAL DE 49 MÚSICAS
O File 5 traz as músicas do segundo filme, A Grande Batalha dos Deuses, e do terceiro filme, A Lenda dos Jovens Carmesins, e o File 6 compila as músicas da “Saga do Anel Dourado”, da série de TV.
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ESTA É A “SAGA DE HADES”! É O LEGENDÁRIO ÁLBUM-IMAGEM!
Este CD foi lançado em dezembro de 1990, na mesma época do término da serialização de “Seiya” na Shōnen Jump e 1 ano e 8 meses após o fim da série de TV. Ao mesmo tempo que havia saboreado a grande alegria de poder testemunhar a última batalha de Seiya e seus amigos, a legião de fãs devia estar desolada em face da realidade de não poder mais se encontrar com a turma de Seiya.
O artigo designado para preencher o buraco no coração desses fãs foi este álbum-imagem. Produzido com o conceito de permitir a completude da Saga de Hades, que não foi transposta para o anime, pelo menos no universo musical, a composição, é claro, ficou a cargo do senhor Seiji Yokoyama.
Regravada na época da produção de Hades: A Saga das 12 Casas, a nona melodia, Pandora no Hako, foi também utilizada na obra. Além disso, no preâmbulo dos interlúdios, contém falas famosas da Saga de Hades nas vozes do elenco original dos 5 cavaleiros de bronze e do Cavaleiro Dourado de Gêmeos.
Com o prólogo da décima quarta música trazendo a “última mensagem” do próprio mestre Kurumada à turma de Seiya, a estrutura do disco faz o coração dos fãs bater mais forte.
Além disso, a sexta canção tem Hironobu Kageyama no vocal, enquanto a décima quarta tem Mitsuko Horie. O conteúdo do álbum está previsto para ser recompilado no File 9 & 10.

O TEMA SONORO DO ANIME, “CHIKYŪGI”, TAMBÉM ESTÁ À VENDA!
LANÇADO EM 18 DE JANEIRO DE 2003/PREÇO: R$ 44,40/SINGLE CD/TOTAL DE 5 MÚSICAS
Reúne as músicas de abertura e encerramento de Hades: A Saga das 12 Casas, interpretadas por Yumi Matsuzawa. Um ponto agradável é o fato de trazer o encerramento com a mesma extensão do vídeo do anime bem como o caraoquê das 2 músicas.
A MESA-REDONDA DO ESTAFE DE HADES: A SAGA DAS 12 CASAS
Neste trabalho, há os rostos de veteranos que participaram da série de TV, como o diretor Yamauchi (centro da fileira da frente) e o senhor Masahiro Hosoda (à direita da fila da frente), e de pessoas que admiravam o universo de “Seiya” criado por esses veteranos e vieram a ingressar na produção, como o senhor Tatsuya Nagamine (à direita da fila traseira).

O estafe que se encarregou da direção de cada episódio junto com o diretor Yamauchi e que conhece todos os detalhes do processo de confecção de Hades: A Saga das 12 Casas se reúne!! Entramos em contato direto para saber como eles criaram uma nova lenda de Seiya!!
O RENASCIMENTO DE “SAINT SEIYA”! OS JOVENS RUMAM NOVAMENTE PARA AS 12 CASAS!!
— Nesta produção de agora, Hades: A Saga das 12 Casas, o ponto mais dissonante em relação ao mangá foi a forma de retratar Seiya e os demais cavaleiros de bronze, não é?
Yamauchi: Quando falamos de Saint Seiya, tal qual o refrão do tema sonoro “Saint Seiya: os jovens são todos (…)”, existe uma imagem radiante e vigorosa, certo? Mas, ao ler os quadrinhos desta parte que convertemos em anime agora, não encontramos esses elementos em nenhum lugar. Está mais para uma história para adultos, sombria e triste. É por isso que, ao colocar os cavaleiros dourados também na abertura, nós estampamos na fachada que se trata de uma história dos cavaleiros de ouro. Mesmo assim, como não tinha jeito de deixar o Seiya de fora, quebramos a cabeça.
Sasaki: Afinal, se fizéssemos de acordo com o mangá, o Seiya pegaria no sono no episódio 1 e despertaria só no episódio 12. (Risos.)

Yamauchi: Numa produção em que Saint Seiya volta após 13 anos, não tem como não mostrar o Seiya, o protagonista.
Nagamine: Ainda que ele não dê as caras do episódio 2 ao episódio 4, não é? (Risos.)
Sasaki: Por falar nisso, é verdade! (Risos.)
Yamauchi: Foi porque respeitamos o mangá o máximo que pudemos. Ainda que alteremos a composição em certo nível para mostrar o Seiya, não podemos transformar numa história completamente diferente do mangá, não é verdade? A propósito, também surgiram complicações com o fato de termos deixado o Seiya nas 12 Casas. Tivemos de nos certificar que ele avançasse na frente, ultrapassando o Sion e os demais. Ainda bem que quem teve de descascar o abacaxi foi o Hosoda, que estava a cargo do storyboard desse capítulo. (Risos.)
AS HISTÓRIAS SECRETAS DOS BASTIDORES DA SÉRIE DE TV SERÃO REVELADAS APÓS 13 ANOS!!
— A série de TV foi produzida praticamente ao mesmo tempo que o mangá, mas, com o fato de a produção de agora ser feita após a conclusão da obra original, há diferenças ou peculiaridades?
Yamauchi: Eu ingressei na série de TV de “Seiya” no meio do caminho. Por isso, eu me dedicava de corpo e alma para achar a fórmula de como preparar os episódios ao meu próprio estilo; não havia nenhuma margem para o domínio da cronologia da produção e o nascimento do sentimento de que eu faria o trabalho brilhar. (Risos.)

Nagamine: Na época da difusão da série de TV, eu era um estudante do ensino médio e, quando quebrei o braço esquerdo, brincava imaginando que o gesso era uma armadura e ficava soltando “Meteoros de Pégaso!” e tal… (Risos.) Nesta produção de agora, na hora de criar cenas originais do anime, que não existem no mangá, eu tento me lançar ao trabalho após assimilar o espírito do mestre Kurumada por meio da leitura dos quadrinhos. O fato é que, se não fizer isso, não vira “Seiya”. Por isso, quando arrumava um tempo livre, eu relia o mangá do começo ao fim. Também revejo vários episódios da série de TV. O anime possui as deliciosas partes únicas do anime, não é? Os dois filmes dirigidos pelo senhor Yamauchi, em especial, se tornaram uma referência.

Nagamine: E, também, o Aiolia do episódio que o senhor Araki fez era maneiro. As cenas em que ele dispara o Plasma Relâmpago são absurdamente maneiras.

Hosoda: É que a animação foi boa naquele. Ele também ficou marcado na minha mente. Nesta série de agora também, no episódio 10, fiz uma tomada do Plasma Relâmpago depois de 13 anos e, naturalmente, tenho que criar algo que supere aquela cena. Eu ponderei e refleti muito sobre como isto poderia ser possível e também discuti com o departamento digital com frequência. Incluindo essa, havia uma pressão para tornarmos a fazer as técnicas já aprimoradas na série de TV.
Apesar de todo o talento do senhor Hosoda, é impossível superar os efeitos estroboscópicos do episódio 51 da série de TV. Dirigido pelo senhor Masayuki Akehi, o episódio de 1987 teve a animação assinada pelo mestre Shingo ArakiYamauchi: Desde antigamente, o Hosoda não apenas é sério mas obstinado. Quando estávamos fazendo a série de TV, eu lhe pedi uma cena em que o Hyoga disparava o Pó de Diamante convicto de que ele poderia fazê-lo rapidamente, mas, mesmo que vários dias se passassem, ela não era entregue. Quando eu pedia, ele só respondia: “Estou trabalhando nela agora”, sem falar do progresso e tal. No fim das contas, acabou que, vendo-a pela primeira vez após a compleição do filme, a cena estava incrível! Supunha-se que somente o Pó de Diamante seria reproduzido por meio do efeito de luz transmitida e, quando penso que os cristais de gelo só voariam da forma habitual, eles tomam a forma de um cisne de uma hora para outra e estouram. Quando eu perguntava sobre o progresso, ele estava fazendo esse troço complicadíssimo e não disse uma só palavra, mas parece que ele estava construindo, calado e sozinho, uma máscara de luz transmitida.
Nagamine: Se fosse eu, eu acabaria me gabando para o pessoal ao redor: “É que estou fazendo um negócio fantástico agora! Então, vai demorar e é supercomplicado!” (Risos.)
Sasaki: Eu sou fã de longa data de “Seiya”, mas, como a difusão na televisão começou no primeiro ano após meu ingresso na empresa, não me deixaram entrar no estafe de criação. Para piorar, na época, eu só estava fazendo produções sobre a vida cotidiana, diametralmente opostas a “Seiya”. Ao espiar as complexas planilhas de tempo da obra, eu ficava babando de inveja enquanto pensava “Mas Que legal… Tem esse monte de cenas extravagantes. Eu também quero fazer!” (Risos.)

Ainda hoje, como adoro o seriado, também quando estou trabalhando em outras produções, eu costumo tirar do fundo do baú sugestões do seguinte tipo: “O que acham de fazermos esta cena à moda de ‘Seiya’?”; porém, entre os jovens animadores, também existem pessoas de uma geração que nunca viu “Seiya” na vida. Com o estafe de Hades: A Saga das 12 Casas, também é o mesmo. Foi duro ter tido que ensinar a eles as convenções próprias de “Seiya”. (Risos.) Como não integrei a equipe do seriado da televisão, apesar de ter ciência de coisas como a pose em que os cavaleiros correm ou o modo como eles são jogados contra uma parede quando mandados pelo ar por uma técnica assassina, eu não era capaz de explicar em termos técnicos de que forma eles devem desenhar para obter tais efeitos. Por isso, pesquisei ao pausar frame por frame dos vídeos da série de TV.
Nagamine: No meu caso, quando não conseguia de jeito nenhum fazer com que os animadores compreendessem, eu me “sacrificava”, reproduzindo eu mesmo os movimentos: “É assim!”
Todos: (Explosão de gargalhadas.)
Nagamine: É mesmo! Nos episódios do Sasaki e do Itō, quando eles me mostraram os leiautes do senhor Araki (Shingo), eu fiquei emocionado. Ambos adentravam a seara da arte. Sem perceber, os enfileirei e acabei de olhos grudados neles.

Yamauchi: Elementos como os ângulos e a deformação do senhor Araki são únicos. As outras pessoas não são capazes de imitar. Eu, ao contrário do senhor Araki, tento expressar da forma mais realística possível. O fato de, apesar disso, eu ser compatível com o senhor Araki é um mistério.
Sasaki: Ao observar o jeito dos dois nos briefings da animação, fico com uma impressão de que o senhor Araki escuta as palavras que o senhor Yamauchi transmite enquanto as decodifica para um idioma próprio. Olhando apenas para o esboço do storyboard do senhor Yamauchi, não consigo intuir que tipo de cena será, mas, ao ver o leiaute finalizado pelo senhor Araki, ele atinge um nível de acabamento mediante o qual consigo sacar: “Ah, entendi!” Nessas horas, mais uma vez, salta aos olhos como a parceria desses dois é incrível, sabe?

A IMAGEM QUE SE TORNOU UMA VISÃO E A IMAGEM QUE DEVERIA SE TORNAR UMA VISÃO
— Quanto à grande abertura de agora, vocês mudaram muito a imagem em relação à abertura da série de TV. Por favor, falem-me do processo de confecção.
Nagamine: A sequência em que os cinco cavaleiros de bronze aparecerem nus, no comecinho, foi bastante problemática. Como estava perdido, em dúvida se colocava as armaduras neles ou os deixava com as mesmas camisetas de sempre, entre outras coisas, consultei o senhor Tsujita, da configuração de cores.
Tsujita: É que acabaria ficando pesado, se colocassem as armaduras neles. E não gostaríamos que ficasse com uma imagem belicosa.
Nagamine: Com o senhor Yamauchi dizendo que retrataríamos um breve momento de descanso após a batalha contra Posseidon, eu me perguntava como seria se eles usassem armaduras desde o início. Então, acabou ficando daquele jeito no fim das contas. Quanto às outras sequências, reunimos as ideias de todo mundo e pretendíamos terminar com uma sequência na qual o Seiya chegava ao Santuário. Entretanto, o que eu escutava enquanto botava a mão na massa era uma canção demo, e o epílogo da letra da canção finalizada passou para “Gira, gira, gira”. Naquela hora, eu fiquei surpreso, sabe? Como não tinha outro jeito, girei os desenhos também… (Risos.) e decidi encerrar com as flores das árvores-do-sal, o símbolo de Hades: A Saga das 12 Casas.
Dirigida pelo senhor Tatsuya Nagamine, a abertura principal dos OVAs é uma obra de arte
Yamauchi: Os comentários das prévias que o Nagamine fez também acertaram em cheio. Como a qualidade da narração para a propaganda antes de os episódios irem ao ar ficava excelente, se eu deixasse com ele, pedi que ele fizesse praticamente todas as prévias. (Risos.)
Nagamine: Na época em que os fiz, absorvi o poder kurumadiano ao ler o mangá de trás para frente e, elevando a tensão ao assistir a várias prévias de episódios da série de TV, eu escrevi tudo numa sentada. É por isso que foi como se eu tivesse passado a incorporar o espírito de “Seiya”.

Yamauchi: O que mais gastou dinheiro também foi o Nagamine. Toca uma Harpa, coloca um personagem que não fala mais que uma palavra e faz o pro wrestler Takayama interpretá-lo… (Risos.)

Nagamine: Na hora da dublagem do senhor Takayama, eu fui ao delírio. Cheguei até a fazer uma demonstração do Grande Esmagador de Montanhas diante do próprio senhor Takayama e sair correndo de um lado para o outro na sala de gravação. Tamanha era a empolgação que o pessoal ficou preocupado, perguntando se estava tudo bem comigo. (Risos.)
Yamauchi: É a mesma coisa com a abertura e com as prévias, mas o Nagamine é bom na confecção de segmentos com estilo de clipe musical. Foi exatamente assim no episódio 11, na sequência de cenas com o tema sonoro ao fundo que se inicia após Atena apunhalar a garganta com uma adaga de ouro.
Dirigida pelo senhor Tatsuya Nagamine, a tomada da morte de Saori mais parece um clipe musical— Os espectros são entidades que lembram os cavaleiros. Como eles foram diferenciados?
Yamauchi: Não foi de uma forma especialmente consciente. Mas eu gosto dos espectros. Eles parecem levar uma vida dentro do armário; em alguns aspectos, inspiram pena. Com exceção de alguns poucos, foram tratados como produtos de segunda linha. Talvez só tenhamos conseguido ter empatia pelo Radamante.

—Tinha uma cena do Radamante entornando um copo. O conteúdo do copo era álcool?
Nagamine: Sim. A relação do Radamante com a Pandora não é complicada? Falando francamente, tudo que o Radamante está dizendo está correto, e é nas coisas que a Pandora fala que há um monte de inconsistências, não é verdade? Entretanto, por ser extremamente circunspecto, ele jamais deixa transparecer sua insatisfação em relação à Pandora, sua ama. Embora ele mesmo não esteja ciente, provavelmente também se sente atraído pela Pandora. Portanto, ao tomar o uísque enquanto ouve a harpa dela, ele está tentando apaziguar esses sentimentos complexos… Eu incluí aquela cena com esse tipo de ideia em mente.

— No episódio 11, Atena apareceu com um Seiya indumentado com a armadura divina; no entanto, naquela sequência do storyboard, havia um “X” e estava escrito “Trocar pelo Seiya e pela Saori do episódio com o Jamian (o episódio 30 da série de TV, Queime! Cosmo do Amor)”. Mas, no fim das contas, a cena foi restituída. Por quê?
Nagamine: Com o storyboard desse episódio, que foi dirigido pelo senhor Yamauchi, tendo um acabamento inacreditavelmente deslumbrante e repleto de sensibilidade, não consegui extrair a sequência direito. Eliminá-la no meio do caminho seria um desperdício, e também pensei se não seria um desrespeito ao senhor Yamauchi. Por isso, sob a premissa de que se tratava de um sonho do Seiya, seguindo o plano original, eu o deixei com a armadura divina.
Em face da impossibilidade de replicar a atmosfera mágica do episódio 30, o diretor Tatsuya Nagamine seguiu os planos originais, realizando uma tomada com um sonho premonitório de PégasoYamauchi: Eu lembrei disto por causa desta conversa, mas tenho recordações do episódio em que o Jamian apareceu. Aquele capítulo é uma história em que a Saori é sequestrada pelos corvos manipulados pelo Jamian, e o Seiya os persegue, mas, como ficaria monótono se o Pégaso simplesmente acabasse com eles, foi exigente em termos de direção. E, também, o diretor de animação era o senhor Araki, mas ficou marcado em mim que ele perguntou se não deveríamos remover o colar que a Saori havia usado até o episódio anterior. Como a Saori dos episódios anteriores passava a impressão de ser uma princesinha inacessível, exibindo graficamente a parte que faltava, tentamos mostrar a faceta frágil de menina. Ainda que “Seiya” talvez fosse uma produção voltada para crianças, nós sempre fazíamos a série sob o ponto de vista dos adultos.

