Autor: Fábio Vaz Mendes

Aficionado sectário de Saint Seiya desde 1994, sou um misoneísta ranzinza. Impelido pela inexorável missão de traduzir todas as publicações oficiais da série clássica, continuo a lutar. Abomino redublagens.

   No segundo semestre de 1987, um pequeno vídeo com detalhes da produção do anime foi ao ar na TV japonesa. Acompanhando a filha num tour pelo estúdio-sede da Tōei Dōga, em Ōizumi, no distrito de Nerima, o célebre Kōzō Morishita, diretor de núcleo de Saint Seiya e atual chairman da Tōei Animation, apresentou ao público os bastidores da produção da animação, presenteando os entusiastas do seriado com explicações sobre a operação das imagens-chave e a relação dos desenhos com o storyboard.    Além de mostrar a talentosa diretora de animação Tomoko Kobayashi redesenhando as imagens-chave mais icônicas de Shiryu…

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   Lançado em 21 de novembro de 1987, o CD-V Saint Seiya, que amalgamava as tecnologias do CD e do LaserDisc, contemplou os entusiastas do anime com um exclusivo vídeo promocional da canção Atena no Komoriuta, que embalou o clima de romance do inolvidável episódio 30. Interpretada pela voz sublime da senhora Mitsuko Horie, a canção também é conhecida pelo título Saint Seiya Lullaby: Megami no Komoriuta (A Canção de Ninar de Atena).    Traduzido diretamente do idioma japonês por Fábio Vaz Mendes, o vídeo foi totalmente remasterizado. Todos os direitos de exibição e comercialização pertencem exclusivamente ao mestre Masami…

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   Uma efeméride, a estreia de Os Cavaleiros do Zodíaco na TV brasileira, em 1º de setembro de 1994, marcou de forma indelével as pessoas que acompanharam o seriado na Rede Manchete, revolucionando o entretenimento direcionado ao público infanto-juvenil e se transformando num autêntico fenômeno da cultura popular. Levando a moribunda emissora da família Bloch à liderança de audiência durante sua exibição matutina, a série rompeu o paradigma das coqueluches sazonais, atrações que até ganhavam a preferência da criançada, mas que acabavam caindo no esquecimento após o surgimento de uma nova modinha. Constituída de fragmentos do longa-metragem A Lenda dos…

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   Um tesouro dos bastidores da epopeia de Seiya, o documentário Seiya History — A História de Os Cavaleiros do Zodíaco — foi produzido em 2004 para celebrar o lançamento do malfadado longa-metragem Saint Seiya: Prólogo do Céu em DVD. A despeito do fracasso do filme e de suas ominosas consequências na continuação da Saga de Hades, o especial presenteou os aficionados da série com testemunhos de membros insubstituíveis da equipe de produção da série de TV, a exemplo do senhor Kōzō Morishita, diretor de núcleo do seriado e idealizador da identidade do anime como o conhecemos, do senhor Masayoshi…

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   A despeito dos incontáveis boatos sobre o fim da série, Saint Seiya prosperou de forma fantástica! Na TV, a comemoração pela difusão do centésimo episódio é coisa certa; e, até mesmo no cinema, chegamos ao terceiro filme.    Eu realmente penso que tudo é conseqüência do apoio do público e sou muito grato a todos vocês. Peço que continuem a nos apoiar. Obs.: traduzida em 2007, esta publicação foi redigida sob a égide do Acordo Ortográfico vigente à época.

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“Se não for uma pessoa capaz de fazer novelas de época e Shakespeare, não pode fazer Seiya.” Produtor da Tōei Dōga    Na ocasião do projeto, quando pensei em endossar a obra Saint Seiya, eu o fiz em virtude de dois fatores, que a tornam ideal para o televisionamento e que talvez sejam a razão de a obra estar amealhando a simpatia das crianças: um é o fato de estar relacionada a “estrelas” e constelações. Já que também há o envolvimento dos mitos da Grécia, é também romântica, não é? Ademais, está intrinsecamente entrelaçada com os temas “amizade”, “superação”…

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“(…) penso que as palavras ‘queimar o cosmo’ traduzem perfeitamente a confecção da obra.”  ENTREVISTA Nº 1 — O PRODUTOR DA TV ASAHI — O senhor poderia nos contar como se envolveu na produção? Até então, eu estava focado em live-actions, dramas como [os filmes da sessão] Doyō Wide Gekijō, mas ingressei na produção para substituir o senhor Morihiro Katō, o meu predecessor. Quanto ao momento da transferência, foi antes da difusão, num período em que o projeto já estava chancelado. Antes da série, eu havia atuado como produtor assistente em Ginga Nagareboshi Gin, mas este trabalho foi a minha…

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KŌZŌ MORISHITA (DIRETOR E PRODUTOR DA SÉRIE) — Para começar, por favor, conte-nos a história a partir do início do projeto. Era um projeto tocado por pessoas como o Yoshifumi Hatano, da produção, e o Ken Ariga, chefe da divisão de projetos na época. Naqueles tempos, o competidor do horário das 19 horas dos sábados, o Manga Nippon Mukashibanashi, tinha uma força avassaladora, e, pensando que não poderíamos vencê-lo com o mesmo conteúdo familiar, nós o enfrentamos com impacto. Eu fui contatado após a finalização de The Transformers: The Movie, que fiz no exterior. Foi por volta do período em…

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“Deixamos o conteúdo simples, fácil de entender; nos devotamos de corpo e alma à fotografia e à colorização.”   Por ser o diretor da série de TV, eu tive o privilégio de também me permitirem dirigir o filme. Eu não me recordo mais dos detalhes da produção, mas acho que o filme foi planejado para popularizar ainda mais o já famoso Seiya.    Com a novidade do filme, a motivação do estafe subiu, e, como a verba do orçamento também saiu, pudemos nos dar ao luxo de realizar extravagâncias.    Tencionando fazer algo absolutamente fascinante, utilizei toda a tecnologia que havia…

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“(…) eu tencionava expressar o poder dos quadrinhos da obra original no formato do anime.” ENTREVISTA Nº 1 — O DIRETOR DA SÉRIE — O senhor pode nos contar como se deu seu envolvimento nesta obra?     Como ingressei na obra?… Antes de participar da série, eu estava engajado numa produção conjunta com o exterior, um trabalho chamado Transformers: O Filme; e, como o iene também havia sofrido uma maxidesvalorização, os recursos eram abundantes, razão pela qual foi uma produção incrivelmente extravagante, sabe?     O orçamento era de tal magnitude que podíamos gastar de forma inexaurível.  Com isso, pudemos construir…

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