— Falando das asas do Papillon, a gradação foi estupendamente representada por meios digitais. Para criar aquelas tonalidades, elas foram desenhadas digitalmente?
Tsujita: É que, mais do que as cores, reproduzir o movimento daquelas asas por meio de células é impossível, não é verdade?
Brilhantemente delineado no storyboard do senhor Naozumi (Naoyuki) Itō, Papillon revela sua verdadeira identidade após o término de sua metamorfose evolutiva. O matizamento e a movimentação das asas foram processados de forma digitalItō: Na época da difusão do seriado da TV, acabaríamos sendo escorraçados pelo pessoal do acabamento, se pedíssemos para fazer aquilo por intermédio de células. (Risos.) Quanto ao Papillon, ainda bem que ele ficou com um acabamento soberbo, incluindo as asas, mas, ao ver aquelas cores pela primeira vez, fiquei um pouco perdido. A primeira vez que ele apareceu foi no episódio 7, que eu fiz; porém, além de ele mesmo envergar uma sobrepeliz laranja, o Gigant, que aparece junto com ele, tem uma sobrepeliz vermelho-escura! Até o episódio 7, quando se falava de “espectros”, nós nos referíamos ao grupo de Saga e, como o matiz das sobrepelizes do trio estava na minha cabeça, para ser franco, eu sofri para entender por que a cor das sobrepelizes do Papillon e dos outros é diferente.

Tsujita: Aquelas cores foram sugeridas ao Itō por mim. Desde o início, eu estava pensando se esses tipos de cores não seriam viáveis na variação de sobrepelizes. Mas, como o título do episódio 7, de todas as opções, era “O Rebanho de Vestes Negras”, o Itō retorquiu: “Mas não são negras!” Nessa hora, eu o persuadi com desculpas como “Bem, é que aquele título se refere à escuridão no coração deles” e tal.
Todos: (Explosão de gargalhadas.)

Sasaki: Até porque, no mangá, na primeira vez que se depara com as sobrepelizes, o Mu diz: “Elas emitem uma luminescência escura, como se fossem pedras preciosas do submundo”, mas, no episódio 1, ao mudarem para “(…) uma escuridão insondável como a das trevas, um brilho gélido como o da Lua”, expressaram habilmente a tonalidade das sobrepelizes sem recorrer à palavra “negras”.
Ainda que não tenhamos seguido à risca essa descrição na hora do bando do Papillon, no geral, as sobrepelizes ganharam cores que realçaram Seiya e os demais quando eles apareciam, não é?

Yamauchi: A própria paleta de cores do Seiya foi designada de modo a fazê-lo parecer normal quando escurecemos o entorno. Entretanto, quando a turma do Seiya aparece, ela fica mesmo maneira.
Sasaki: É verdade. Do que fiz, a cena em que o grupo de Seiya irrompe no fim do episódio 12 foi legal. Até aquela hora, houve momentos em que chegamos a pensar que os cavaleiros dourados eram refinados e galantes, ao passo que a turma de Seiya era um estorvo, mas, então, percebemos que eles é que são realmente os principais. (Risos.)

HAVIA CAVALEIROS DE OURO QUE SEMPRE PERDIAM DO MESMO JEITO?!
— E quem seria o personagem predileto de cada um de vocês?
Yamauchi: Antigamente, eu gostava do Afrodite, mas, nesta série de agora, são o Dōko e o Sion. Os que foram fascinantes de dirigir foram o Saga e o Shura. Sobretudo o Shura… Foi satisfatória a figura do combatente que dá tudo de si com um semblante absolutamente impassível. É por isso que o número de sequências foi aumentando naturalmente.
O impassível Shura vai às lagrimas com a morte de ShakaMoriyama: Desta vez, o Shura caiu sempre de cara no chão nas horas que levou uma surra, não é?
Todos: Hein?!
Moriyama: Embora os outros personagens caiam de corpo ou sejam arremessados contra paredes e tal, por alguma razão, apenas o Shura… (Risos.)
Nagamine: Mas eu quero tentar as quedas de cara no chão, sabe? Afinal, para começo de conversa, não posso fazer isso nas outras produções.
Sasaki: Por falar nisso, embora tenha havido um monte de quedas de ponta-cabeça, não houve muito “trator humano”, não é?
Yamauchi: “Trator humano”?…
Sasaki: Aquelas em que o sujeito vai rasgando o chão com os pés quando é jogado longe, sabe?
Yamauchi: Ah, de fato, eu não fiz nem mesmo uma vez.
Nagamine: Desta vez, não houve muitas cenas em que pudéssemos usar.
Sasaki: Talvez tenham sido só as cenas em que o Canon recebe a Agulha Escarlate, não?
Resignado a receber as 15 ofensivas da Agulha Escarlate, Canon é supliciado por Milo de EscorpiãoYamauchi: Aquele é um tipo de expressão que não se consegue obter a menos que eles sejam detonados por uma técnica tremendamente incrível.
Nagamine: Falando de personagens prediletos, o meu é o Radamante, mas eu joguei a toalha diante do fato de ele não dar as caras a menos que eu empilhe mais de 10 sequências nas aparições. É que, por ser um personagem com profundidade, não pude fazer com que ele aparecesse de supetão e começasse a tagarelar.

Nagamine: Como foi tratado muito mal no mangá, eu aumentei as cenas em que o Aldebarã aparecia levado pela famigerada simpatia pelo azarão. Mas aquela cena em que ele recebe a flor da menina tem bastante fundamento; está baseada no mito do touro.
Yamauchi: Hem? Aquela cena do encontro de casais tem esse tipo de significado?!…

Todos: (Explosão de gargalhadas.)
Sasaki: Naquela cena, como havia 3 cavaleiros de ouro e três garotas, entre nós do estafe, era dito: “Os cavaleiros dourados participaram de um encontro de casais, e o Aldebarã arrumou uma namorada”!
Itō: Já que, nos episódios que fiz, havia muitas cenas do Mu em ação, o personagem mais marcante também é ele.
Yamauchi: Os dois episódios que o Itō fez são os mais próximos da atmosfera do “Seiya” de antigamente.

Itō: Na verdade, por não conhecer muito a série de antigamente, eu sofri bastante! (Risos.) Em seguida, o Mestre-Ancião também foi legal. Quanto ao Mestre-Ancião antes do rejuvenescimento, graças ao fato de a pessoa a cargo da animação o ter desenhado com estilo, ele ficou galante.
Yamauchi: O Hayama, um animador especializado em desenhar músculos, ter desenhado um Mestre-Ancião com todo aquele sex appeal foi surpreendente.

Hosoda: O Hayama estava falando que o Mestre-Ancião foi o mais fácil de desenhar. Em relação ao velho mestre, até os retoques do senhor Araki se tornaram desnecessários.
Apesar da decrepitude e do corpo encarquilhado, a figura do Mestre-Ancião emana dignidadeTodos: (Sorriso.)
Moriyama: Creio que só mesmo o senhor Hayama para operar os pelos nas orelhas do Mestre-Ancião… (Risos.)
Hosoda: Como aquilo é feito com tracejado em cores, é complicadíssimo. (Risos.)
Yamauchi: As falas também foram maneiras. “É uma ilusão” e tal…
Dōko declara que as vidas de Sion e dos cavaleiros ressuscitados são uma ilusãoSasaki: Pessoalmente, o meu favorito é o Aiolia, mas o que me marcou talvez tenha sido o Ikki, que só consegui mostrar de relance no episódio que fiz. Eu pensava que conseguiria uma grande cena com ele no final, mas… em certo sentido, foi um desafortunado.

Yamauchi: Peço desculpas. (Risos.) Como realmente não havia tempo sobrando no último episódio, acabei cortando as cenas em que o Ikki aparecia. Apesar de termos concebido o design do Ikki envergando a nova armadura e de ela já estar arrematada com a especificação de cores feita pelo Tsujita, não consegui mostrá-lo. Bem, se eu conseguisse fazer a continuação, então, desta vez, o Ikki seria protagonista.
Sasaki: É verdade.
Hosoda: Embora eu não pense em coisas como “gosto de determinado personagem” ou “desgosto de outro” quando estou no meio do trabalho, desta vez, entre as partes das quais me encarreguei, o Shaka do décimo capítulo me marcou. De qualquer forma, também foi porque ele é o personagem-chave, não é mesmo?
Fruto da cooperação do senhor Masahiro Hosoda com o animador Jun’ichi Hayama, a desintegração da alma de Shaka trouxe uma inédita representação artística ao títuloSakurada: No meu caso, são o Sion e o Dōko. O senhor Tobita, intérprete do Sion, a princípio, participou de uma audição para o papel do Mu. Nessa hora, ele entoou “Muralha de Cristal” para nós, mas, quando o senhor Yamauchi pediu: “Declame de uma forma um pouco mais graciosa, por favor”, ele ficou a cara do Sion.
Célebre por interpretar o engraçado professor Ebisu, o “tarado enrustido” de Naruto, o senhor Nobuo Tobita realizou um trabalho formidável na composição do papel do gracioso Papa Sion[A tomada com] o Sion e o Dōko no último episódio, em especial, ficou boa. Embora seja apenas uma conversa entre os dois, fui às lágrimas.
Yamauchi: Ainda por cima, foram falas de justificativa. Por detestar falas de explicação, eu geralmente corto tudo, mas, como era um conteúdo que não tinha como extirpar, eu deixei. Contudo, ao ver no filme, elas não soam de forma alguma como falas de explicação e acabam tocando fundo no peito.
Sublime, a cena da despedida de Dōko e Sion é uma obra-prima que só poderia provir da sensibilidade do diretor Shigeyasu Yamauchi
AQUI ESTÁ O PONTO DE DETONAÇÃO DO COSMO DO ESTAFE!
— Para terminar, por favor, falem-me das impressões ao ter participado de “Seiya”. E, se houver nos episódios dos quais vocês se encarregaram uma cena do tipo “quero que prestem atenção nisto aqui”, permitam que eu saiba, por favor.
Itō: O início foi duro, sabe? Eu não conseguia me aproximar do gosto do senhor Yamauchi de jeito nenhum e era constantemente corrigido. Geralmente, eu não desenho mais que 100 páginas de storyboard por episódio, mas delineei cerca de 150 no episódio 2. Então, no episódio 7, como o senhor Araki me fez o leiaute, eu lhe sou grato, pois consegui estudar bastante. E, também, como havia um monte de gente ao redor falando “Queime o seu cosmo!” e coisas do tipo enquanto trabalhava, eu fiquei nervoso. (Risos.)
Hosoda: Quero que prestem atenção é no episódio 6. Como eu sabia que a colisão entre os 100 Dragões e a Revolução Estelar seria o clímax daquele episódio, ao delinear a última sequência em primeiro lugar, fui pensando retroativamente em que tipo de batalha eu deveria fazer até chegar ao highlight. Já que ficou com um acabamento espalhafatoso em virtude da simbiose das células com a parte digital, eu também gostei da animação.
Um dos mais talentosos protegidos do diretor Shigeyasu Yamauchi, o senhor Hosoda dirigiu 9 episódios da série de TV, produzindo capítulos primorosos como o 57, no qual trabalhou em parceria com o diretor Yamauchi, e como o 96, centrado no inesquecível embate de Shiryu e Siegfried. Exuberante, o choque dos ataques ultramortíferos de Dōko e Sion mexe com os sentidos dos espectadoresPara mim, “Seiya” é a produção em que eu fiz meu primeiro storyboard após me tornar diretor. Foi por isso que, ao ficar sabendo que este novo trabalho seria produzido, implorei ao diretor e ao produtor, forçando-os a permitir que eu participasse. (Risos.) Oferecendo-me a oportunidade de reexaminar meu ponto de partida uma vez mais, “Seiya” é um trabalho pelo qual nutro muita gratidão.

Nagamine: Fazendo “Seiya”, senti que eu subi um nível, sabe? Como estive constantemente fazendo obras direcionadas a crianças, a exemplo de “Ojamajo Doremi”, quando comecei a me engajar no storyboard do episódio 3, cheguei a ficar perdido. Quando consegui, de algum modo, finalizá-lo, não consegui acreditar que era um storyboard que eu mesmo tinha feito. (Risos.) Mas, a partir desse ponto, consegui entrar no clima e, no episódio 8, fui capaz de retratar as sequências das técnicas secretas amarradão. No episódio 11, como a cena em que os cavaleiros dourados conversam enquanto fazem a pose da Exclamação de Atena continuava, tive problemas. E, no fim das contas, é um ponto de reflexão o fato de ter acabado saindo um storyboard que tem meramente um bom andamento. De qualquer forma, sou grato a “Seiya” por ter extraído várias coisas que estavam adormecidas até agora em meu interior. A minha cena preferida, como devem imaginar, é a sequência em que o Radamante toma uísque. Pois aquilo é, para mim, uma representação adulta.
Em contraposição ao brinde dos cavaleiros de bronze com suco de laranja, no episódio 23, Radamante bebe uísqueTodos: (Explosão de gargalhadas.)
Sasaki: Como “Seiya” era o meu maior desejo, foi legal ter entrado de cabeça, mas me pergunto se não acabei causando alguns problemas ao pessoal por não render o que se esperava do meu entusiasmo. Ainda bem que eles me permitiram aprender bastante. Porém, é muito frustrante a série acabar chegando ao fim, e eu não conseguir participar de mais que 2 episódios justo quando pensei que finalmente tinha pegado o jeito… Agora, sendo uma produção na qual estou envolvido, gostaria de mostrar os frutos de meio ano [de trabalho]. (Risos.) De todo modo, fazer “Seiya” foi divertido. Afinal, atualmente, não há muitas produções em que possamos representar tantas batalhas, e trabalhos com expressões emotivas que incluem ações por trás das cortinas, tal qual o uísque do Nagamine, raramente são encontrados.
Tsujita: Como, tecnicamente, estou envolvido em todos os 13 capítulos, gostaria que assistissem a todos os episódios. Mas, se fosse instado a falar, me pergunto se as impressões do episódio 11 ao 13 não seriam mais fortes. Embora também haja o fato de eu ter supervisionado o acabamento de todas as células no que diz respeito a esses três episódios, como eles foram exibidos em conjunto na TV, senti como se estivéssemos fazendo um trabalho para os cinemas. O trabalho finalizado foi arrematado de uma forma muito fascinante. Contudo, não existe uma produção tão estupenda na hora de botar a mão na massa. Além disso, também recebemos dos fãs uma resposta compatível com a dedicação envidada. Após o fim da série de TV, eu não pensei que chegaria o dia no qual eu conseguiria participar novamente de “Seiya”, mas quero fazer mais e mais.

Sakurada: Ao ouvir isso de vocês, como produtor, penso que estou feliz por ter feito [este trabalho].
Yamauchi: Vamos ouvir também o assistente de produção Moriyama. Na verdade, você foi o que mais se divertiu, não?

Moriyama: Eu me diverti. Afinal, dizendo que queria fazer “Seiya” de qualquer jeito, uma sucessão de animadores talentosos foi se reunindo. Mas, não importava qual fosse o animador, ele já tinha definido o personagem que queria desenhar. “Eu quero fazer o Aldebarã!” e tal, “Tem de ser o Ikki!” e tal… Pedir aos diretores e dividir o trabalho de acordo com os desejos da galera foi complicado. (Risos.) Mas, por todos terem carinho pela série, eles fizeram um trabalho tremendamente bem-feito.
Yamauchi: Por falar no animador que queria fazer o Ikki, era a senhora Tomoko Kobayashi (que participou da série de TV como diretora de animação), mas ela estava com ódio do Sasaki.

Sasaki: Por quê!?
Yamauchi: Como a senhora Tomoko queria desenhar o Ikki, ela assumiu as imagens-chave do episódio dirigido pelo Sasaki, mas falou que só foi colocada nas cenas dos mortos do submundo. “O senhor Sasaki certamente não gosta de mim!” — ela estava dizendo.
Sasaki: Nada disso! É que eu ouvia histórias de que a cena da série de TV a cargo da senhora Tomoko na qual os mortos se amontoam sobre o Máscara-da-Morte tinha ficado com uma qualidade soberba. Eu apenas interpretei erroneamente que isso significava que a senhora Tomoko gostava de zumbis.
Todos: (Explosão de gargalhadas.)
Por coincidência, a senhora Tomoko Kobayashi estava supervisionando imagens-chave do episódio 50 durante a visita de Chikako Morishita ao Tōei Dōga, em 1987
Yamauchi: Desta vez, como mal consegui compilar aquela história em 13 episódios, é uma pena que não pude inserir elementos de diversão. Talvez eu quisesse mais o dobro do tempo para cada um, sobretudo nos episódios 12 e 13.
Sasaki: Afinal, na série de TV, gastavam mais de 1 ano só para invadir as 12 Casas, não é? (Risos.) A priori, no episódio 12, havia uma cena na qual o Radamante ficava furioso por não poder lançar uma incursão militar devido à falta de autorização da Pandora e, apesar de o senhor Yamauchi devotar uma extremada atenção a ela, tivemos de cortá-la sem piedade. Chamo de “elementos de diversão”?… O Nagamine que era hábil em inserir sequências de fanservice. O Milo emprestando o ombro ao Camus na hora que todos eles vão ao encontro de Atena e tal… Até ver aquela cena, não havia muita gente que tinha se esquecido da configuração de que os dois eram melhores amigos?
Nagamine: É que aquilo estava especificado no roteiro da senhora Yokote.
Aludindo à notória amizade entre os dois cavaleiros dourados no mangá e na série de TV, a senhora Michiko Yokote compôs a cena em que Milo ampara Camus e a cena em que o Cavaleiro de Escorpião esgana o combalido CamusYamauchi: Mesmo as sequências que podem ser tidas como fanservice não dão certo se não houver uma forma coerente de inserção. É mesmo! Agora há pouco, eu falei que gostava do Afrodite na época da série, mas, na verdade, era da Shaina! Eu gostava da Shaina que só atrapalhava o Seiya. Mas, como fico tenso quando tem uma cena em que ela dá um ar de sua graça, eu acabo por retratá-la de forma insensível. No roteiro, também havia uma cena em que a Shaina aparecia no último capítulo, mas eu tive de cortá-la por limitação de tempo. Se eu puder fazer a continuação da Saga de Hades, quero colocar a Shaina em ação de qualquer jeito.
Todos: (Explosão de gargalhadas.)

O ACERVO DAS FICHAS DA CRIAÇÃO

Seiya de Pégaso
Para proteger Atena, o Pégaso que voa no firmamento aterrissa novamente no Santuário junto com meteoros
Ao sentir um cosmo sinistro no Santuário, atreve-se a infringir a ordem de Atena para não se aproximar do refúgio, tornando a adentrar o egrégio quartel-general dos cavaleiros. Para auxiliar os cavaleiros dourados na luta contra os espectros que se infiltraram no Santuário, galga a escadaria das 12 Casas mais uma vez.
Deusa Atena
Sem temer nem mesmo a morte no embate com Hades, é a encarnação da nobre deusa
Tem a vida ameaçada pelos cavaleiros ressurrectos. Não podia deixar seu templo; no entanto, por ter atinado com a forma apropriada de travar a verdadeira guerra contra Hades em razão do óbito de Shaka, escolhe a própria morte, partindo rumo ao submundo.
Tokumaru Tatsumi

Shiryu de Dragão
O homem da justiça que inflama um cosmo chamejante para proteger os amigos e Atena
Shiryu chega ao Santuário no encalço do Mestre-Ancião (Dōko), que se afastou dos Cinco Picos Antigos, mas, ao tomar ciência da existência dos antigos cavaleiros de ouro que se transformaram em espectros para atentar contra a vida de Atena, ignora a proibição do velho mestre e torna a se jogar na batalha.
Shunrei
Garota dos Cinco Picos que está sempre aflita com o bem-estar de Shiryu. Tem a vida ameaçada por Algol e os cavaleiros de prata que surgiram nos Cinco Picos Antigos para testar a força de Shiryu.
Hyoga de Cisne
Seja sempre fleumático nas batalhas! O homem que possui o cosmo glacial que queima friamente
Estava de volta à Sibéria oriental, sua terra natal, mas regressa ao Santuário ao captar uma aglomeração de cosmoenergias ominosas no refúgio. Ao descobrir os túmulos violados e a ressurreição de cavaleiros que deveriam estar mortos, se apressa rumo às 12 Casas.
Mamãe (Mama)

Shun de Andrômeda
O compassivo guerreiro do amor, que se orgulha de sua defesa inexpugnável e é refratário a conflitos
Com o término da batalha contra Posseidon, estava na mansão Kido, no Japão, mas parte rumo ao Santuário ao sentir um acúmulo de cosmos ameaçadores no refúgio. Informado da situação ao se juntar a Hyoga*, sobe os degraus das 12 Casas na companhia do amigo com o objetivo de proteger Atena.
Ikki de Fênix
O mais poderoso dos cavaleiros de bronze, que vela os amigos de cosmo ardente nas sombras
Ikki se interpõe no caminho de Shiryu, que adentrou o Santuário. No entanto, ao se dar conta dos sentimentos chamejantes de Shiryu por Atena e pelos amigos e também de sua resolução, ele confia os cuidados de Seiya ao Dragão e vai embora.
Ikki apenas observou o embate no Santuário, mas e quanto ao interior de seu coração?…
Shaina de Ofiúco

Obedecendo ao decreto, tenta se livrar de Hyoga e dos demais cavaleiros que regressaram ao refúgio, mas compreende seus cálidos sentimentos.
Jabu de Unicórnio

Ichi de Hidra
Um dos cavaleiros de bronze que disputaram a Guerra Galáctica com Seiya e os demais no passado. Protege o Santuário, que teve sua guarda reforçada como provisão para a nova guerra santa. Reporta-se a Shaina ao perceber que os túmulos dos cavaleiros foram violados.
Nachi de Lobo
Um dos cavaleiros de bronze que lutaram na Guerra Galáctica. Mesmo na rebelião de Saga, também queimou seu cosmo para proteger Atena. Apesar de ter sido derrotado pelo guerreiro-deus que se infiltrou na mansão Kido, desta vez, decerto vai monitorar quem quer que tente penetrar no Santuário.
Mu de Áries
Os cavaleiros supremos, que protegem Atena envergando armaduras de ouro
O cavaleiro dourado que defende a Casa de Áries. Portando-se sempre com graciosidade, pessoalmente, preferiria não lutar, mas mostra suas presas pela primeira vez ao se opor aos antigos cavaleiros de ouro que conspurcaram o nome dos cavaleiros e se rebaixaram a cães de caça de Hades.
Aiolia de Leão
Os cavaleiros supremos, que protegem Atena envergando armaduras de ouro
Com a alcunha de “Leão Dourado”, é um dos cavaleiros dourados mais poderosos. Tem o cavaleiro de ouro Aiolos, que também era um aspirante ao posto de próximo Papa, como irmão mais velho. Com o ataque à velocidade da luz Plasma Relâmpago, bloqueia o caminho dos espectros do exército regular de Hades que tentam atravessar a Casa de Leão.
Para rechaçar a invasão do grupo de Saga, decide utilizar a técnica proibida Exclamação de Atena.
Milo de Escorpião
Os cavaleiros supremos, que protegem Atena envergando armaduras de ouro
O cavaleiro de ouro que guarda a Casa de Escorpião. Ataca Canon, que havia se aproximado de Atena, como a um malfeitor, mas, ao descobrir a profundidade dos sentimentos desse homem, desfecha a Agulha Escarlate à guisa de penitência, reconhecendo o irmão de Saga — que resistiu às ofensivas — como um verdadeiro cavaleiro.
Incapaz de ficar parado ao saber da morte de Shaka, corre para a Casa de Virgem.
Canon de Gêmeos
Os cavaleiros supremos, que protegem Atena envergando armaduras de ouro
Como General, no passado, ludibriou até mesmo um deus, tentando comandar a Terra e os domínios marinhos, mas se arrependeu ao conhecer o cosmo repleto de benevolência de Atena.
Para expiar seus grandes pecados, jura proteger Atena mesmo que isso lhe custe a vida. Tornou-se o Cavaleiro de Gêmeos no lugar do irmão mais velho.
Shaka de Virgem
Os cavaleiros supremos, que protegem Atena envergando armaduras de ouro
O cavaleiro dourado aclamado como o Homem mais Próximo de Deus. Ciente do pranto dos corações de Saga, Shura e Camus, Shaka os exorta a utilizar a técnica de luta proibida Exclamação de Atena a fim de confirmar a magnitude de sua resolução.
Por meio da própria morte, ele transmite a Atena a forma de combater Hades.
Dōko de Libra
Os cavaleiros supremos, que protegem Atena envergando armaduras de ouro
Liberando a técnica de morte aparente Misopethamenos, que lhe foi concedida por Atena 243 anos atrás, Dōko renasceu com um corpo jovem. Com esse corpo revestido pela armadura de Libra, ele entra num duelo com Sion, seu antigo amigo.
Sion de Áries
Os combatentes despachados do mundo dos mortos ao Santuário: no passado, eles eram chamados de cavaleiros de ouro
O último Grande Mestre, que perdeu a vida no levante de Saga. Também é o preceptor que fez de Mu um cavaleiro de ouro. Enviado ao Santuário como um assassino do mundo dos mortos, tenta tirar a vida de Atena no prazo de 12 horas. Seu verdadeiro objetivo era reavivar a armadura de Atena.
Saga de Gêmeos
Os combatentes despachados do mundo dos mortos ao Santuário: no passado, eles eram chamados de cavaleiros de ouro
É um homem que, no passado, foi incapaz de resistir à tentação do mal e conspirou para assassinar Atena, mas morreu tocado pelo magnânimo cosmo da deusa. Sob o comando de Sion, o antigo Grande Mestre, juntamente com Camus e Shura, converte-se num lacaio de Hades e invade as 12 Casas na tentativa de matar Atena, mas a cor de seus cabelos sinaliza a determinação encerrada no fundo de seu coração.
Shura de Capricórnio
Os combatentes despachados do mundo dos mortos ao Santuário: no passado, eles eram chamados de cavaleiros de ouro
No passado, foi o cavaleiro mais fiel a Atena. Porém, em troca de uma vida falsa, brande seus punhos contra a deusa por quem nutria uma devoção sectária. Temperada como aço, a espada sagrada Excalibur, sua investida com a faca da mão, a tudo dilacera. Na Batalha das 12 Casas, confia essa espada sagrada a Shiryu.
Camus de Aquário
Os combatentes despachados do mundo dos mortos ao Santuário: no passado, eles eram chamados de cavaleiros de ouro
Sendo o preceptor do Cavaleiro de Cristal, que forjou Hyoga como cavaleiro no leste da Sibéria, trata-se de alguém que também pode ser considerado o mestre do Cisne. Na Casa de Aquário, troca golpes com Hyoga, acabando por perder a vida. Com seu cosmo, manipula o ar congelante à vontade. Estava ligado a Milo por uma fervorosa amizade.
Máscara-da-Morte de Câncer
Os golpes traiçoeiros contra o Santuário são a prova da determinação de que se manterão fiéis a suas convicções!
Foi derrotado por Shiryu na Batalha das 12 Casas, mas retornou do país da morte graças ao poder de Hades. É capaz de transitar livremente entre o mundo dos vivos e o além-túmulo, e as Ondas do Inferno, técnica assassina desfechada da ponta de seu dedo, atiram os oponentes na colina do Yomotsu.
Afrodite de Peixes
Os golpes traiçoeiros contra o Santuário são a prova da determinação de que se manterão fiéis a suas convicções!
O cavaleiro de ouro que foi sentinela da Casa de Peixes no passado. Eliminando com as próprias mãos o mestre de Shun, Albiore, perdeu a vida no embate com Andrômeda nas 12 Casas. Um especialista em ofensivas com rosas, teve seu poder de luta reverenciado até mesmo por Saga.
Algol de Perseu
Um antigo cavaleiro de prata que foi despachado do submundo visando as vidas do Mestre-Ancião e de Shiryu, que estavam nos Cinco Picos Antigos. Volta a cruzar os punhos com Shiryu, que o derrotou no passado.
Dante de Cérbero
Surge nos Cinco Picos Antigos na companhia de Algol e Capela. Arremessa a corrente com bola de aço para atacar Shiryu, que não pode enxergar, mas não foi inimigo para o Dragão, que evoluiu graças às incontáveis batalhas.
Capela de Auriga
Atirando os discos sem misericórdia contra um Shiryu totalmente desguarnecido de armadura, inflige ferimentos no jovem, mas é abatido pelo Dragão Ascendente de Rozan.
Sirius de Cão Maior
Ataca Shun, que rumava para o Santuário, no cais. Sua técnica assassina é o Grande Esmagador de Montanhas, que atinge o oponente em grande velocidade no instante em que sua testa emite uma luminescência.
Algeti de Hércules
Com o Cornéforo, arremessa Shun, que foi emboscado no cais, contra uma viga de aço, ferindo-o bastante.
Dios de Mosca
Como um sicário de Hades, investe contra Shun junto com Sirius e Algeti. Desfecha ofensivas inclementes contra um Shun que se recusa a combater.
Babel de Centauro
Em vida, era um cavaleiro de prata, mas volta a este mundo como um espectro. Formando a vanguarda do exército de Hades, é enviado até Hyoga como um assassino.
Moses de Baleia
Visitando o leste da Sibéria na companhia de Babel e Misty, tenta matar Hyoga, mas é instantaneamente liquidado pelo Ataque Trovão Aurora.
Misty de Lagarto
Ataca Hyoga junto com Babel e Moses. Falece com uma expressão de serenidade no rosto ao conferir com o próprio corpo a força de um Hyoga que amadureceu de forma notável.
Pandora
A emissária terrena de Hades, que compõe as notas que governam o mundo inferior
Como representante de Hades na Terra, lidera todos os espectros. Tirando vantagem do desfazimento do selo de Atena, aspira ao domínio do mundo por Hades. Despacha os antigos cavaleiros ao Santuário para eliminar Atena, que há de se tornar um obstáculo à realização das ambições do Imperador do Submundo.
Radamante de Wyvern, a Estrela Celeste da Ferocidade
Os golpes ferozes desfechados de suas asas nigérrimas lembram um irascível dragão alado!
Um dos 3 magnatas do mundo inferior, orgulho do exército de Hades. Sem confiar nos antigos cavaleiros enviados ao Santuário, contraria as ordens de Pandora e despacha seus próprios espectros ao refúgio. É dotado de tamanha habilidade de luta que subjuga Milo, Mu e Aiolia ao mesmo tempo com seu poder esmagador.
Zelo de Sapo, a Estrela Terrestre da Excentricidade
Recolhido no castelo de Hades, como estafeta, é o espectro a cargo de transmitir as intenções de autoridades como Pandora e os três juízes. Dono de uma personalidade malévola que se aproveita das vulnerabilidades dos outros, cai petrificado pelo golpe de Hyoga na escadaria que conduz ao submundo. Desintegra-se com o choque.
Myū de Papillon, a Estrela Terrestre do Mau Agouro
Um espectro que eleva sua cosmoenergia de forma dramática submetendo seu próprio corpo a metamorfoses evolutivas. Sendo um poderoso usuário de psicocinese, tinha sua superioridade admitida até entre os outros espectros. Nutre uma rivalidade em relação a Mu, reverenciado como o maior usuário de psicocinese do Santuário.
Gigant de Ciclope, a Estrela Terrestre da Violência

Níobe de Deep, a Estrela Terrestre da Escuridão
Um espectro capaz de manipular aromas. A “Fragrância Profunda”, sua técnica assassina, é um aroma com toxinas que penetra o corpo dos oponentes através da pele e do nariz, paralisando o sistema nervoso central e atraindo as vítimas ao abismo da morte.
Raimi de Verme, a Estrela Terrestre da Submissão
Espectro que se oculta no subsolo, fora do alcance das ofensivas do oponente, e ataca a superfície com os tentáculos que se estendem de sua sobrepeliz. Há uma espécie de globo ocular conectada às extremidades de seus tentáculos, coisas das quais obtém informações visuais.
Ochs de Górgona, a Estrela Terrestre da Corrida
Espectro que foi derrotado por um golpe da espada sagrada de Shura. Posteriormente, é avistado pela turma de Seiya já como um cadáver despido de sua sobrepeliz.
Cube de Dullahan, a Estrela Terrestre das Sombras
Espectro que invadiu o Santuário. Foi despojado de sua sobrepeliz ao ser abatido por Saga.
Mills de Elfo, a Estrela Terrestre da Inferioridade
Um dos espectros que se infiltrou no Santuário junto com o bando de Gigant. É derrotado por Camus ao ter o corpo tomado por ulcerações de frio.
Espectros
Os guerreiros que têm protegido Hades desde os tempos da mitologia. Cada um deles tem uma estrela do destino bem como uma sobrepeliz. Devido à crença de que, mesmo que morram, receberão uma nova vida de Hades, não temem a morte.
Esqueletos
Nas hostes de Hades, mesmo os soldados rasos são provisionados com sobrepelizes de esqueletos e as envergam. Constituíam a guarda do castelo de Hades, mas não foram inimigos para Máscara-da-Morte e Afrodite. Mais tarde, quando Mu e os outros cavaleiros dourados se infiltraram no castelo do deus, todos que os interceptaram também foram aniquilados.
Cinco Picos Antigos

A Paisagem da Sibéria Oriental

O Pórtico do Santuário

Casa de Áries
Vista aérea da Casa de Áries. Na seção da escadaria, ocorre uma violenta explosão com a colisão dos cosmos de Sion e Dōko. Lembrando a queda de um cometa, o local fica com uma cratera.
Cemitério

Casa de Touro
Sendo a mansão protegida por Aldebarã, tornou-se o palco do heroico embate com Níobe. Como Aldebarã já estava morto quando o trio de Saga chegou à morada, eles puderam atravessá-la sem demora.
Casa de Gêmeos

Casa de Câncer

Casa de Leão

Casa de Virgem

Salão do Grande Mestre

Estátua de Atena
Como símbolo da proteção da paz na Terra, a estátua de Atena vela todo o Santuário, mas ninguém além do Papa sabe que se trata da identidade secreta da armadura de Atena.
Castelo de Hades
Composto de sobreposições de camadas, o gigantesco castelo foi construído sobre a imensa rocha que tapa o abismo que leva ao mundo inferior. Começando pelos espectros, seu interior encerra um grande número de soldados.
DIAGRAMA CORRELACIONAL DE TODOS OS CAVALEIROS
O Santuário fazia as provisões para a guerra santa contra Hades, o Imperador das Trevas, mas, por causa da rebelião de Saga, o número de cavaleiros que lutarão para proteger Atena sofreu uma queda drástica. Para piorar, uma parte dos cavaleiros que pereceram nessa insurreição voltou à vida como espectros de Hades e agora ameaça a vida de Atena. Nesta seção, tentamos compilar as relações dos cavaleiros atuais numa análise centrada nos cavaleiros que dão as caras na presente produção.
Deusa Atena (Saori Kido)
Tendo sua vida salva por Aiolos, Atena permaneceu no Santuário após o levante de Saga e comanda os cavaleiros.
Grande Mestre
Consistindo no soberano do Santuário, por gerações, vinha sendo escolhido entre os cavaleiros de ouro pelo Papa mandatário. Passando-se por Arles, o irmão mais novo do pontífice, Saga ocupava esse posto no lugar de Sion, que perdera a vida na rebelião do Cavaleiro de Gêmeos, mas, atualmente, o trono se encontra vazio com a morte de Saga.
Cavaleiros de Ouro

Outros Cavaleiros
São cavaleiros agraciados com armaduras extrínsecas a constelações pelo fato de não terem um destino regido por estrelas, conquanto possuam as habilidades de luta. Embora não sejam cavaleiros regulares, suas habilidades de luta são iguais às dos legítimos cavaleiros. Combatentes como o Cavaleiro de Cristal, o preceptor de Hyoga, pertencem a tal categoria, mas praticamente todos tombaram por causa da insurreição de Saga.
O Exército de Posseidon

Marinas-Generais
Canon, que se tornou um dos generais — as marinas supremas — ao usar Posseidon, tentou governar a Terra e os domínios marinhos.
O Exército de Hades
Os cavaleiros que ressuscitaram ao receber uma vida temporária de Hades. Envergam sobrepelizes que emulam as armaduras que trajavam no passado. Para conceder a Atena a força para combater Hades, revestem-se deliberadamente de infâmia.
Sion de Áries

Os Cavaleiros Dourados que Viraram Espectros

COMPILAÇÃO DE COMENTÁRIOS DO ESTAFE: TESTEMUNHAS DE “SEIYA”
“Parece que a relação com a turma de Seiya ainda será bastante longa.”
Desde o fim da serialização de Saint Seiya, as vozes dos fãs clamando pela animação da Saga de Hades não cessaram. O fato de o trabalho continuar sendo amado pelos fãs, mesmo após o término da publicação e enquanto várias obras nasceram e foram desaparecendo da memória das pessoas, é a chamada bênção suprema para um autor.
Não é como se não tivesse havido conversas sobre a transposição da Saga de Hades no passado, mas, como eu também tinha a preocupação de que talvez não fossem capazes de expressar a imagem do mundo inferior, deixava passar as oportunidades. Contudo, também é fato que a adaptação da Saga de Hades me pesava no coração.

Após vários anos, graças às inovações tecnológicas dos anos recentes, parece que a época finalmente veio se tornando propícia. Eu ouvi que os animes, que no passado eram feitos por meio de células, também passaram a ser produzidos de forma quase totalmente digital nos últimos tempos. O universo televisionado de “Seiya” que se desenvolverá por intermédio das novas expressões que brotaram dessas últimas tecnologias era um aspecto pelo qual eu também ansiava.
Em relação à história, eu externei meu desejo de que não se limitassem apenas a seguir o mangá mas retratassem também os espaços entre os quadros, e penso que o plantel do anime respondeu muito bem aos meus anseios. Pessoalmente, a cena do episódio 11 na qual Atena apunhala a si mesma com a adaga, graças aos “sons” e “movimentos”, expressões distintivas do anime, é espetacular, memorável. Além disso, mais do que qualquer outra coisa, me alegrou poder ver os rostos dos fãs depois de tanto tempo na première.

Antigamente, as crianças catarrentas eram a maioria, mas, passados mais de 10 anos, todos têm as faces de adultos crescidos. Esses adultos crescidos me dão a honra de se reunir para encontrar o novo “Seiya” e, unicamente nesse instante, voltam a ser as crianças daqueles tempos… Como posso dizer?… a atmosfera desse salão… ter conseguido sentir o cosmo foi uma recompensa maior do que qualquer outra coisa.
Produtor Sakurada, diretor Yamauchi, senhora Yokote, do roteiro, senhor Araki e senhora Himeno, da animação, e demais membros, todo o pessoal do estafe que trabalhou duro desta vez, vocês realmente fizeram um bom trabalho!
Bem, desta vez, animaram a parte equivalente à introdução da Saga de Hades no mangá, e estou pensando que também quero ver os episódios posteriores em anime. De que forma vão transpor aquele submundo e os Elísios para as telas? Até mesmo como autor, é, de fato, um aspecto que mal posso esperar para ver.
Como no mangá, Saori recorre a uma elegante variação do jigai, o ritual suicida das mulheres da classe samuraiHoje em dia, são apresentadas muitas propostas em relação a “Seiya” não apenas no Japão mas também pelo exterior. Nesse sentido, pressinto grandes movimentos entre este ano e o próximo. Parece que a relação com a turma de Seiya ainda será muito longa.
Michiko Yokote
“Neste trabalho, descobri uma nova gaveta em meu interior.”
A princípio, quando recebi a oferta para fazer este trabalho, sendo sincera por já ter passado, meu sentimento foi “Mas por que eu!?” (Risos.) Seria a sensação de que esta produção não tem nada a ver comigo?… Mesmo interpelando o produtor Sakurada com essa questão, ele só respondeu com um discurso do tipo “Não, não! Os rumores a precedem”. (Risos) Na minha cabeça, essa indicação é um mistério até hoje. (Risos.)
Depois que eu aceitei, como previa, houve uma pressão. Pensando em não trair as expectativas dos fãs, eu os priorizei acima de tudo. Seja no lado de quem produz ou no lado de quem assiste, eu sou a maior neófita; afinal, se tivesse de dizer, eu tinha a consciência de que era uma iniciante em “Seiya”.

Desta vez, tentando terminar a série, se questionada se fui capaz de atender perfeitamente às demandas dos fãs, também há partes em que não estou confiante. A esta altura, há falhas que vêm se tornando visíveis e tal. Mesmo assim, na hora de escrever os roteiros, eu dei absolutamente tudo de mim.
O ponto custoso foi mesmo a forma de inserir os cavaleiros de bronze no cerne da história. No mangá, há um desenvolvimento no qual o Mu manda o Seiya pelos ares na introdução da trama, e seu retorno ao centro da história ocorre na segunda parte da série. Se não houvesse o lapso temporal em relação ao trabalho anterior, eu gostaria de seguir a mesma progressão dos quadrinhos; porém, creio que também existem pessoas que verão esta obra pela primeira vez e, como há uma considerável passagem de tempo, pensei que é exatamente pelo fato de a série voltar depois de mais de 10 anos que não teria sentido se o Seiya, o ator principal, não desse as caras. Então, optei por um desenvolvimento como aquele. Com exceção do Ikki, fiquei satisfeita com a forma de aparição dos 5. Afinal, no que diz respeito ao Ikki, de um jeito ou de outro, o irmãozão já era superelusivo… (Sorriso amargurado.)
Na hora de botar a mão na massa, uma vez que escrever sozinha é desolador e como senti que entraria num beco sem saída, eu pedi ao Bun’ya Fujii, uma pessoa em quem posso confiar, que fizesse metade dos episódios. Roteiros não são a principal ocupação dele, mas se trata de uma pessoa tão talentosa que deve ser melhor do que eu, que só trabalho com isto, razão pela qual penso que pedir a ele que cuidasse de toda a saga da ascensão do Shaka ao Nirvana foi uma decisão correta. Não, no fundo, estou pensando “droga!” (Risos.)

Em termos de episódios, os mais memoráveis são mesmo os últimos 3. É que, nessa fase, pensei se finalmente não vinha conseguindo compreender a obra de nome Saint Seiya. No que se refere a esses episódios, à parte da composição da série realizada até o momento, produzi um plot (linhas gerais) que compilava os 3 capítulos e, a partir desse ponto, adotei uma forma de progressão em que várias versões se acumularam. Por natureza, sou do tipo que vai à luta com o primeiro rascunho, mas, como senti claramente que a densidade se elevava mais e mais a cada nova versão, as retificações não me incomodavam de modo algum.
Na prática, não entrou no filme por circunstâncias do tempo de duração, mas o final era uma cena em que o relógio de fogo se apagava, e a luz do amanhecer iluminava o Santuário em seu lugar. Genuinamente, “a manhã da resolução”. Afinal, na hora em que escrevia essa cena, meu sentimento era de que realmente havia me transportado ao Santuário. Ah, também chorei ao escrever a cena em que a Saori se suicida com a adaga. Hoje, seja lendo o cenário ou vendo o filme, fico emocionada. Quanto à impressão ao terminar de escrever os 13 episódios, o pensamento de que havia pessoas capazes de escrever melhor, de fato, ainda persiste.
No entanto, apesar dessa dedução, ainda bem que pude escrever esta obra — penso. O fato é que, além de poder descobrir uma nova gaveta em meu interior, exatamente por isso, fui capaz de saborear ao máximo a alegria e a diversão de ser abençoada com um estafe excelente. Ter tido a chance de o produtor Sakurada me mostrar as imagens-chave do leiaute do senhor Araki também foi uma experiência incrivelmente afortunada. Eu realmente me emocionei com o seu toque excelso.
Apesar de ter criado uma distorção na trama ao não explicitar que Mu, Aiolia e Milo tiveram seu poder suprimido pela barreira no castelo de Hades durante o embate com Radamante, a senhora Yokote concebeu a emocionante cena da despedida de Dōko e Sion, uma tomada magníficaÉ uma tergiversação, mas o mestre Masami Kurumada, o diretor Shigeyasu Yamauchi, eu e o senhor Katsumata, da Think Port, somos todos nascidos no ano da serpente. Eu até imagino se não foi por isso que nosso santo bateu!… Entre outras coisas, me pego pensando que seria bom se nossa relação se perpetuasse, ainda que fosse casual. Afinal, para o bem ou para o mal, as cobras são muito pegajosas. (Risos.)
Se houver uma oportunidade, quero escrever um novo “Seiya” elevando meu cosmo muito, muito mais. O Seiya, sabe… É que eu gosto, não no sentido ruim, daquele aspecto idiota, ou melhor, monomaníaco dele. Na hora de escrever os roteiros, também aconteceu de o ímpeto do Seiya fazer a história avançar. É que essas partes são coisas que eu não possuo dentro de mim… É por isso que, daqui para frente, gostaria que o Seiya continuasse passando cada vez mais por maus bocados… quero fazê-lo passar. (Risos.)
Apesar da disrupção da lógica dos níveis de poder dos personagens, o confronto final de Seiya e Radamante é primoroso, um tesouro fruto da interação da trama da senhora Yokote com a música incomparável do maestro Yokoyama, a direção indefectível do senhor Shigeyasu Yamauchi e a atuação dos atores Tōru Furuya e Takehito KoyasuEle não é um personagem que vai brilhando mais e mais à medida que enfrenta sofrimentos?… Cai de cara no chão, fica em frangalhos, mas sempre se levanta no final, disparando o Meteoro de Pégaso junto com uma fala ardente. É isso!
Shingo Araki
“Enquanto desenhava, consegui penetrar rapidamente no universo da obra, sabe?”

Para mim, a relação com a produção de nome Saint Seiya não é de pai e filho nem de irmão, mas, se tivesse de me aventurar a dizer, trata-se de algo que poderia ser descrito como a ligação com um camarada próximo. Por isso, a despeito de nos reencontrarmos depois de 10 anos, a sensação era “apesar de eu ter envelhecido deste jeito, você, como sempre, está esbanjando juventude”. (Risos.)
Até hoje, houve histórias de que esta produção voltaria inúmeras vezes, mas, como o retorno nunca era definido, dentro de mim, existiam partes que estavam a ponto de serem parcialmente esquecidas. Falando francamente, como havia passado muito tempo desde este trabalho, quando os boatos de agora se concretizaram, também pensei em recusar. Ocorre que conceitualizar por meio da expressão de desenhos o conteúdo psicológico que esta produção oculta, afora as tribulações físicas, é extenuante. (Risos.)
4.970 dias após dar adeus à TV japonesa, Seiya tem uma reestreia apoteótica, renascendo pelas mãos da dupla Araki-Himeno. Embora as pessoas sejam efêmeras, suas obras são eternasMas, como devem imaginar, além de também haver partes que refletiam a mim mesmo nos personagens que dão as caras no anime Saint Seiya, com o senhor Shigeyasu Yamauchi assumindo a direção, acabou que eu aceitei. Como posso dizer?… a forma de captar a tela do senhor Yamauchi também é única… Entre outras peculiaridades, ao ir decifrando o storyboard enquanto penso na visão da câmera, é possível criar leiautes que sequer passavam pela minha cabeça. Até na hora de fazer os desenhos, como tenho um tremendo feedback, mesmo que os construamos juntos, sinto-me incrivelmente realizado.
Hoje em dia, com tantas obras novas sendo feitas e com a mudança no sistema de produção dos animes, falando por mim mesmo, a princípio, teve partes em que fiquei perdido, mas, já que fui capaz de penetrar mais e mais o universo da obra enquanto fazia o leiaute do episódio 1, senti que estava conseguindo botar para quebrar. (Risos.)
Nos capítulos finais, a velocidade do desenho com lápis comum passou a não dar conta, e recorri a coisas como lápis dermatográficos, que eram capazes de desenhar linhas grossas com uma só passada. No final, os trabalhos progrediram com a sensação de que o leiaute avançava praticamente ao mesmo tempo que o storyboard do senhor Yamauchi… Além disso, desta vez, também acabei trabalhando junto com uma equipe jovem que cresceu vendo o Saint Seiya daquela época e, como eles pesquisam os movimentos de Seiya com um afinco inacreditável, isso foi incrivelmente gratificante. Até o conteúdo completo vir ao mundo, a história desse estafe se tornou o meu maior incentivo.

No que tange à minha animação, é dito frequentemente que elementos como o movimento dos cabelos são uma característica única, mas não é algo especial. Tratando-se, basicamente, da aplicação do princípio dos postes que havia nas barbearias, eu apenas estou colocando a animação no lugar deles. Contudo, como os cabelos humanos são objetos fractais, o que fazemos são truques como contrastar a intensidade das linhas durante o movimento, artifício mediante o qual uma linha se torna duas; porém, com o intermédio desse único expediente, mesmo com poucas peças de desenho, conseguimos fazer a representação. É que, com um simples desenho estático, ainda que o rosto não se mova, só com o cabelo se movendo dessa forma, se consegue atrair o movimento das pessoas que estão assistindo em termos de tela.

Se for para colocar o conceito em prática ainda mais, como é fato que, mesmo numa cena em que uma gigantesca cachoeira está fluindo, é possível expressar esse movimento com 2 imagens-chave, me pergunto se esse não é o fascínio da animação como expressão da imagem, o epítome do processo… Portanto, mesmo na hora de desenhar as imagens-chave, em face de um único corte, não se deve aumentar o número de peças feito um louco; como o número necessário de imagens-chave se definirá naturalmente, se você conseguir depreender os movimentos centrais do storyboard, eu procuro converter em imagens-chave os desenhos que hão de se tornar os eixos da sequência.
Desta vez, as partes que fizeram uso maciço de computação gráfica também foram numerosas, mas processamos digitalmente as partes em que a tecnologia digital é vantajosa. Como eu não havia tido a oportunidade de entrar em contato com essa representação digital até agora, acabou virando um estímulo, sabe? Afinal, antigamente, sequências como aquelas em que os cristais de gelo do Hyoga flutuam eram delineadas à mão, uma por uma.
Quanto ao character design, supunha-se que eu havia desenhado coisas com as quais eu mesmo havia consentido naquela época, mas, como podem imaginar, ao ver com os olhos de hoje, surgem partes que eu fico louco para consertar. (Risos.)

Por esse motivo, a exemplo das alterações em algumas proporções de tipos como o Mu, eu e a senhora Michi Himeno redesenhamos praticamente todos do zero, figuras como os cavaleiros de prata e tal, incluindo os personagens principais. Além disso, na série de agora, novos personagens também deram as caras, mas, pessoalmente, gostei do Zelo de Sapo e do Radamante de Wyvern.
No caso do Zelo, foi divertido desenhar o fascínio de um drama até agora inédito no universo de Seiya. Quanto ao Radamante, sendo representado no storyboard como um inimigo ainda mais grandioso, eu me senti incrivelmente recompensado ao expressar a sua força. Como penso que o simples choque de poderes também é um dos charmes desta produção, nesse sentido, no que se refere ao Radamante de agora, acho que consegui expressar o esquema que diz: “Um poderoso inimigo e Seiya, que o confronta”.
Trabalhando em parceria com a mestra Himeno, o mestre Araki dirigiu a animação do antológico confronto de Seiya com Radamante, convertendo uma cena exclusiva do anime em pura magiaComo já era esperado, o fato de acabar me envolvendo novamente na produção de nome Saint Seiya depois de mais de 10 anos também mexe muito com o meu coração.
Michi Himeno
“Desta vez, como apareceram as sobrepelizes, ainda mais complicadas que as armaduras do trabalho anterior, eu chorei.” (Risos.)

Também na série de TV anterior, tanto no character design quanto nas imagens-chave e afins, as armaduras eram dificílimas; contudo, desta vez, como apareceram as sobrepelizes, que são mais complicadas ainda, eu chorei. (Risos.)
Na hora de realizar o design dos personagens para o anime, como conseguir simplificá-lo sem destruir a imagem da obra original do mestre Masami Kurumada?… Qual seria o melhor tipo de uso de sombreamento e iluminação para expressar a textura unicamente através da distinção de cores na pintura?… Nós quebramos a cabeça.

Em relação a personagens favoritos, como designer, uma vez que os personagens arrematados são todos adoráveis, não há como eleger um personagem em especial. No decorrer de toda a série, o personagem número 1 em facilidade de desenhar é o Tatsumi. Afinal, ele não tem cabelo na cabeça. (Risos.)
Já que as imagens-chave da grande abertura e do grande encerramento e a direção de animação dos episódios 1 e 13 foram as principais tarefas das quais me encarreguei, o fato de não ter lidado com tudo é um grande pesar.
Os adoráveis desenhos da grande abertura carregam a indefectível assinatura da mestra Himeno
Como um todo, acho que pudemos manter a uniformidade da direção de animação mais que na série de TV do passado. Estou repleta de sentimentos de gratidão e admiração pelo trabalho hercúleo de cada uma das pessoas do estafe que participou desta produção de agora.
E, aos fãs que sempre nos apoiam calorosamente, muito, muito obrigada. Eu uso esta publicação para expressar minha gratidão.
Hiroya Iijima

Já que o trabalho da primeira vez que adentrei este universo foi o terceiro filme de Saint Seiya, é uma produção à qual estou incrivelmente apegado. Como os trabalhos com garotas bonitas foram frequentes ultimamente, eis um conteúdo de ação depois de um longo tempo, e a felicidade foi ainda maior por se tratar de Saint Seiya.
Trabalhando nas imagens intermediárias do terceiro filme e dos episódios 111 e 114 da série clássica, o senhor Iijima evolui de forma notável sob a tutoria do mestre Shingo Araki. Ele assinou a direção de animação do desafiador OVA 7Por outro lado, também é fato que havia uma incrível pressão e, em termos de prazos, foi bastante mortificante. Era sempre uma situação frenética, também mentalmente sufocante. Tenho tido o privilégio de trabalhar bastante com o senhor Shingo Araki, mas o fato é que, quando falamos de um puro conteúdo de ação, esta foi minha primeira vez na prática…
Junto com a percepção de sentir novamente na própria carne a complexidade dos movimentos característicos do senhor Shingo Araki, consegui relembrar que foi por gostar disto que cheguei até aqui!

Nesse sentido, penso que foi um trabalho no qual fui capaz de reexaminar meu ponto de partida. Se houver uma próxima produção, quero participar de qualquer jeito!
Kyōko Chino

Com a produção de nome “Seiya” sendo a minha primeira ação genuína após entrar neste ofício, o impacto e o vigor dos desenhos vistos nas imagens-chave cruas, os espetaculares desenhos estáticos, a galhardia da ação vista nas telas e a formosura dos personagens foram elementos emocionantes. Nos filmes, me foi permitido participar como auxiliar nas imagens-chave sob a supervisão do senhor Araki, mas, como custava a fazer os desenhos conforme o esperado, senti na própria pele o alto nível da animação.

Além disso, também fiquei muito feliz por ter podido encontrar esta produção e conseguido participar dela. Desta vez, me encarreguei dos retoques finais nos personagens. Como o tempo de trabalho foi curto, ter que terminar, em termos práticos, cerca de 2 episódios a cada período de 15 dias foi complicado. Já que havia decorrido muito tempo desde a produção anterior, passei por maus bocados para me familiarizar com os personagens.
Além de assistir o mestre Shingo Araki na supervisão geral de animação de 5 OVAs, a senhora Kyōko Chino se encarregou da direção de animação do radiante OVA 12Quanto aos meus personagens favoritos, desde antigamente, são o Aiolia e o Milo. No Aiolia, eu gostava do aspecto de ele parecer plácido à primeira vista; no Milo, o aspecto frio e inclemente. E, na série de agora, o Shaka. Eu estou muito aflita com os cavaleiros de ouro, que vão diminuindo mais e mais após a deflagração da batalha mortal entre os antigos companheiros.
Eisaku Inoue
Quanto às histórias sobre esta Saga de Hades: 12 Casas, parece que os planos já estavam em andamento desde 98, mas, como o projeto nunca era formalizado, eu estava participando de outras produções. Pessoalmente, como tinha a forte sensação de que a série de TV anterior terminara no meio do caminho, eu também pensava com meus botões que gostaria de desafiar “Seiya” mais uma vez.

Considerando que eu estava até pensando em mudar de empresa, se não houvesse esta produção, eu fiquei muito contente na hora em que o projeto foi chancelado. (Risos.) Desta vez, ao olhar para trás, se ao menos me fosse concedido tempo, eu gostaria de desenhar não apenas as imagens-chave mas também as imagens intermediárias das cenas que necessitavam de um grande drama e das partes do tipo.
O senhor Inoue dirigiu a animação dos OVAs 2, 5 e 9Como se trata de uma produção pela qual tenho um incrível apego, havia um conflito entre a parte de agir profissionalmente e a parte que não conseguia ver como trabalho. Talvez seja porque ele está envolvido, mas, no que se refere aos personagens que aparecem, eu gosto é do Saga.
Michinori Chiba
Como vocês devem imaginar, já que sou da geração que assistia à série televisiva de “Seiya” em frenesi, fiquei totalmente extasiado ao conseguir ingressar na produção. Não admira que, mesmo na hora de botar a mão na massa, eu chegava ao ponto de me questionar se isto era mesmo o trabalho. (Risos.)
Ingressando na indústria dos animes em 1991, o senhor Chiba dirigiu a animação do episódio 60 de Rurōni Kenshin, o inesquecível desfecho do duelo de Kenshin Himura e Makoto Shishio. A animação do vórtice formado entre os contendores é um primor
E a pressão também era proporcional. Na hora de animar “Seiya”, a parte que me preocupava tremendamente eram as silhuetas como um todo. Eu tinha de ir transmitindo essas nuances ao estafe, mas sofri por haver partes que eram complicadas de transmitir em detalhes.
Além disso, nas sequências das quais me encarreguei, tem uma cena em que o Radamante bebe uísque sentado numa cadeira, mas, como grandes asas se projetavam das costas dele, quebrei a cabeça pensando em que diabo eu deveria fazer. (Risos.)
Saint Seiya é um título extremamente desafiador para os animadores devido às indumentárias e às longas cabeleiras dos personagens. O senhor Chiba dirigiu a animação dos OVAs 3 e 11Desta vez, ter conseguido trabalhar com o senhor Shingo Araki, um animador idolatrado pela nossa geração, se converteu numa boa experiência. Se houver outra oportunidade, quero participar.
Shingo Ishikawa
Quando fui contatado pela primeira vez, eu fiquei um pouco surpreso. Foi meio que “’Seiya’ vai começar de novo!” No trabalho prático, como realmente se trata de uma antiga produção com mais de 10 anos, não restavam imagens-chave da época nem materiais afins. Então, em elementos como a ação do Hyoga e a Agulha Escarlate, do Milo, eu pesquisei avançando frame por frame dos vídeos da série de TV.
O senhor Shingo Ishikawa foi o profissional escalado para dirigir a animação do fabuloso OVA 4. Um prodígio, ele assimilou a beleza dos personagens arakianos e os característicos frêmitos de agonia com perfeição em sua primeira incursão no universo de Saint SeiyaPor falar em algo que me causou sofrimento, tive que devotar muita atenção às linhas. Não convém chamar de pressão, mas seria o jeito de desenhar do senhor Shingo Araki?… Assimilar as peculiares silhuetas foi complicadíssimo.

Pessoalmente, gosto mais do Ikki. A força avassaladora para acabar com a raça do inimigo após aparecer do nada é indescritivelmente maneira. Mesmo na série de TV, o duelo com o Shaka é memorável. O aspecto da colisão de dois adversários com poderes paranormais foi impactante.
Jun’ichi Hayama
Eu ouvi a história de que Saint Seiya aparentemente ia começar. Quando o senhor Hosoda, que está no mesmo estúdio, perguntou: “Vai fazer?”, eu resolvi participar. O fato é que, na época da série de TV, eu estava engajado em séries como Sakigake!! Otokojuku e Hokuto no Ken e, levando em conta que a estirpe do desenho diferia do meu estilo, eu pensava que não havia como ser convidado. Ao tentar assumir a tarefa na prática, comi o pão que o diabo amassou quando os personagens não ficaram nem um pouco parecidos. (Sorriso amargurado.)
Trabalhando sob a tutela do icônico animador Masami Suda, o senhor Hayama desenvolveu suas notáveis habilidades ao longo do maior shōnen da história, Hokuto no Ken. Começando nas imagens intermediárias no início da primeira série, migrou para as imagens-chave na parte final de Hokuto no Ken 1 e ascendeu ao posto de diretor de animação em Hokuto no Ken 2. Na segunda série, se engajou nas imagens-chave e na direção de animação de episódios emblemáticos, como o capítulo em que Kenshirō se depara com o orgulhoso Falco, herdeiro do Gento Kōken, em frangalhos, massacrado por um shura sem nomeDe qualquer forma, como temos que entregar tudo no prazo, dei meu máximo. Havia uma tensão diferente das obras em que estive envolvido até agora. Sendo um título popular, a atenção dos fãs também é incrível, não é verdade? Então, se não produzirmos algo além das nossas habilidades, não poderemos receber a aprovação.
Excepcional, o senhor Hayama tem suas habilidades reverenciadas pelos diretores de episódios da produçãoFoi um nervosismo distinto do experimentado nas produções das quais participei até então. Também no sentido de se tratar da exploração de um novo território, foi um deus nos acuda, convertendo-se em aprendizado.
Ken Ōtsuka
No meu caso, os trabalhos com animes de robôs foram comparativamente mais numerosos; porém, eu sempre quis fazer uma produção como “Seiya” e externava isso ao meu redor, mas nada me deixou mais feliz que conseguir materializar essa vontade desta forma.

Já que o Seiya, o protagonista, era meu favorito entre os personagens que aparecem, desta vez, ter podido desenhar a primeira cena dele com armadura no episódio 1 foi incrivelmente marcante.
O Michinori Chiba, que está trabalhando no mesmo estúdio, também dizia isto, mas, especialmente nos personagens do senhor Araki, as linhas são excepcionalmente importantes e, como o impacto da tela varia enormemente em função das linhas delicadas das imagens intermediárias, de agora em diante, pretendo prestar mais atenção nessas partes.
A cena em que Seiya enverga a armadura remonta claramente às tomadas de “digievolução” de Digimon, franquia da qual o diretor Yamauchi e o senhor Ken Ōtsuka eram egressosSe houver um trabalho numa próxima ocasião, quero participar de qualquer jeito.
Kunio Tsujita
Como o processo de confecção da animação foi totalmente digitalizado, o meu trabalho começou na parte de digitalizar as cores da produção antiga. Durante esse procedimento, a exemplo do Mu, também há elementos cujos detalhes foram bastante alterados em relação à antiga obra.

Desta vez, já que “toda a saga se passa à noite”, como a turma de Seiya e os demais personagens, especialmente os cavaleiros de ouro, parecerão balanceados e galantes sobre um cenário noturno?… Eu fui empreendendo as especificações das cores enquanto pesquisava.
E os espectros?… será que, enquanto mantenho o “preto” em mente, não dá para produzir um matiz afiado e robusto abstendo-me de usar o “preto” tanto quanto for possível?… O resultado dessa investigação exaustiva foram aquelas cores dos espectros.

Penso que a representação por meio do matizamento da sensação de volume do Sion e do grupo do Saga como “cavaleiros dourados das sombras” em certo sentido, assim como a expressão de aspectos como a força avassaladora do Radamante, foi bastante bem-sucedida. Além disso, a “cor” desta série resulta do senso de especificação de cores da Sakuma e da Suzushiro.
O matizamento e a movimentação das asas de Papillon foram processados de forma digitalYasuhiro Kawase
Desta vez, eu me encarreguei dos efeitos das técnicas secretas e dos cenários em 3-D. Considerando que as partes que demandavam os efeitos variavam em cada episódio, me adaptar a cada exigência foi de suma importância. De fato, como os efeitos das técnicas secretas também são o grande charme nesta produção, eu fico tenso.

Uma vez que aproximar o cenário do toque do 2-D era crucial na série de agora, ao aperfeiçoar coisas como a composição dos modelos e a expressão das texturas, meio que fui estabelecendo técnicas eficazes, efetivas. Como depositaram bastante confiança em nós a partir da segunda metade, foi legal poder adicionar técnicas de expressão do nosso próprio jeito.
Se falasse das partes nas quais eu gostaria que vocês reparassem, em termos de efeitos, seriam as cenas de batalha do Shaka no episódio 9, que arrematamos tomando cuidado com o encadeamento das técnicas, e segmentos como a primeira Exclamação de Atena, que contou com uma atenção especial à imagem da “luz negra”. Em termos de cenário, seria a atmosfera de luz do quarto de Pandora até a área da escada.
Fruto da tecnologia de ponta da época, o efeito de luz negra se mantém surpreendentemente elegante até hojeYoshihide Moriyama
Meu primeiro contato com esta obra foi na época em que eu era estudante do ensino médio. Logo fiquei viciado e, na época dos filmes, como só estavam sendo exibidos num cinema a 40 quilômetros de distância, montei na bicicleta e pedalei como um louco para assistir.
Como nem sonhava que poderia me envolver numa obra tão memorável, desde o início, um “cosmo de empolgação” e um “cosmo de batalha” não paravam de queimar em relação à produção. (Risos.)
Como o senhor Hiroshi Takeda, Moriyama é totalmente apaixonado por Saint SeiyaMeu trabalho consiste no controle do fluxo da produção dentro dos prazos determinados, mas, no caso desta obra, como um sabor peculiar é demandado tanto nas cenas de corrida quanto nas poses em pé, de um jeito ou de outro, a animação acaba levando tempo e esforço.
Minha prioridade número 1 era que animassem a obra no prazo determinado sem deixar a qualidade cair. Nesta fase de Hades, passei a amar o Saga. Você, que derrama uma cascata de lágrimas enquanto se faz de durão, é realmente fantástico. (Risos.)
Saga se emociona ao ver o irmão lutar pela justiçaShinzō Yuki
No que tange ao cenário da série de agora, como representar o Santuário com computação gráfica já havia sido decidido desde o início, nós meio que realizamos o desenho estrutural para que isso fosse possível. Também em cada uma das casas, basicamente, mais do que falar de um design baseado numa superfície plana, acabou como um design levando em conta uma estrutura sólida. Assim, eu mesmo quebrei a cabeça pensando em como as 12 casas seriam estabelecidas topograficamente. (Risos.)
Possibilitada pelos gigantescos avanços da computação gráfica em relação à década de 80, a cena que previa a destruição do Santuário pelas Exclamações de Atena é fruto do trabalho do trio constituído pela senhora Yukiko Iijima e pelos senhores Shinzō Yuki e Yasuhiro KawaseA respeito desse assunto, consultando também o diretor Shigeyasu Yamauchi, passamos à leitura de conectar as partes planas que existem na encosta da montanha por meio da escadaria. É uma “engenharia de obra pronta”; contudo, mais do que a cenografia do anime, talvez tenha ficado algo mais próximo de uma cenografia de palco.
É por isso que fiquei de olho na disposição das pilastras destruídas e em coisas do tipo. Eu lembrei conversando agora, mas, no passado, eu já fui ao musical Saint Seiya, e pode ser que essas partes [do musical] também tenham tido uma influência considerável. (Risos.)
Yukiko Iijima
Falando do trabalho de agora, como foi minha primeira experiência com uma produção com tamanha proximidade entre a cenografia e a computação gráfica, houve os apuros desse tipo de cena. Além das convencionais artes cenográficas, temos de desenhar uma infinidade de texturas para computação gráfica e coisas do gênero; porém, como não podemos inserir fontes luminosas nas texturas, coisas como a representação do aspecto textural foram complicadas.

Uma vez que as tonalidades do todo foram fixadas de um jeito chique mediante consultas com o diretor, fomos produzindo variações nesses matizes em cada tela e tal. Como agora o processo é digital, conseguimos fazer ajustes minuciosos nessa área. Considerando que pudemos arrematar todos os episódios com o mesmo estafe pelo fato de agora ser uma série de 13 capítulos, obtivemos uma uniformidade na totalidade, e penso que também se tornou um trabalho satisfatório para a equipe.
Como finalmente fomos capazes de pegar o jeito na “Saga das 12 Casas” e conseguimos acumular o know-how, quero participar da próxima produção de qualquer jeito.
Kimitaka Kawasaki
“Como vou ajustando o volume em tempo real, até hoje fico nervoso no local de trabalho.”
No que diz respeito a esta obra, eu ingressei como assistente a partir do episódio 50 e, posteriormente, após uns 10 episódios, passei a me encarregar da gravação sonora. Depois disso, do segundo filme até o final, eu estive à frente. A princípio, quando fiquei sabendo que a continuação seria produzida, pensei vagamente que outro sujeito provavelmente faria o trabalho, mas, sabe-se lá o porquê, acabou sendo definido que eu seria o responsável. (Risos.)
De fato, não é porque se trata de Saint Seiya, mas, se fosse instado a dizer, esta produção possui uma ampla faixa dinâmica. Após atos de calmaria, há cenas de gritaria e tal, e eles vão se alternando… Acho que a atuação dos atores também se tornou o grande fascínio desta produção e, considerando que uns emitem aquelas espécies de sons de murmúrios e outros, sons bem nítidos, eu fico atento para ressaltá-los.
O senhor Kawasaki herdou as funções do diretor Isao Hatano, engenheiro-chefe de mixagem da série clássicaPois, se deixar no mesmo nível de uma voz baixinha, a voz alta acabará ficando distorcida, entende? Afinal de contas, um som deformado equivale a um desrespeito aos atores. Como o ajuste de volume é uma parte que precisa ser realizada em conformidade com os atos de cada ator e em tempo real, até hoje eu fico nervoso na hora H.
Eles regressaram a esta obra após um período de cerca de 10 anos, mas eu fiquei pasmo com o fato de os cinco intérpretes dos cavaleiros de bronze terem atuado com a mesma tensão daquela época, sabe? Na hora da gravação do primeiro episódio, o senhor Kōji Yada falava: “Celebridades podem até envelhecer, mas atores não envelhecem”, e, novamente, eu senti na própria pele que ele tinha razão. Afinal, o pessoal realmente está dublando com a mesma tensão daqueles tempos.
Portanto, com os atores entregando uma atuação que não nos permite sentir o hiato, como responsável pela mixagem, eu também não posso me dar ao luxo de dizer que é porque voltamos depois de 10 anos. Nesse sentido, foi tremendamente satisfatório… Acho que foi um palco encorajador. Já que o trabalho em equipe do pessoal foi eminente, a atmosfera também foi incrivelmente agradável.
Como praticamente não havia os chamados novatos e todo mundo era veterano, consegui fazer com que as gravações em si avançassem de forma muito fluida. Uma vez que estive envolvido até aqui, quero permanecer sempre assim daqui para frente.
Yasuno Satō
Quando o projeto de agora foi determinado, ao ouvir que não haveria a composição de novas músicas de fundo, e sim uma seleção entre as mais de 300 melodias da fonte sonora da produção, eu fiquei surpresa e perdida, mas também nutri o seguinte desejo: “eu, que me encarreguei da seleção da série de TV, tenho de fazer!!” (Risos.)
Já que vamos com as músicas de antigamente, para não manchar a imagem constituída, em momentos decisivos como as aparições da turma de Seiya e as partes em que eles elevam o cosmo, empreguei o máximo que pude as músicas habituais que tocavam com frequência, ao passo que, nas cenas distintivas de Hades: A Saga das 12 Casas, me certifiquei de utilizar melodias do quarto filme para o cinema, que jamais passaram na série de TV, e do álbum-imagem da Saga de Hades.
Até então exclusiva do quarto filme, Os Guerreiros do Armagedom, a sublime canção Angelus no Inori no Kane também foi selecionada pela senhora Yasuno Satō para embalar as cenas dramáticas dos OVAsQuando se fala das músicas de fundo de “Seiya”, considerando que os cânticos são uma presença imprescindível, eu também os empreguei com isso em mente desta vez. Se os fãs sentirem nostalgia e frescor assistindo à série de agora e se puder ajudar a proporcionar uma nova emoção, ficarei muito feliz.
Yasuyuki Konno
Para mim, Saint Seiya era uma produção na qual estive envolvido por um longo período e pela qual eu tinha um grande carinho. Assim sendo, ao ser consultado pelo produtor, não pensei duas vezes antes de aceitar o convite.
Na época da série de TV, eu estabelecia os temas em cada episódio e, desta vez, da mesma forma, só inicio os trabalhos depois de determinar o tema. Agora também, para produzir a atmosfera do Santuário, eu aplico no todo um ruído similar ao de um tremor de terra.
Presente desde o primeiro capítulo da série de TV, o senhor Konno engendrou os sons icônicos do cosmo e dos ataques dos personagens. O som característico dos meteoros foi obtido a partir do estampido de tiros de pistolaEm segmentos como os das técnicas secretas do protagonista Seiya, eu emprego o estoque de efeitos sonoros utilizados na série de antes, mas não os uso da mesma forma que estavam; eu adiciono alguns tratamentos sonoros.
Comparando com a época da exibição da série de TV, como o cenário audiovisual das residências também evoluiu drasticamente, eu tive bastante consciência desse fator no trabalho. Se aumentarem o volume um pouquinho e derem um replay, os espectadores devem conseguir curtir uma imagem distinta.
Atsushi Katsumata
“Na première, esqueci a minha idade e acabei indo às lágrimas.”
Dado o meu envolvimento em matérias e em toda sorte de produção jornalística sobre Saint Seiya desde a época da serialização, ficou decidido que eu participaria do anime de agora. Sou creditado com o título de consultor, mas não é nada glamoroso assim. O grosso deste trabalho consistiu em verificar a coerência com a série de TV e em tarefas como reunir o material daquela época.
Com o próprio diretor Yamauchi tendo uma imagem definida já no estágio dos briefings e com a senhora Yokote, da composição, chegando com os personagens já na ponta da língua, acabei ficando sem função, mas, assim sendo, eu meio que fui listando ideias com potencial de apimentar a produção, e eles foram selecionando as coisas que podiam funcionar.
Ainda que pesquisemos extensivamente os animes do Japão, acho que uma continuação com o mesmo estafe da época original ser produzida, e não um trabalho totalmente novo nem uma nova versão da série anterior, é algo praticamente sem precedentes.

Quando a produção da Saga do Submundo foi determinada, como fã, eu fiquei genuinamente alegre. Olhando para trás, logo quando o projeto começou a ganhar vida, eu estava falando com o produtor Sakurada que gostaria de fazer uma exibição prévia quando o episódio 1 fosse finalizado, mas conseguir materializar esse intento me deixou absolutamente esfuziante.
Tínhamos o propósito de fazer os fãs daquela época se reunirem e “relembrar a sensação daqueles tempos”, mas, com o número de inscrições ultrapassando de longe as nossas expectativas, ao ouvir que havia inscrições de Okinawa, de Hokkaido e até do exterior, lembro de ter ficado totalmente perplexo. A prévia no Yomiuri Hall também foi a primeira vez que assisti ao episódio 1 e, enquanto observava a casa lotada de espectadores e o filme finalizado, esqueci minha idade e acabei com os olhos marejados.
Então, também foi permitido que eu me encarregasse da composição da compilação [episódio 0] que veio junto com a primeira exibição no pay-per-view. Tratava-se de rever todos os episódios da série e sumarizá-los num especial de 30 minutos, mas, por ter começado com o conceito de endossar todas as coisas retratadas na série de TV, foi extremamente difícil. Porém, consegui tornar a perceber a sublimidade desta produção. Nessa ocasião, recebi uma ajuda tremenda do pessoal dos registros e da edição.
Exibido antes do OVA 1 no canal satelital, o resumo foi concebido por Atsushi Katsumata a fim de avivar as memórias dos fãs dos anos 80 e deixar os novos espectadores a par das batalhas que antecederam a conflagração com o Imperador do Submundo
Sendo os humanos seres primordialmente gananciosos, com a adaptação da Saga do Submundo se materializando desta forma, fico louco para ver a imagem após a marcha para o Inferno. Então, como um simples fã, ultimamente tenho estado numa torcida ensandecida para que produzam a continuação sem falta.
INTRODUÇÃO AOS MAIS NOVOS ARTIGOS DE SAINT SEIYA
Mesmo que os DVDs estejam concluídos, a movimentação não tem fim! Vamos nos concentrar nos itens imperdíveis da sucessão de artigos colecionáveis que está sendo lançada atualmente
SAINT CLOTH MYTH — SEIYA DE PÉGASO
A miniatura suprema, que está reunindo a atenção dos fãs de Seiya de todo o país, finalmente ficou pronta. A versão definitiva, que permite a livre conversão em poses de ação e da armadura. Seguindo o Seiya, o lançamento dos outros quatro cavaleiros de bronze também está previsto.
FABRICANTE: BANDAI/PREÇO PREVISTO: R$ 132,80/LANÇAMENTO: TERCEIRA DEZENA DE OUTUBRO

SAINT SEIYA: MOVING SOLDIER
As novas armaduras que aparecem em Hades: A Saga das 12 Casas finalmente viraram produtos. Trata-se de action figures com poses de tirar o fôlego, mas também é possível alterá-las ao mover os braços e demais seções. Como são comercializados num estojo plástico, poder exibi-los exatamente como são adquiridos é gratificante. Vêm com um doce de ramune.
FABRICANTE: BANDAI (TOTAL DE 5 VARIEDADES)/PREÇO: R$ 14,00/EM COMERCIALIZAÇÃO

SAINT SEIYA: MINI FIGURE SELECTION II: A NOVA GUERRA SANTA
A segunda edição dos minibonecos, cujo charme está na vibrante vivacidade das poses, é uma linha de bonecos a partir das sagas de Posseidon e Hades.
FABRICANTE: BANDAI (18 VARIEDADES NO TOTAL)/PREÇO: R$ 5,60/LANÇAMENTO: SETEMBRO

SAINT SEIYA: ŌGON DENSETSU PERFECT EDITION
Os dois jogos do Nintendinho Saint Seiya: Ōgon Densetsu e Saint Seiya: Ōgon Densetsu — Conclusão, que ostentaram uma imensa popularidade no passado, voltam à vida no WonderSwan compilados num só game!! Com a jogabilidade melhorada e com os gráficos drasticamente aprimorados, é possível desfrutar de uma nova sensação no jogo.
FABRICANTE: BANDAI/PREÇO: R$ 147,00/À VENDA

A Lista da Difusão da Versão da SKY PerfecTV!

9 de novembro de 2002
“Compilação do Seriado”, “Episódio 1: O Início de uma Nova Guerra Santa” e “Episódio 2: O Trio da Lamentação”
“Episódio 3: As Sombras Rastejantes” e “Episódio 4: A Expiação do Semideus”
“Episódio 5: Reencontro Transitório” e “Episódio 6: O Velho Guerreiro”
“Episódio 7: O Rebanho de Vestes Negras” e “Episódio 8: Momento de Hesitação”
“Episódio 9: O Fim da Dignidade” e “Episódio 10: O Confronto Dourado”
“Episódio 11: Santuário Tremulante”, “Episódio 12: A Armadura de Atena” e “Episódio 13: A Manhã da Resolução”

Estafe e Elenco
COMPILAÇÃO DO SERIADO

Projeto: Hiroyuki Sakurada
Composição: Think Port (Atsushi Katsumata e Masahiro Kurihara)
Narração: Hideyuki Tanaka
Produção executiva: Yōichi Shimizu
Registros: Shōko Sawai
Edição: Shigeru Nishiyama
Gravação sonora: Kimitaka Kawasaki
Assistente da gravação: Erina Watanabe
Seleção musical: Yasuno Satō
Efeitos sonoros: Yasuyuki Konno
Direção: Shigeyasu Yamauchi
EPISÓDIO 1 A EPISÓDIO 13

Projeto: Hiroyuki Sakurada
Composição da série: Michiko Yokote
Trilha Sonora: Seiji Yokoyama
MÚSICA DE ABERTURA (CHIKYŪGI)
Letra: Yumi Matsuzawa
Música: Yumi Matsuzawa e Urara Takai
Arranjos: Yumimania + Masara Nishida
Intérprete: Yumi Matsuzawa (Columbia Music Entertainment)
MÚSICA DE ENCERRAMENTO (KIMI TO ONAJI AOZORA)
Letra: Yumi Matsuzawa
Música: Yumi Matsuzawa e Urara Takai
Arranjos: Yumimania + Masara Nishida
Intérprete: Yumi Matsuzawa (Columbia Music Entertainment)
Produção executiva: Yōichi Shimizu e Kazumitsu Matsusaka
Fotografia digital: Takeshi Fukuda
Diretor de CG: Yasuhiro Kawase
Design artístico: Yukiko Iijima e Shinzō Yuki
Projeto de cores: Kunio Tsujita
Character design: Shingo Araki e Michi Himeno
Direção geral de animação: Shingo Araki
Diretor da série: Shigeyasu Yamauchi
[PEGASUS FANTASY]
Letra: Machiko Ryū
Música: Hiroaki Matsuzawa, Nobuo Yamada e Kōno Yōgo
Arranjos: Make-Up
Intérprete: Make-Up
[EIEN BLUE]
Letra: Machiko Ryū
Música: Hiroaki Matsuzawa e Nobuo Yamada
Arranjos: Make-Up
Intérprete: Make-Up
Edição: Shigeru Nishiyama
Gravação sonora: Kimitaka Kawasaki
Assistente da gravação sonora: Erina Watanabe
Seleção musical: Yasuno Satō
Efeitos sonoros: Yasuyuki Konno
Estúdio de gravação: Tavac
Edição on-line: Tovic
Colaboração musical: Japan Music Agency e Editora Musical da Tōei Animation
Agradecimentos especiais: Departamento Editorial da Super Jump (Shūeisha)
Consultor: Atsushi Katsumata (Think Port)
Colaboração: Kosaku Shimaya, Tokiko Sakurada, Atsushi Yukawa, Shigeo Izumiya, Daisuke Gomi, Shinkō Mizoguchi, Shigeo Izumiya, Shōji Kobayashi e Dangun Pictures
Produção: Tōei Animation
EPISÓDIO 1: O INÍCIO DE UMA NOVA GUERRA SANTA
Roteiro: Michiko Yokote
Imagens-chave: Michi Himeno, Takaaki Sonoda, Kyōko Chino, Atsuko Kawamura, Takurō Suzuki, Masaya Ichikawa, Akio Hirakawa, Hitoshi Inaba, Naomi Miyata, Takeshi Yoshioka, Ken Ōtsuka, Tateru Namikaze, Michinori Chiba, Tomohiro Kawahara, Makiko Yamazaki
Imagens intermediárias: Mihoko Tomita, Tap, Kagura
Cenário: Studio Mao, Takuya Yamazaki, Nobuhiro Morita, Michiyo Matsuda, Mariko Tōyama, Miwa Yoshida, Haruna Tsukagoshi
Colorização digital: Mami Hoshikawa, Sachiko Iura, Takako Mimuro, Hanae Katō, Tap, Kagura
Designação de cores: Kunio Tsujita
Efeitos especiais: Toshio Katsuoka
Produtor de computação gráfica: Takeshi Himi
Cenário em CG/efeitos de CG: Yōhei Tanaka, Gakusui Iwasaki
Fotografia digital: Fumio Hirokawa, Masamichi Shimizu, Takayoshi Matsudaira, Hiromu Yamaguchi, Terumi Nakayama, Hirosato Ōnishi, Naohiro Kaneko, Sanae Hanami, Tomoe Terao
Assistente da direção: Shinji Ushiro
Assistente da produção: Yoshihide Moriyama
Assistente do acabamento: Yōsuke Asama
Assistente do setor artístico: Hiroshi Takaku
Registros: Mamiko Ogawa
Direção de animação: Shingo Araki e Michi Himeno
Direção do episódio: Shigeyasu Yamauchi
ELENCO
Seiya de Pégaso: Tōru Furuya
Atena/Saori Kido: Keiko Han
Mu: Takumi Yamazaki
Mestre-Ancião: Kōji Yada
Shaina: Mami Koyama
Ichi: Masaya Onosaka
Nachi: Kazunari Kojima
Homem em andrajos: Nobuo Tobita
Afrodite: Kei’ichi Nanba
Máscara-da-Morte: Ryōichi Tanaka
Nachi: Kazunari Kojima
Colaboração: Aoni Production
EPISÓDIO 2: O TRIO DA LAMENTAÇÃO
Roteiro: Michiko Yokote
Imagens-chave: Eisaku Inoue, Seizō Toma, Yumiko Ishii, Yoshiya Yamamoto, Takenori Tsukuma, Yūko Yamamoto, Hirofumi Kashihara, Kazuki Miura, Ako Kagiyama, Kazuhiko Yokota, Hitoshi Saiku, Keiko Yamamoto, Yōichi Mitsui
Imagens intermediárias: Kyōko Satō, Etsuko Shinohara, Yuki Ōta, Manami Yoshikawa, Naomi Tanaka, Tap, Kagura
Cenário: Studio Mao, Fumi Iwamoto, Michiyo Matsuda, Haruna Tsukagoshi, Mariko Tōyama
Colorização digital: Mami Hoshikawa, Sachiko Iura, Takako Mimuro, Hanae Katō, Tap, Kagura, Peacock
Designação de cores: Yoshiko Sakuma
Efeitos especiais: Nao Ōta
Produtor de computação gráfica: Takeshi Himi
Cenário em CG/efeitos de CG: Eiji Ihara, Naoki Miyahara, Masayuki Nishiguchi, Takashi Ohira
Fotografia digital: Fumio Hirokawa, Masamichi Shimizu, Kazuhiro Yoshino, Tomoko Minegishi, Kunihito Noritomo, Tomokazu Shiratori, Haruhiko Ishikawa, Misako Ogata, Michiko Fukui, Hidenori Saeki
Assistente da direção: Tadao Matsumoto
Assistente da produção: Yoshihide Moriyama
Assistente do acabamento: Yōsuke Asama
Assistente do setor artístico: Hiroshi Takaku
Registros: Mamiko Ogawa
Direção artística: Yukiko Iijima
Direção de animação: Eisaku Inoue
Assistente da direção geral de animação: Kyōko Chino
Direção do episódio: Naozumi [Naoyuki] Itō
ELENCO
Seiya de Pégaso: Tōru Furuya
Shiryu de Dragão: Hirotaka Suzuoki
Mu: Takumi Yamazaki
Mestre-Ancião: Kōji Yada
Shunrei: Eriko Satō
Shaina: Mami Koyama
Jabu: Hideo Ishikawa
Homem em andrajos: Nobuo Tobita
Afrodite: Kei’ichi Nanba
Máscara-da-Morte: Ryōichi Tanaka
Algol: Masaya Onosaka
Dante: Kazunari Kojima
Capela: Katsuyuki Konishi
Shura: Takeshi Kusao
Camus: Nobutoshi Canna
Saga: Ryōtarō Okiayu
Colaboração: Aoni Production
EPISÓDIO 3: AS SOMBRAS RASTEJANTES
Roteiro: Michiko Yokote
Imagens-chave: Ken Ōtsuka, Hitoshi Inaba, Michinori Chiba, Hisashi Ishii, Takurō Suzuki, Masaya Ichikawa, Satoru Minowa, Mitsunori Yamaguchi, Kazuhiko Yokota, Hideki Hashimoto, Nobuhiro Masuda, Kimiko Matsushita, Terumi Nishii
Imagens intermediárias: Mihoko Tomita, Yukitoshi Yamaguchi, Mihoko Kobayashi, Kyōko Satō, Etsuko Shinohara, Tap, M.S.J Musashino Production, Kagura
Cenário: Studio Mao, Fumi Iwamoto, Mariko Tōyama, Takahiro Yoneda, Masako Iwamuro
Colorização digital: Mami Hoshikawa, Sachiko Iura, Takako Mimuro, Hanae Katō, Tap, M.S.J Musashino Production, Kagura
Designação de cores: Yoshiko Sakuma
Efeitos especiais: Toshio Katsuoka
Produtor de computação gráfica: Takeshi Himi
Cenário em CG/efeitos de CG: Yōhei Tanaka, Gakusui Iwasaki, Takuya Yamazaki, Nobuhiro Morita
Fotografia digital: Fumio Hirokawa, Masamichi Shimizu, Takayoshi Matsudaira, Hiromu Yamaguchi, Terumi Nakayama, Hirosato Ōnishi, Naohiro Kaneko, Sanae Hanami, Tomoe Terao
Assistente da direção: Morio Hatano
Assistente da produção: Yoshihide Moriyama
Assistente do acabamento: Yōsuke Asama
Assistente do setor artístico: Hiroshi Takaku
Registros: Minori Kajimoto
Direção artística: Yukiko Iijima
Direção de animação: Michinori Chiba
Assistente da direção geral de animação: Kyōko Chino
Direção do episódio: Tatsuya Nagamine
ELENCO
Seiya de Pégaso: Tōru Furuya
Shun de Andrômeda: Ryō Horikawa
Mu: Takumi Yamazaki
Mestre-Ancião: Kōji Yada
Máscara-da-Morte: Ryōichi Tanaka
Afrodite: Kei’ichi Nanba
Pandora: Maaya Sakamoto
Radamante: Takehito Koyasu
Zelo: Bin Shimada
Níobe: Shingo Horii
Tatsumi: Yukitoshi Hori
Algeti: Naoki Imamura
Garota: Ryō Hirohashi
Shura: Takeshi Kusao
Camus: Nobutoshi Canna
Saga: Ryōtarō Okiayu
Sirius: Yoshihiro Takayama (convidado especial)
Colaboração: Aoni Production
EPISÓDIO 4: A EXPIAÇÃO DO SEMIDEUS
Roteiro: Bun’ya Fujii
Imagens-chave: Shingo Ishikawa, Futoshi Higashide, Kazuki Miura, Takafumi Hayashi, Ako Kagiyama, Nobuhiro Masuda, Ken’ichi Shimizu, Asako Nishida, Takako Shimizu
Imagens intermediárias: Hisashi Mawatari, Tap, M.S.J Musashino Production, Kagura
Cenário: Studio Mao, Michiyo Matsuda, Takahiro Yoneda, Haruna Tsukagoshi, Miwa Yoshida
Colorização digital: Tap, M.S.J Musashino Production, Kagura
Designação de cores: Yoshiko Sakuma
Efeitos especiais: Nao Ōta
Produtor de computação gráfica: Takeshi Himi
Cenário em CG/efeitos de CG: Eiji Ihara, Naoki Miyahara, Masayuki Nishiguchi, Takashi Ohira
Fotografia digital: Fumio Hirokawa, Masamichi Shimizu, Kazuhiro Yoshino, Tomoko Minegishi, Kunihito Noritomo, Tomokazu Shiratori, Haruhiko Ishikawa, Misako Ogata, Michiko Fukui, Hidenori Saeki
Assistente da direção: Shinji Ushiro
Assistente da produção: Yōichi Shimizu
Assistente do acabamento: Yōsuke Asama
Assistente do setor artístico: Hiroshi Takaku
Registros: Minori Kajimoto
Direção artística: Yukiko Iijima
Direção de animação: Shingo Ishikawa
Direção do episódio: Junji Shimizu
ELENCO
Seiya de Pégaso: Tōru Furuya
Hyoga de Cisne: Kōichi Hashimoto
Atena: Keiko Han
Milo: Toshihiko Seki
Hyoga (criança): Fumiko Inoue
Babel: Takaya Kuroda
Moses: Hidehiko Kaneko
Misty: Takayuki Sasada
Shura: Takeshi Kusao
Camus: Nobutoshi Canna
Saga/Canon: Ryōtarō Okiayu
Colaboração: Aoni Production
EPISÓDIO 5: REENCONTRO TRANSITÓRIO
Roteiro: Michiko Yokote
Imagens-chave: Masayasu Yoshida, Yōichi Ōnishi, Tomoko Kobayashi, Shigefumi Shingaki, Kazuyuki Ikai, Tsuyoshi Sasaki, Kazunobu Hoshi, Manami Hattori, Asao Takahashi, Kyōko Fukui, Atsuo Madarame, Takeshi Yoshioka, Ken`ichi Shimizu, Kazuhiko Yokota, Eisaku Inoue
Imagens intermediárias: Yūko Shimohira, Yukari Miyatake, Yuki Ōta, Manami Yoshikawa, Kagura, M.S.J Musashino Production, Tap
Cenário: Studio Mao, Mariko Tōyama, Fumi Iwamoto, Miwa Yoshida, Haruna Tsukagoshi
Colorização digital: Mami Hoshikawa, Sachiko Iura, Takako Mimuro, Hanae Katō, Tap, M.S.J Musashino Production, Kagura
Designação de cores: Yoshiko Sakuma
Efeitos especiais: Toshio Katsuoka
Produtor de computação gráfica: Takeshi Himi
Cenário em CG/efeitos de CG: Naoki Miyahara, Eiji Ihara, Yōhei Tanaka, Gakusui Iwasa, Masayuki Nishiguchi, Mitsuru Kōzai
Fotografia digital: Fumio Hirokawa, Masamichi Shimizu, Takayoshi Matsudaira, Hiromu Yamaguchi, Terumi Nakayama, Hirosato Ōnishi, Naohiro Kaneko, Sanae Hanami, Tomoe Terao
Assistente da direção: Tadao Matsumoto
Assistente da produção: Yoshihide Moriyama
Assistente do acabamento: Yōsuke Asama
Assistente do setor artístico: Hiroshi Misono
Registros: Minori Kajimoto
Direção artística: Yukiko Iijima
Direção de animação: Eisaku Inoue
Assistente da direção geral de animação: Hiroya Iijima
Direção do episódio: Noriyo Sasaki
ELENCO
Seiya de Pégaso: Tōru Furuya
Shiryu de Dragão: Hirotaka Suzuoki
Ikki de Fênix: Hideyuki Hori
Shaka: Yūji Mitsuya
Aiolia: Hideyuki Tanaka
Shura: Takeshi Kusao
Camus: Nobutoshi Canna
Saga: Ryōtarō Okiayu
Sion: Nobuo Tobita
Mestre-Ancião: Kōji Yada
Colaboração: Aoni Production
EPISÓDIO 6: O VELHO GUERREIRO
Roteiro: Bun’ya Fujii
Imagens-chave: Jun’ichi Hayama, Michiaki Sugimoto, Hideyuki Usutani, Kōji Fujii, Noriyoshi Yamazaki
Imagens intermediárias: Toshimi Tanaka, FAI International
Cenário: Studio Mao, Michiyo Matsuda, Masako Iwamuro, Takahiro Yoneda, Takumi Honma
Colorização digital: Studio AB, FAI International
Designação de cores: Yoshiko Sakuma
Inspeção/efeitos especiais: Rumiko Suzushiro
Produtor de computação gráfica: Takeshi Himi
Cenário em CG/efeitos de CG: Naoki Miyahara, Eiji Ihara, Yōhei Tanaka, Gakusui Iwasaki, Masayuki Nishiguchi, Mitsuru Kōzai
Fotografia digital: Fumio Hirokawa, Masamichi Shimizu, Kazuhiro Yoshino, Tomoko Minegishi, Kunihito Noritomo, Tomokazu Shiratori, Haruhiko Ishikawa, Misako Ogata, Michiko Fukui, Hidenori Saeki
Assistente da direção: Morio Hatano
Assistente da produção: Tōru Suzuki
Assistente do setor artístico: Hiroshi Misono
Registros: Mamiko Ogawa
Direção artística: Yukiko Iijima
Direção de animação: Jun’ichi Hayama
Direção do episódio: Masahiro Hosoda
ELENCO
Seiya de Pégaso: Tōru Furuya
Shiryu de Dragão: Hirotaka Suzuoki
Shun de Andrômeda: Ryō Horikawa
Hyoga de Cisne: Kōichi Hashimoto
Mestre-Ancião: Kōji Yada
Dōko: Ken’yū Horiuchi
Shaina: Mami Koyama
Ichi: Masaya Onosaka
Nachi: Kazunari Kojima
Jabu: Hideo Ishikawa
Sion: Nobuo Tobita
Mu: Takumi Yamazaki
Colaboração: Aoni Production
EPISÓDIO 7: O REBANHO DE VESTES NEGRAS
Roteiro: Michiko Yokote
Imagens-chave: Shūichi Itō, Takafumi Hayashi, Nobuhiro Masuda, Hitoshi Inaba, Yumiko Sugano, Keiko Yamamoto, Yumiko Ishii, Takako Shimizu, Ako Kagiyama,Masumi Hattori, Hidetoshi Sano, Kazunobu Hoshi, Naozumi Itō
Imagens intermediárias: Mihoko Tomita, Yukitoshi Yamaguchi, Mihoko Kobayashi, Hisashi Mawatari, M.S.J Musashino Production, Kagura
Cenário: Studio Mao, Fumi Iwamoto, Miwa Yoshida, Haruna Tsukagoshi, Takumi Honma
Colorização digital: Mami Hoshikawa, Sachiko Iura, Takako Mimuro, Hanae Katō, M.S.J Musashino Production, Kagura
Designação de cores: Yoshiko Sakuma
Efeitos especiais: Nao Ōta
Produtor de computação gráfica: Takeshi Himi
Cenário em CG/efeitos de CG: Eiji Ihara, Yōhei Tanaka, Gakusui Iwasa, Masayuki Nishiguchi, Mitsuru Kōzai, Nobunao Ono
Fotografia digital: Fumio Hirokawa, Masamichi Shimizu, Takayoshi Matsudaira, Hiromu Yamaguchi, Terumi Nakayama, Hirosato Ōnishi, Naohiro Kaneko, Sanae Hanami, Tomoe Terao
Assistente da direção: Shinji Ushiro
Assistente da produção: Yoshihide Moriyama
Assistente do acabamento: Yōsuke Asama
Assistente do setor artístico: Hiroshi Misono
Registros: Yūko Higuchi
Direção artística: Yukiko Iijima
Direção de animação: Hiroya Iijima
Leiaute: Shingo Araki
Direção do episódio: Naozumi [Naoyuki] Itō
ELENCO
Seiya de Pégaso: Tōru Furuya
Shiryu de Dragão: Hirotaka Suzuoki
Shun de Andrômeda: Ryō Horikawa
Hyoga de Cisne: Kōichi Hashimoto
Papillon: Atsushi Kisaichi
Gigant: Hisao Egawa
Mu: Takumi Yamazaki
Mestre-Ancião: Kōji Yada
Colaboração: Aoni Production
EPISÓDIO 8: MOMENTO DE HESITAÇÃO
Roteiro: Bun’ya Fujii
Imagens-chave: Yuriko Nagaya, Futoshi Ōnami, Tetsuya Satō, Chūji Nakajima, Futoshi Higashide, Kazuki Miura, Kenji Kuroyanagi, Hitoshi Kamata, Kōji Yabuno, Tsuyoshi Sasaki, Shigefumi Shingaki, Nobuhiro Masuda, Asao Takahashi
Imagens intermediárias: Kyōko Satō, Etsuko Shinohara, M.S.J Musashino Production, Tap, Kagura, Studio Z5
Cenário: Studio Mao, Mariko Tōyama, Hiroshi Washizaki, Masako Iwamuro, Takahiro Yoneda
Colorização digital: Mami Hoshikawa, Sachiko Iura, M.S.J Musashino Production, Tap, Kagura
Designação de cores: Yoshiko Sakuma
Efeitos especiais: Toshio Katsuoka
Produtor de computação gráfica: Takeshi Himi
Cenário em CG/efeitos de CG: Eiji Ihara, Yōhei Tanaka, Gakusui Iwasaki, Masayuki Nishiguchi, Mitsuru Kōzai, Nobunao Ono
Fotografia digital: Fumio Hirokawa, Masamichi Shimizu, Kazuhiro Yoshino, Tomoko Minegishi, Kunihito Noritomo, Tomokazu Shiratori, Haruhiko Ishikawa, Misako Ogata, Michiko Fukui, Hidenori Saeki
Assistente da direção: Yutaka Nakashima
Assistente da produção: Kazumitsu Matsusaka
Assistente do acabamento: Yōsuke Asama
Assistente do setor artístico: Hiroshi Misono
Registros: Yūko Higuchi
Direção artística: Yukiko Iijima
Direção de animação: Hideyuki Motohashi
Assistente da direção geral de animação: Kyōko Chino
Direção do episódio: Tatsuya Nagamine
ELENCO
Seiya de Pégaso: Tōru Furuya
Shiryu de Dragão: Hirotaka Suzuoki
Shun de Andrômeda: Ryō Horikawa
Hyoga de Cisne: Kōichi Hashimoto
Atena: Keiko Han
Shaka: Yūji Mitsuya
Aiolia: Hideyuki Tanaka
Raimi: Kazuya Nakai
Gigant: Hisao Egawa
Espectro: Kei’ichirō Yamamoto
Espectro: Hidehiko Kaneko
Mills: Nobutoshi Canna
Ochs: Takeshi Kusao
Cube: Ryōtarō Okiayu
Colaboração: Aoni Production
EPISÓDIO 9: O FIM DA DIGNIDADE
Roteiro: Bun’ya Fujii
Imagens-chave: Yōichi Ōnishi, Seizō Toma, Masayasu Yoshida, Yōko Satō, Hitoshi Inaba, Yōichi Mitsui, Kazuhiko Yokota, Kyōko Fukui, Tomoko Kobayashi, Shigefumi Shingaki, Eisaku Inoue
Imagens intermediárias: Yūko Shimohira, Yukari Miyatake, Yuki Ōta, Manami Yoshikawa, Kagura, M.S.J Musashino Production
Cenário: Studio Mao, Fumi Iwamoto,Mariko Tōyama, Miwa Yoshida, Haruna Tsukagoshi
Colorização digital: Mami Hoshikawa, Sachiko Iura, Takako Mimuro, Hanae Katō, M.S.J Musashino Production, Kagura
Designação de cores: Yoshiko Sakuma
Efeitos especiais: Nao Ōta
Produtor de computação gráfica: Takeshi Himi
Cenário em CG/efeitos de CG: Eiji Ihara, Yōhei Tanaka, Gakusui Iwasa, Masayuki Nishiguchi, Mitsuru Kōzai, Nobunao Ono
Fotografia digital: Kaoru Igarashi, Hisako Hoshi, Yuichirō Okano, Kunji Nakamura, Mitsuko Okuyama, Atsunori Shinagawa, Ryūichi Takadama, Masato Takagi, Shirō Sugaya
Assistente da direção: Shinji Ushiro
Assistente da produção: Yoshihide Moriyama
Assistente do acabamento: Yōsuke Asama
Assistente do setor artístico: Hiroshi Misono
Registros: Minori Kajimoto
Direção artística: Yukiko Iijima
Direção de animação: Eisaku Inoue
Leiaute: Shingo Araki
Assistente da direção geral de animação: Hiroya Iijima
Direção do episódio: Shigeyasu Yamauchi
ELENCO
Seiya de Pégaso: Tōru Furuya
Shiryu de Dragão: Hirotaka Suzuoki
Shun de Andrômeda: Ryō Horikawa
Hyoga de Cisne: Kōichi Hashimoto
Atena: Keiko Han
Shaka: Yūji Mitsuya
Mu: Takumi Yamazaki
Milo: Toshihiko Seki
Aiolia: Hideyuki Tanaka
Gigant: Hisao Egawa
Buda: Tomomichi Nishimura
Shaka (garoto): Akemi Satō
Shura: Takeshi Kusao
Camus: Nobutoshi Canna
Saga: Ryōtarō Okiayu
Colaboração: Aoni Production
EPISÓDIO 10: O CONFRONTO DOURADO
Roteiro: Bun’ya Fujii
Imagens-chave: Noriyoshi Yamazaki, Kōji Fujii, Mieko Ogata, Shigeyuki Miya, Hideyuki Usutani, Kōhei Hashimoto, Michiaki Sugimoto, Nobuhiro Masuda, Takeshi Yoshioka, Kazuki Miura
Imagens intermediárias: Toshimi Tanaka, FAI International
Cenário: Studio Mao, Mariko Tōyama, Fumi Iwamoto, Michiyo Matsuda, Takahiro Yoneda
Colorização digital: Studio AB, FAI International
Designação de cores: Yoshiko Sakuma
Inspeção/efeitos especiais: Rumiko Suzushiro
Produtor de computação gráfica: Takeshi Himi
Cenário em CG/efeitos de CG: Eiji Ihara, Yōhei Tanaka, Gakusui Iwasaki, Masayuki Nishiguchi, Mitsuru Kōzai, Nobunao Ono
Fotografia digital: Fumio Hirokawa, Masamichi Shimizu, Takayoshi Matsudaira, Hiromu Yamaguchi, Terumi Nakayama, Hirosato Ōnishi, Naohiro Kaneko, Sanae Hanami, Tomoe Terao
Assistente da direção: Morio Hatano
Assistente da produção: Kei’ichi Andō
Assistente do setor artístico: Hiroshi Misono
Registros: Yūko Higuchi
Direção artística: Yukiko Iijima
Direção de animação: Jun’ichi Hayama
Assistente da direção geral de animação: Kyōko Chino
Direção do episódio: Masahiro Hosoda
ELENCO
Seiya de Pégaso: Tōru Furuya
Shiryu de Dragão: Hirotaka Suzuoki
Shun de Andrômeda: Ryō Horikawa
Hyoga de Cisne: Kōichi Hashimoto
Atena: Keiko Han
Shaka: Yūji Mitsuya
Mu: Takumi Yamazaki
Milo: Toshihiko Seki
Aiolia: Hideyuki Tanaka
Saga/Canon: Ryōtarō Okiayu
Shura: Takeshi Kusao
Camus: Nobutoshi Canna
Buda: Tomomichi Nishimura
Colaboração: Aoni Production
EPISÓDIO 11: SANTUÁRIO TREMULANTE
Roteiro: Michiko Yokote
Imagens-chave: Asao Takahashi, Ako Kagiyama, Hideki Hashimoto, Yumiko Sugano, Takafumi Hayashi, Ken’ichi Hamazaki, Ken Ōtsuka, Kyōko Fukui, Kazuhiko Yokota, Shigefumi Shingaki, Kazuyuki Ikai, Manami Hattori, Atsuo Madarame, Satoshi Ishino, Manabu Fukazawa, Kazunobu Hoshi, Michinori Chiba
Imagens intermediárias: Mihoko Tomita, Yukitoshi Yamaguchi, Mihoko Kobayashi, Kyōko Satō, Etsuko Shinohara, M.S.J Musashino Production, Kagura
Cenário: Studio Mao, Mariko Tōyama,Takahiro Yoneda, Dai Ishibashi, Miwa Yoshida
Colorização digital: Mami Hoshikawa, Sachiko Iura, Takako Mimuro, Hanae Katō, M.S.J Musashino Production, Kagura
Designação de cores: Kunio Tsujita
Efeitos especiais: Toshio Katsuoka
Produtor de computação gráfica: Takeshi Himi
Cenário em CG/efeitos de CG: Eiji Ihara, Yōhei Tanaka, Masayuki Nishiguchi, Mitsuru Kōzai, Nobunao Ono, Takashi Ohira, Yahito Kuwayama, dark?stylish!
Fotografia digital: Fumio Hirokawa, Masamichi Shimizu, Kazuhiro Yoshino, Tomoko Minegishi, Kunihito Noritomo, Tomokazu Shiratori, Haruhiko Ishikawa, Misako Ogata, Michiko Fukui, Hidenori Saeki
Assistente da direção: Yutaka Nakashima
Assistente da produção: Yoshihide Moriyama
Assistente do acabamento: Yōsuke Asama
Assistente do setor artístico: Hiroshi Misono
Registros: Minori Kajimoto
Direção artística: Yukiko Iijima
Direção de animação: Michinori Chiba
Assistente da direção geral de animação: Kyōko Chino
Direção do episódio: Tatsuya Nagamine
ELENCO
Seiya de Pégaso: Tōru Furuya
Shiryu de Dragão: Hirotaka Suzuoki
Shun de Andrômeda: Ryō Horikawa
Hyoga de Cisne: Kōichi Hashimoto
Atena: Keiko Han
Saga/Canon: Ryōtarō Okiayu
Shura: Takeshi Kusao
Camus: Nobutoshi Canna
Pandora: Maaya Sakamoto
Radamante: Takehito Koyasu
Zelo: Bin Shimada
Mu: Takumi Yamazaki
Aiolia: Hideyuki Tanaka
Milo: Toshihiko Seki
Sion: Nobuo Tobita
Colaboração: Aoni Production
EPISÓDIO 12: A ARMADURA DE ATENA
Roteiro: Bun’ya Fujii
Imagens-chave: Hitoshi Inaba, Takafumi Hayashi, Tomoko Kobayashi, Tsuyoshi Sasaki, Hitoshi Kamata, Shigefumi Shingaki, Kazuki Miura, Shūichi Itō, Yumiko Sugano, Nobuhiro Masuda, Keiko Yamamoto, Kazuhiko Yokota, Ken’ichi Shimizu, Eisaku Inoue, Kazunobu Hoshi, Tomohiro Koyama, Hitoshi Saiku
Imagens intermediárias: M.S.J Musashino Production, Kagura
Cenário: Studio Mao, Hiroshi Washizaki, Michiyo Matsuda, Fumi Iwamoto, Masako Iwamuro
Colorização digital: M.S.J Musashino Production, Kagura
Designação de cores: Kunio Tsujita
Efeitos especiais: Ken Hoshino
Produtor de computação gráfica: Takeshi Himi
Cenário em CG/efeitos de CG: Eiji Ihara, Yōhei Tanaka, Masayuki Nishiguchi, Mitsuru Kōzai, Nobunao Ono, Takashi Ohira, Yahito Kuwayama, dark?stylish!
Fotografia digital: Motoi Takahashi, Toshiharu Takei, Masatoshi Fukui, Masaru Sakanishi, Yoshiyuki Tashiro, Shigeru Andō, Satoru Nakatoku, Yumiko Kajiwara, Takeshi Koyano, Takumi Wakao, Tetsuya Numako, Yoshitada Ishii
Assistente da direção: Shinji Ushiro
Assistente da produção: Yōichi Shimizu
Assistente do acabamento: Yōsuke Asama
Assistente do setor artístico: Hiroshi Misono
Registros: Yūko Higuchi
Direção artística: Yukiko Iijima
Direção de animação: Kyōko Chino
Assistente da direção geral de animação: Hiroya Iijima
Leiaute: Shingo Araki
Direção do episódio: Noriyo Sasaki e Shigeyasu Yamauchi
ELENCO
Seiya de Pégaso: Tōru Furuya
Shiryu de Dragão: Hirotaka Suzuoki
Shun de Andrômeda: Ryō Horikawa
Hyoga de Cisne: Kōichi Hashimoto
Atena: Keiko Han
Saga/Canon: Ryōtarō Okiayu
Shura: Takeshi Kusao
Camus: Nobutoshi Canna
Pandora: Maaya Sakamoto
Radamante: Takehito Koyasu
Zelo: Bin Shimada
Colaboração: Aoni Production
EPISÓDIO 13: A MANHÃ DA RESOLUÇÃO
Roteiro: Michiko Yokote
Imagens-chave: Eisaku inoue, Masayasu Yoshida, Seizō Toma, Yōko Satō, Keiko Yamamoto, Jun’ichi Hayama, Ken Ōtsuka, Noriyoshi Yamazaki, Minako Itō, Yumiko Sugano, Ako Kagiyama, Yoshikazu Tomita, Takeshi Yoshioka, Yoshihiko Umakoshi, Asao Takahashi, Michinori Chiba, Naozumi Itō, Osamu Ishikawa, Mikine Kuwabara, Tsuyoshi Sasaki, Rika Mishima
Imagens intermediárias: Mihoko Tomita, Yukitoshi Yamaguchi, Mihoko Kobayashi, Kyōko Satō, Etsuko Shinohara, Yūko Shimohira, Yukari Miyatake, Yūki Ōta, Manami Yoshikawa, M.S.J Musashino Production, Kagura
Cenário: Studio Mao, Hiroshi Washizaki, Fumi Iwamoto, Michiyo Matsuda, Haruna Tsukagoshi
Colorização digital: Mami Hoshikawa, Sachiko Iura, Takako Mimuro, Hanae Katō, M.S.J Musashino Production, Kagura
Designação de cores: Kunio Tsujita
Efeitos especiais: Nao Ōta
Produtor de computação gráfica: Takeshi Himi
Cenário em CG/efeitos de CG: Eiji Ihara, YŌhei Tanaka, Masayuki Nishiguchi, Mitsuru Kōzai, Nobunao Ono, Takashi Ohira, Yahito Kuwayama, dark?stylish!
Fotografia digital: Fumio Hirokawa, Masamichi Shimizu, Takayoshi Matsudaira, Hiromu Yamaguchi, Terumi Nakayama, Hirosato Ōnishi, Naohiro Kaneko, Sanae Hanami, Tomoe Terao
Assistente da direção: Morio Hatano
Assistente da produção: Keita Komatsu
Assistente do acabamento: Yōsuke Asama
Assistente do setor artístico: Hiroshi Misono
Registros: Mamiko Ogawa
Direção artística: Yukiko Iijima
Direção de animação: Michi Himeno
Leiaute: Shingo Araki
Direção do episódio: Shigeyasu Yamauchi
ELENCO
Seiya de Pégaso: Tōru Furuya
Shiryu de Dragão: Hirotaka Suzuoki
Shun de Andrômeda: Ryō Horikawa
Hyoga de Cisne: Kōichi Hashimoto
Mu: Takumi Yamazaki
Milo: Toshihiko Seki
Aiolia: Hideyuki Tanaka
Saga/Canon: Ryōtarō Okiayu
Shura: Takeshi Kusao
Camus: Nobutoshi Canna
Pandora: Maaya Sakamoto
Radamante: Takehito Koyasu
Zelo: Bin Shimada
Sion: Nobuo Tobita
Dōko: Ken’yū Horiuchi
Colaboração: Aoni Production










































































































































































































































































